Provavelmente, quando você leu o título, deve ter imaginado que eu falaria sobre a dificuldade masculina de conseguir a ereção. Assim como a frigidez feminina, vaginismo ou pouco prazer nos atos sexuais, tenho as minhas convicções acerca das causas desses problemas nas vidas de muitas pessoas. Mas não será dessa vez que tratarei desses assuntos.
Gostaria de falar sobre a impotência para lidar espontaneamente com o livre-arbítrio do parceiro. Ela nos impede de ter atitudes que demonstrariam, no mínimo, compreensão da individualidade daquele(a) com quem estamos nos relacionando e a quem declaramos amar. Diante da sensação de impotência, em casos mais extremos, ocorrem ameaças, violências e homicídios. Em inúmeras situações, por insegurança, queremos interferir nas decisões do outro, através de chantagens emocionais, por carência afetiva e com o único intuito de nos proteger, pouco nos importando se ele ficará feliz ou não com a própria decisão final, após as nossas opiniões e influências tendenciosas – que quase sempre visam a atender apenas ao nosso próprio alento interior.
Somos completamente despreparados para o jogo das relações. Quando começarmos a entender que o verdadeiro amor é excitante, lúdico e que é cheio de surpresas – boas ou não – estaremos nos iniciando como bons jogadores. Somos péssimos competidores: ninguém quer perder e aceita a derrota. Cada um tem suas armas, cartas na manga e agendas ocultas para tentar virar a mesa, caso perceba a iminência da perda – na maioria das vezes, os homens são os mais despreparados e os que mais reagem. Como em vários filmes que já assistimos, quando as apostas são altas e ele percebe que vai perder, vira a mesa, saca a arma e atinge o vencedor.
No jogo de cartas, por exemplo, sentimo-nos impotentes para fazer tudo transcorrer como gostaríamos… é ter sorte ou azar. Se não formos agraciados com as melhores cartas, fatalmente perderemos. Nos relacionamentos, a impotência advém da liberdade de escolha que todos deveríamos ter e entender que também é direito do outro. Precisamos aprender a lidar com ela, não a deixando corroer as nossas entranhas, como normalmente acontece.
Apesar de o amor poder ser comparado a um jogo, pois podemos perder ou ganhar, bem diferentemente do que a maioria das pessoas pensa, o primeiro é uma arte, não dependendo em nada de sorte. O jogo só depende de sorte ou azar. Como escreve Erich Fromm, em seu livro “A Arte de Amar”, para exercermos bem uma arte, precisamos nos preparar para ela. No entanto, amar não deveria ser tratado como tal, pois essa sensação poderia perfeitamente emanar dos desejos naturais dos seres pensantes, conscientes de que gostamos e precisamos nos relacionar. Mas acaba passando a ser pois, para descobrirmos o que é o verdadeiro amor, precisamos nos desapegar de muitos valores morais que a sociedade machista e capitalista nos ensinou… isso exige muito esforço e psicomalabarismos no conceito aprendido acerca do amor. Então, vira uma arte, pois exige dedicação. Como diz Fromm, deixamos de ser indivíduos, pessoas, almas e passamos a ser produtos. “O que interessa é saber se o outro vai atender às MINHAS necessidades financeiras e emocionais, dentre outras, e se meus amigos gostarão de me ver usando e vestindo aquela pessoa. Mas se ela não funcionar como no manual que me deram, vou me aborrecer, jogar fora e comprar outra – possivelmente, não antes de complicar o máximo possível a sua vida”. Não são pessoas que se casam… são objetos funcionais.. Só falta possuirmos número de série, com o nome do fabricante acima: Hypocrisy Corporation Inc. – já que é uma prática de todo o ocidente, usemos a língua universal. No Brasil, seria Hipocrisia S.A., montados em uma zona que de franca nada tem.
Além de termos sido criados para ganhar sempre, passaram-nos a falsa idéia de que as pessoas e os relacionamentos são cartesianos e previsíveis. Mudanças comportamentais e das escolhas anteriormente feitas passaram a ser decepcionantes, pecado e uma demonstração de instabilidade emocional. Dessa forma, não somos nada preparados para lidar com as perdas e algumas frustrações. Consequentemente, respiramos o eterno e para sempre – a não ser que a vontade da quebra dessa regra seja “minha”… nesse caso, exijo compreensão.
Gente, é muito difícil amar. Os valores que nos ensinaram não nos levam ao amor. Eles nos orientam apenas em direção ao narcisismo, à necessidade de poder sobre os olhares, pensamentos e ações do outro, ao controle, às garantias e aos mimos pessoais. O exercício do aprendizado de amar é realmente doloroso, pois exige a desconstrução de uma gama de valores e posterior construção de outros. Uma simples reforma não adianta nada.
Queremos ter a sensação de onipotência, principalmente os homens, de sermos o centro da vida do outro. A possibilidade da liberdade de quem afirmamos amar nos remete à sensação de impotência sobre uma iminente perda… e, no início, é muito difícil lidar com ela. Por isso as relações viram um cárcere. Mas precisamos aprender. Perseverando, o prazer dessa libertação começa a despontar e a nos regozijar. Precisamos entender que, de fato, não temos poder algum sobre as ações do outro e, a cada década que passa, menos ainda sobre a mulher. Precisamos compreender que a nossa necessidade de poder gera angústia e tristeza profunda na pessoa que dizemos amar. Precisamos entender que assumir a impotência que temos sobre o destino do outro, como algo natural, e que também reflete na incerteza do destino do relacionamento, é essencial para uma relação saudável e duradouramente intensa. Somente aqueles que aprendem a lidar com a impotência e que vêem na decorrente incerteza algo excitante são capazes de ser realmente amados.
Desmistificar a necessidade de poder e de segurança em um relacionamento é uma das etapas do aprendizado do amor.
Qual a diferença entre um relacionamento nesses moldes e, provavelmente, o seu? Verdades e mentiras… nada mais do que isso. O poder que você acha que tem sobre ele(a) é ilusório e serve apenas para acalmar a sua insegurança. Quando o seu parceiro ficar de saco cheio de brincar de deixar você achar que é o centro da vida dele, você vai tomar um surpreendente pé na bunda, sem aviso prévio. Não é assim que acontece?
O amor romântico exige a falsa sensação de poder traçar o destino e controlar as ações do outro, assim como de dependência deste. O amor verdadeiro se delicia e goza com as consciências mútuas de impotência e independência.
“Se você não confia no amor, ele deixa de existir.”
Roberto Freire, em “Cleo e Daniel”
Laura e Krika, obrigado pelo carinho e injeção de ânimo. Abraços.
mesmo estando ausente aqui do blog e estando envolvido com outros projetos, voce é intenso. Revela as tentativas em escrever mesmo com essa desordem de idéias, mostra com toda autenticidade essa nova fase. Acredito que todas as pessoas que gostam de partilhar ideias aqui estão acompanhando e respeitando sua nova forma de lidar com o novo modelo de viver que assumiu, e…..que bommmmmmmmmmm que esteja voltando.È tudo muito profundo e muito denso o que ja foi escrito,eu tambem continuo acessando o site….
“Coragem para ser livre e libertar, para cada um tomar posse de sua vida e da responsabilidade pela própria felicidade e pelo amadurecimento.”
Aproveito para deixar com vocês um trecho do livro O Homem a Procura de Si Mesmo, do psicanalista Rollo May, que tem a ver com essa frase da Erika.
“Em qualquer época, a coragem é a virtude necessária ao ser humano para atravessar a estrada acidentada que leva da infância à maturidade. Mas, numa época de ansiedade, de dogmas e moral para as massas, relações superficiais e isolamento pessoal, a coragem é condição sine qua non. Nos períodos em que as tradições e costumes eram guias mais consistentes, o indivíduo sentia-se mais protegido em suas crises; mas nos tempos de transição como o nosso, ele fica por conta própria mais cedo e por um período mais prolongado.”
“… Existe a ansiedade neurótica, que é o medo desproporcional (bem maior) a uma determinada situação que de fato nos ameaça, pode nos prejudicar ou ferir, e que precisa de tratamento especializado. Mas resta ainda a ansiedade normal, que acomete qualquer pessoa em evolução, que busca sua autoconsciência e a liberdade interior dela decorrente… e nesse momento, é na confrontação e não na fuga que a coragem é essencial. Coragem é a virtude básica para todos os que continuam a crescer, a progredir, como observa Ellen Glasgow, “a única virtude duradoura”.”
Creio que eu estava precisando lhes dar uma satisfação acerca do meu silêncio por mais de um mês.
Ingressei em uma empreitada como estudante que tem me tirado toda a inspiração para escrever. Desde fevereiro tenho assistido aula o dia inteiro e assim será até dezembro. Estou envolvido também em uma pesquisa científica. Esses envolvimentos com assuntos didáticos exatos atrapalharam bem mais do que eu esperava a minha inspiração subjetiva para aqui colocar os meus pensamentos, apesar de ter o que escrever. Por mais de uma vez sentei-me à frente do computador mas não consegui transformar em palavras o que tenho para expressar.
No entanto, percebo que estou começando a equilibrar essas minhas novas responsabilidades com o prazer de trocar ideias e experiências. Em breve voltarei a escrever.
É. Erich From escreveu que amar é uma arte a ser urgentemente aprendida. Precisamos é passar uma esponja e apagar tudo que até aqui aprendemos sobre o Amar e ser Amado, tomar consciência da necessidade que temos de esvaziar nossa “bagagem” de mitos de amores romanticos. Lavagem cerebral? Não. Coragem para ser livre e libertar, para cada um tomar posse de sua vida e da responsabilidade pela própria felicidade e pelo amadurecimento. Relações são construidas e a minha disposição de mantê-las, não obriga à escolha do outro. Achamos que por amar, a pessoa amada nos deve algo, amor eterno, exclusividade. Achamos que temos o direito de exigir todos os nossos sonhos realizados. Aprendi com um amigo, que a individualidade(não confundir com egoísmo) tem que prevalecer em qualquer relacionamento. Hoje, tento lutar pelo que eu quero em tudo na minha vida, profissional, sentimental, espiritual. Ninguém tem obrigação de fazer isso por mim.
Todos os dias acesso seu post, mas percebo que não estas escrevendo mais … ao menos aqui!! Saudades …
“… como aceitar que o amor que ele diz existir por mim nao se constrange pelo desejo ou amor que sente por outra…novos interesses, corpo novo, novas sensaçoes…o conhecido, gasto, fica opaco, diante do amor nascente, de tudo o que ha por vir como promessa?”
Carla,
A realidade não deixa de ser fato apenas porque gostaríamos que assim não fosse. O que pode ser feito é fechar os olhos e ignorá-la, corajosamente encará-la ou, neuroticamente, tentar-se vigiá-la – o que já sabemos que não surte efeito algum. Trabalhar nossas mentes para aceitá-la é muito mais do que apenas uma opção, muito menos falta de opção, por ela ser um fato. É questão de muito amadurecimento e coragem em busca de lucidez, que terá como agradável consequência uma vida mais leve e despreocupada. Em minha opinião, pode ser um pouco difícil para alguns e muito/demais para outros. Alguns dirão ser impossível.
Usando um pouco de minha experiência prática – inclusive a que motivou este artigo – e de diversas leituras que tenho feito, reafirmo que é uma arte que precisa de determinação e dedicação para ser aprendida. Não é nada fácil. Dói mesmo, no início, quando você decide viver, pela primeira vez em sua vida, essas verdades com alguém de quem gosta, pois nos deparamos com um imenso choque cultural milenar. Porém, uma boa notícia: a nossa alma vai se acostumando, aos poucos, com a realidade, passando a aceitá-la. Percebo que o que estimula essa aceitação do que não pode ser mudado, diminuindo a angústia, é o belo retorno que recebemos, quando percebemos que, ao invés do amor diminuir, ao invés de o outro se distanciar, ocorre exatamente o contrário, apesar de ambos se sentirem livres. Com o tempo, passamos a entender e aceitar a impotência. Então a dor tende a sumir, pois o antigo sentimento inseguro e castrador se transforma em um amor que não faz questão alguma de segurança, um raro amor que vale a pena ser sentido apenas pelo simples fato de ele existir e não porque ele nos promete algo. Algo interessante: à medida que vamos dando menos importância ao “até quando vai durar”, maior, mais raro e especial esse amor se torna.
Olá, Romero.
Muito obrigado pelo apoio. Sem dúvida, qualquer tipo de estímulo é muito bem-vindo e desejado, quando defendemos abordar realidades polêmicas, já sabedores de que pouco apoio receberemos.
Certamente, poderá nos auxiliar nessa empreitada, emitindo seus pareceres, considerações como homem e compartilhando experiências.
Mais uma vez, obrigado.
Olá!
Você é ousado, meu prezado.
E quem sabe, é dessa ousadia que estamos necessitando, socialmente falando-se?
Por mim, vá em frente.
E conte comigo no que puder auxiliá-lo nessa investida.
RomeroMarcius
http://www.paineldecontrole.blogspot.com
Dificil isso de lidar com a impotência que vem desse reconhecimento básico: não somos donos dos olhares, desejos, ações do outro.Outras pessoas podem mobilizar seu desejo, atenção, interesse, vontade; ninguem basta para ninguém. Reconhecendo isso, como aceitar que o amor que ele diz existir por mim nao se constrange pelo desejo ou amor que sente por outra…novos interesses, corpo novo, novas sensaçoes…o conhecido, gasto, fica opaco, diante do amor nascente, de tudo o que ha por vir como promessa. Como continuar amando, se entregando, se a todo momento, a cada nova pessoa pela qual surge um encantamento, esse amor pode deixar de ser?
Tudo o que sinto quando sei que o homem que amo está na cama com outra, vendo um potencial de relação com ela, será apenas vaidade, orgulho, posse? Será apenas narcisismo? Como me educar, como fazer para amar, linda e profundamente, e deixar o outro livre para ser?
olá césar. como vai?
Penso que, ao mesmo tempo em que a consciência e a capacidade que o homem possui de pensar, o fato de ele ser racional, serem coisas maravilhosas, são também fontes de angústia, tristezas e decepções, caso essas faculdades não sejam bem orientadas e se algumas realidades da vida não forem consideradas.
Filosoficamente, precisamos entender que o conceito de realidade é bem distinto do de verdade. Cada relação causa-efeito, assunto, tema, caso, situação, etc, quando analisado sem emoção e de forma transparente, possui apenas uma crua realidade inerente. Porém, verdades existem várias, pois cada um tem as suas opiniões, certezas e expectativas, tornando-as as suas verdades, que quase sempre divergem das realidades. Ou seja, normalmente, opta-se por fugir da dolorida realidade para se viver uma verdade fabricada e aprendida. O pior é que essas “verdades” proporcionam dores sequenciais e sem fim. Até o dia em que nos acostumamos com elas, “jogamos a toalha” e afirmamos: “é assim mesmo”. E todos sabemos disso.
A faculdade de pensar nos faz saber que existe a menopausa, que a partir de tal idade a mulher não pode mais ter filho, que será mais difícil casar, que a impotência sexual masculina é um fato, que precisamos mentir para sermos aceitos, que iremos morrer, etc. Resumindo, preocupamo-nos com o futuro – e o pior: com um futuro que muitas das vezes nem é o que gostaríamos de ter, mas a sociedade diz que é o “futuro correto” que todos devem escolher. O amanhã é um fantasma, uma assombração para o ser humano – e somente para ele. Psicologicamente e em termos de amor e felicidade, as consequências são negativamente devastadoras.
Deixamos de ser nós mesmos, mentimos, sofremos e muitos vão à beira da loucura apenas para podermos nos proporcionar esse futuro que nossa amada família deseja para a gente. Abrimos mão da realidade, passando a viver as verdades socio-religiosas para não nos desviarmos do “único caminho” que nos levará a esse feliz amanhã.
Concordo com a Thaís. Em termos de relacionamentos, se formos falar de realidade, não existe chão algum. Pisamos em uma verdade artificial e imaginária que nos dá nada mais do que uma sensação de estrutura firme, de uma garantia de futuro… até que de repente, sem algum aviso, tudo desaparece. O chão ruiu e a garantia era falsificada.
Buscamos existir e tornarmo-nos reais através de coisas palpáveis. Um carro, um bom emprego, roupas da moda…um amor romântico. Procuramos por alguma base para fixar os pés e ali nos sentimos protegidos.
Colocamos energia e vinculamos nossa felicidade a elementos impermanentes (uma pessoa, uma instituição, uma casa, uma cidade, um corpo): quando eles flutuam, oscilamos, sentimo-nos impotentes. Por termos medo de viver sem bases, nos agarramos a bases frágeis, como se elas fossem seguras e eternas.
A verdade é que nunca houve terra firme; nem casa, nem instituição, nem cidade, nem o corpo, simplesmente porque nunca tivemos um chão garantido. Não existem certezas absolutas, porto seguro. Desde que nascemos andamos céu a fora. Portanto, não podemos nos angustiar quando a vida nos dá uma rasteira. Não perdemos o chão, uma vez que o chão nunca existiu.
Se desejamos o amor, desfrutá-lo e ser levados por ele, como num passo de dança, não podemos enrijecer os pés, fixá-los, ou querer tocar o chão. São os pés de encontro com a base que está escondido o medo e a esperança. Ali, os olhos se fecham, os pés hesitam e nosso corpo espera o próximo movimento. Mas se entendermos que estamos eternamente suspensos, olhamos para frente e pisamos fundo, nos entregamos a dança com confiança, sem procurar solidez. A compreensão da inexistência de chão nos tira o medo de cair.
Se não existem abismos, vamos nos jogar nessa incerteza e confiar no amor? Quem sabe não aprendemos a voar?
Jaqueline, concordo com várias colocações que você fez. Porém, enquanto a grande maioria das pessoas está pensando em encontrar a fórmula para ser feliz no casamento, em como fazer o “morar junto” ser realmente agradável e contribuidor do crescimento pessoal, ou seja, em como fazer um casamento durar e bem… alguns poucos estão se perguntando “como eu posso ser feliz, do que preciso, o que realmente quero para mim?” Estes, pelo que tenho visto, estão percebendo que o ato de casar, morar junto, não é o melhor caminho para a paz interior e crescimento pessoal. Creio, realmente, ser até possível, mas tem que ser um relacionamento muito especial.
Olá, Ana Beatriz. Tudo bem?
continuando falando sobre o amor e s maneiras de amar,venho concluindo que a sedução numa relação deve ser ininterrupta, o charme e as brincadeiras também.
O que não podemos é deixar a rotina estragar tudo!
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas pois, por não haver garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza e de cobrança em cobrança acabamos criando inseguranças e mágoas as vezes difíiiiiiiiiiiiceis de tirar.
É importante quando acaba a paixão saber passar pela decepção, que é inevitável a todas as relações.
Sabe aquela coisa de vassoura nova varre bem ?
Pois é, acontece quando você começa a descobrir os defeitos do outro é ai que vem a decepção, que se não for muito e bem conversada abertamente, pode por tudo a perder.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto tem que haver muito mais do que amor. É preciso que haja, antes de mais nada, respeito, agressões zero, disposição para ouvir, sensibilidade, paciência e fidelidade. É sim fidelidade!!
Pois quando alguém se abre para conhecer mais intimamente outra pessoa, sua disposição para ouvir, seduzir e criar para a relação antiga fica comprometida, fora o ressentimento e todo resto que vem junto, portanto………………….. fidelidade é sim importante!
Temos que resistir aos maus momentos sem nos encantarmos com a galinha do vizinho, que aliás é sempre aquela que bota os ovos coloridos.
Senão, acabamos nos apaixonando um monte de vezes e arriscamos acabar sozinhos. Xiiii,conheço um monte de gente assim.
Resumindo, só o Amor não basta!
Não poderá haver competição, nem comparações, ciúmes demais também é péssimo, tem que ter muito bom humor para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades, problemas no trabalho.
Tem que saber levar…………..
Tem que ter jogo de cintura e saber que não podemos ter o melhor de todos os mundos.
Casar é abrir mão, muitas vezes, do chopp com os amigos, da viagem com as amigas, daquela festa mais legal, pois o filho está doente.
Um grande amigo já dizia não dá para comer o bolo e ficar com ele. Portanto amar só é pouco, tem que haver inteligência para enfrentar rejeições, contas para pagar. Tem que ter disciplina para educar os filhos, dar exemplo e não gritar jamais!
Não basta só amar! Tem que ter silêncio, amigos de infância, viagem, vida própria e um tempo para cada um. É preciso entender que união não significa fusão.
Tem que haver confiança. Um certa camaradagem e muuuita sacanagem. As vezes fingir que não ouviu ou não viu. Viu como amar, só, não basta!!
O Amor é grande, mas não é dois. É preciso convocar uma turma de sentimentos e muita inteligência para amparar esse amor. Bom amor para todos, pois não tem experiência melhor na vida!!
Olá escritor!
“O que existe sim são várias formas diferentes de amar pessoas diferentes. Cada relação é uma, única e especial. Uma história que nunca vai poder ser reproduzida com outros personagens.”
Concordo, Jaqueline. Essa é a base do poliamor, apesar de que eu creio que você se referiu a amores sequenciais e não concomitantes. Não há, de fato, razão para sentirmos ciúme de algum tipo de amor que o parceiro tem por outra pessoa, pois o que ele sente por você é único. E sentir ciúme também nada vai adiantar ou resolver, pois ele amaria aquela pessoa da mesma forma se você de nada soubesse.
Tudo o que todos querem é amar, encontrar alguém que faça bater forte o coração. E justifique loucuras, que nos faça entrar em transe, cair de quatro. Que nos faça revirar os olhos, rir à toa, cantarolar dentro do carro e voltar a ouvir música.
Mas aí vem o medo. E depois que acabar esta paixão, sobra o quê? O amor verdadeiro, ora!
Não aquele amor mistificado, que muitos julgam ter o poder de fazer levitar. O que sobra é o amor que todos conhecemos.
O mesmo sentimento que temos por mãe, pai, irmão e filho. É tudo o mesmo amor, só que entre amantes existe também o sexo que traz algo mais, envolvimento e cumplicidade.
Dizem que não existe vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis de inveja…
O amor é único, como qualquer sentimento. Seja ele destinado aos familiares, ao marido ou a Deus.
O que existe sim são várias formas diferentes de amar pessoas diferentes. Cada relação é uma, única e especial. Uma história que nunca vai poder ser reproduzida com outros personagens.