Pessoal, encontrei este texto durante minhas pesquisas em comunidades do Orkut. Foi traduzido por um cara chamado Renato Alcântara, que não consegui descobrir de onde é.
Não tenho dúvida de que as nossas quase completas ignorâncias a respeito das nossas sexualidades e não aceitação das mesmas, principalmente a feminina, são consequências das orientações e exigências passadas aos casais, durante séculos, em nome de Deus, com o único intuito de subjugar e manipular a sociedade – o que é interessante a qualquer Estado. Tudo me leva a crer que os governantes, juntamente com a Igreja, já sabiam (e sabem) que o verdadeiro autoconhecimento da sexualidade nos liberta, transformando completamente o nosso conceito de felicidade e a forma que enxergamos a vida.
Possivelmente, as tataravós e bisavós de muitos de vocês receberam esses ensinamentos que, mesmo que menos rígidos com o passar do tempo, de alguma forma foram repassados para suas avós, e assim por diante, variando bastante de um localização geográfica para outra.
Este texto deixa bem claro de onde vêm os medos´e as culpas das mulheres – mas não apenas delas, a vergonha de conversar sobre sexo, de se masturbar ou se entregar completamente às possíveis sensações em uma relação sexual, as dificuldades para muitas atingirem o orgasmo, a ninfomania e satiríase daqueles que nunca encontram satisfação no sexo. Ele explica por que existem tantas mulheres inorgásticas. Em suma, deixa claro por que nada nos conhecemos – e temos medo de fazê-lo – e mentimos tanto. É apenas a herança de um longo período negro e nojento da sociedade machista, orquestrado pelo conluio Igreja-Estado. Porém, sou muito otimista, ao observar que, aos poucos, isso está mudando, alavancado pelas mulheres mais corajosas.
Instrução e aconselhamento para a jovem noiva
Tradução de Renato Alcântara
Sobre a conduta e comportamento nas relações intimas e pessoais do santo estado do matrimônio para a maior santidade deste abençoado sacramento e para a Glória do Senhor , por Ruth Smythers, amada esposa do Reverendo L.D. Smythers, Pastor da Igreja Metodista Árcade da conferência regional Oeste.
Publicado no ano de nosso Senhor de 1894, Spiritual Guidance Press, New York City.
Para a jovem sensível que possui os benefícios de uma formação adequada, o dia do casamento é, ironicamente, tanto o dia mais feliz, quanto o mais apavorante de sua vida. No lado positivo, está o casamento em si, no qual a noiva é a atração central, numa linda e inspiradora cerimônia, simbolizando seu triunfo em conquistar um homem para provê-la de todas as suas necessidades para o resto de sua vida. No aspecto negativo, está a noite de núpcias, na qual a noiva deve pagar, por assim dizer, seu tributo, encarando pela primeira vez a hedionda experiência do sexo.
A esta altura, minha prezada leitora, permita-me expor-lhe um fato chocante. Algumas jovens conscientemente anseiam por sua noite de núpcias com curiosidade e prazer! Atentem para os males de tal atitude! Um marido egoísta e libidinoso pode se aproveitar facilmente de tal esposa.
Uma regra fundamental do casamento jamais deve ser esquecida: ENTREGUE-SE POUCO, ENTREGUE-SE RELUTANTEMENTE E , ACIMA DE TUDO, ENTREGUE-SE SOB PROTESTO. De outra forma, o que poderia ter sido um casamento integro, pode se transformar numa orgia de lascívia sexual.
No entanto, o pânico da noiva não precisa ser extremado. Apesar do sexo ser, na melhor das hipóteses, repugnante e, no pior dos casos, bastante doloroso, ele deve ser tolerado e tem sido tolerado pelas mulheres desde a aurora dos tempos, sendo é compensado através do lar monógamo e pelas crianças geradas através dele.
É inútil, na maioria dos casos, que a noiva conte com o varão para a preparação para a iniciação sexual. Embora o marido ideal fosse aquele que abordasse a sua noiva apenas a seu pedido e unicamente para o propósito de gerar herdeiros, tal nobreza e desapego não devem ser esperados do homem padrão.
Os homens, se não forem devidamente rejeitados, iriam exigir o intercurso carnal quase que diariamente. A noiva sábia deverá permitir um máximo de duas breves relações sexuais semanais durante os primeiros meses. Com o passar do tempo ela não deverá medir esforços para reduzir esta freqüência. Simular mal-estar, sonolência, e dores de cabeça figuram entre os melhores amigos da esposa nesse sentido. Discussões, críticas, provocações e teimosias também se mostram bastante eficazes, se usados às altas horas da noite cerca de uma hora antes do momento em que o marido habitualmente inicia suas tentativas de sedução.
Esposas astutas devem estar sempre atentas a novas maneiras de negar e desencorajar as investidas amorosas de seus cônjuges. Uma boa esposa deve esperar reduzir os contatos sexuais a um por semana ao fim do primeiro ano de casadas e a um por mês ao termino do quinto ano de casamento. Por volta de seu décimo aniversário de casamento, muitas esposas completaram a educação de seus filhos e atingiram o objetivo supremo de eliminar por completo os contatos sexuais com seu marido. A essa altura elas podem confiar em seu amor pelas crianças e nas pressões sociais para manter seu marido em casa.
Da mesma forma que elas devem ficar alertas para manter a quantidade da prática sexual a menor possível , a noiva astuta deverá também dispensar atenção ao grau de contato sexual. A maioria dos homens é naturalmente pervertida e, se dada a oportunidade, lançar-se-iam a toda forma de práticas revoltantes. Essas práticas abrangem entre outras coisas realizar o ato em posições anormais; tocar o corpo feminino com a boca; e oferecer seus vis corpos para serem levados à boca.
Nudez, falar sobre sexo, ler histórias sobre sexo, ver fotografias ou desenhos representando ou sugerindo a prática sexual são hábitos abjetos à que os os homens são afeitos a adquirir, caso lhes seja permitido.
Uma noiva astuta tornará seu objetivo jamais permitir que seu consorte vislumbre seu corpo desnudo, e jamais permitir que este lhe apresente o seu próprio corpo desnudo. Sexo,quando não puder ser evitado, deverá ser praticado em trevas absolutas. Muitas mulheres encontraram serventia em fazer uso de espessas e longas camisolas de algodão e pijamas para seus maridos. Estes devem ser vestidos em quartos separados. Eles não deverão ser removidos durante o intercurso carnal. Desta forma o mínimo de pele será exposta.
Uma vez q a noiva tenha vestido sua camisola e apagado as luzes, ela deverá deitar-se silenciosamente na cama e aguardar seu varão. Quando ele chegar ansioso ao quarto ela não deverá emitir som algum que possa guiá-lo a ela, pois ele poderá interpretar isto como um sinal de encorajamento. Ela deverá deixá-lo sondando na escuridão. Sempre existe a possibilidade de que ele tropece e sofra algum leve machucado que ela possa usar como pretexto para recusar o ato sexual.
Quando ele por fim encontrá-la, a noiva deverá permanecer tão imóvel quanto possível. Movimentos corpóreos podem ser interpretados como excitação sexual por maridos otimistas. Caso ele tente beijar-lhe os lábios ela deverá virar sua cabeça lateralmente para que este beijo repouse inofensivamente em suas maçãs do rosto. Caso ele tente beijar-lhe a mão, que ela forme um punho. Caso ele tente elevar sua camisola e beijar-lhe em qualquer outro lugar ela deverá rapidamente baixá-la , pular da cama e anunciar que a natureza a chama ao lavabo. Isso irá, na maioria dos casos, desestimulá-lo a lhe beijar nos territórios proibidos.
Caso o marido tente seduzi-la com palavras cheias de lascívia, a noiva astuta deverá lembrar-se de súbito de banalidades não-sexuais para inquiri-lo. Uma vez que ele as responda ela deverá continuar com a conversa, não importa o quão tola ela pareça no momento . Eventualmente, o marido irá compreender que, caso ele insista em ter contato sexual, ele deverá obtê-lo sem a atmosfera amorosa. A esposa sábia não permitirá a ele levantar sua camisola mais que a altura de sua cintura, e permitir-lhe que apenas abra a frente de seus pijamas para fins de conecção. Ela deverá ficar no mais completo silêncio ou resmungar sobre seus afazeres domésticos enquanto ele bufar e rosnar. Acima de tudo, ela deverá ficar quieta e nunca sob nenhuma circunstância gemer ou arfar enquanto o ato estiver em andamento. Tão cedo quanto seu marido tenha completado seu ato, a esposa inteligente deverá iniciar uma conversa sobre várias tarefas menores que ela deseja que ele realize na manhã seguinte. A maioria dos homens obtém a maior parte da sua satisfação sexual da exaustão pacífica obtida logo após o ato. Assim, a esposa deve se assegurar que ele não obtenha paz neste período. De outra forma, ele poderia se sentir disposto a repetir o ato.
Um ponto animador, do qual a esposa deve se sentir agradecida, é o fato de que o lar, a escola, a Igreja e o ambiente social, conspiraram ao longo de toda a vida do seu marido para lhe inspirar um profundo senso de culpa dos seus anseios sexuais, donde ele chegar ao leito conjugal, de uma forma envergonhada e cheia de vergonha, meio assustado e um tanto submisso. A esposa sábia deverá se aproveitar desta oportunidade para inicialmente limitar e posteriormente aniquilar completamente os desejos de seu esposo por expressão sexual.
Nossa!!! esse texto é terrível, gostaria de dizer que isso não passa de brincadeira, mas infelizmente, é verdade. Assim que mts mulheres foram educadas sexualmente e ate hoje, mts aindam continuam com esse pensamento. De que o homem tem de ser agradado que ele é o todo poderoso na vida da esposa. Que bom, que temos o poder de resolver nossas vidas hoje, que bom que não precisamos de homens para sermos felizes, que bom termos o dominio de nossas vidas, nossos desejos, nossas fantasias. VIVA a mulher bem resolvida, bem amada e bem querida por si mesma bjssssss.
Em minhas pesquisas pela web, encontrei esse interessante vídeo de uma atriz de Goiania, chamada Michelle. Trata-se de um monólogo acerca dos relacionamentos fechados e da liberdade de amar. O texto foi escrito por ela mesma e as razões que a levaram a fazê-lo foram reais. Escreveu-o logo após o término de um relacionamento, exatamente pelos motivos que constam no vídeo.
http://www.youtube.com/watch?v=keaaz70CBLo