Iremos, neste artigo, falar de adjetivos que invadem o imaginário das pessoas e que são muito expressos em rodas de conversas: o ser sedutor ou ser sensual. Muitos – acredito que todos – desejariam ser considerados pessoas sedutoras; que em seus ambientes de trabalho e nos diversos meios sociais, percebecem-se observados, admirados, invejados e desejados. Mesmo a mais convicta fiel e romântica, nem que seja apenas para ter o seu ego massageado, sonha com isso.
Irei defender a idéia de que uma pessoa que age segundo os preestabelecidos comportamentos românticos jamais será uma pessoa sedutora… e vice-versa.
No entanto, antes, vamos tentar sanar uma dúvida conceitual que provoca muita confusão: ser sensual e ser sedutor são expressões usadas indiscriminadamente. Porém, em minha opinião, possuem significados bem distintos, ainda que incompreendidos pelo pensamento romântico.
Eu diria que alguém não é sensual; ele está sensual. Uma outra pessoa não está sedutora; ela é sedutora. No primeiro caso, temos uma fotografia onde o que enxergamos é o apelo sexual estético momentâneo: uma roupa decotada, uma dança, a forma de andar, um corte de cabelo, unhas, maquiagem, a produção. No segundo, um filme longa-metragem em que aspectos comportamentais são observados e, muitas das vezes, inconscientemente admirados, mesmo que julgados e criticados. Neste caso, dias a meses podem se passar para que concluamos que alguém é sedutor. Este adjetivo, ao contrário do primeiro, não está atrelado à beleza física, mas sim ao comportamento – apesar de não podermos negar que ser belo, em nossa sociedade, é sempre algo bem-vindo.
Vamos, a partir de agora, esquecer a mulher ou homem sensuais, pois, hoje podem estar… amanhã, não. Os sedutores nunca o deixam de ser e deles agora iremos falar.
Somos animais. Várias expressões adjetivas e adjetivos podem ser complementados: racionais, sociáveis, que pensam, que amam, etc. Porém, não deixamos, nem por isso, de ser animais. Todos carregamos em nossas veias, em formas mais leves ou de mais pesados fardos, conhecidos ou completamente ignorados, os nossos instintos naturais. Mesmo que insistamos em fugir deles e os desconheçamos em nós mesmos, fácil e, muitas das vezes, inconscientemente, eles são por nós identificados em outra pessoa e vice-versa.
Claro que, vivendo em sociedade, ninguém consegue ser inteiramente instintivo, senão seria completamente marginalizado e isolado. No entanto, quando falamos de sexualidade, do comportamento, da filosofia de vida, quanto mais próxima uma pessoa se encontra dos seus instintos, por mais que choque as convenções, mais ela se torna atraente, não apenas ao sexo oposto como aos seus próprios pares de gênero. Normalmente, dizem que se trata de “objeto de estudo”. Esse é o ser autêntico: aquele que não nega a que veio, o que quer, do que gosta, suas escolhas e preferências, suas exigências por respeito ao seu espaço, etc. Ele não se importa muito com os modelos de comportamento e com as críticas ou elogios e estes o afetam da mesma forma: nada ou pouco. Este é o ser sedutor, que seduz pelo seu comportamento natural, muitas das vezes sem premeditação de seus atos. Mais uma vez, trata-se da adoção de uma filosofia de vida, o máximo possível, liberta dos preconceitos, convenções, dogmas e tabus.
Por pouco se importar com modelos preestabelecidos de comportamento, torna-se uma pessoa incomum, imprevisível, com identidade própria, como qualquer animal silvestre o é. Sua forma de viver e de se relacionar com as pessoas é leve. Apesar de prejulgado e criticado, ele chega a ser ingênuo, por tão próximo estar da natureza. Porém, todos sabemos que a incerteza, a imprevisibilidade, são ingredientes indispensáveis a uma relação para que ela seja recheada de sedução.
Ainda acharei um termo melhor para esse tipo de comportamento mais próximo da natureza. Acredito que “sedutor” não é bem adequado, pois ele nos traz a idéia de agente, da intenção planejada de seduzir, quando, na verdade, trata-se apenas de uma consequência de suas atitudes. Com o tempo ele, de fato, pode se tornar consciente de seu poder, ao observar as reações dos que o rodeiam. Mas começou a assim agir sem antes refletir. Até mesmo porque as reações em seus meios sociais são mais de julgamentos e críticas do que de elogios. Mesmo assim, atrai atenções e é desejado, apesar de assustar a muitos devido à sua estranha filosofia de vida – no caso da mulher, principalmente.
Onde entra o romântico nesse artigo? Em maior ou menor grau, ele é o oposto. O que é mais desestimulante do que a constante previsibilidade em alguém? Em termos de relacionamentos a dois, o que é mais previsível do que uma pessoa romântica?
Mais uma vez, ressalto que não ser romântico não significa ser frio, calculista, ausente de gentilezas e expressões carinhosas, desatencioso para com o outro, etc. Apenas associo o romantismo a qualquer comportamento preconizado e esperado por toda a sociedade, podendo ser entre homem e mulher, amigos, gays, pais e filhos, etc. Ou seja, age-se romanticamente quando fielmente seguir os modelos comportamentais é mais importante do que encarar as verdades nuas e cruas e considerar o real bem-estar alheio.
Os casais insistem em buscas e atitudes românticas, desejando atrair o parceiro, quando, na verdade, com isso, tornam-se, de fato, seres completamente desinteressantes, apesar da conveniência romântica que promete a segurança relacional. Essa falsa segurança não nos faz feliz por não sermos seres que, instintivamente, deseja-a. Naturalmente, todos queremos ser livres e topar com imprevisibilidades. Isso nos excita. Esse é o grande conflito que dá um grande nó nas cabeças românticas e tanto as fazem sofrer. Aprendem que somente sendo românticas serão felizes quando desejam, em suas inconscientes essências, a imprevisibilidade proporcionada pela liberdade… então adoecem.
Vamos à prática?
Em meus estudos, experiências, observações, conversas e depoimentos, conheci inúmeras mulheres românticas e poucas e facilmente numerável mulheres com filosofias de vida próximas da autenticidade, ou seja, sedutoras. As primeiras reclamam que fizeram e fazem enorme esforço para ter e manter um relacionamento, um namorado, passando longos períodos sozinhas mesmo depois de terem se doado no início de uma possível relação – logo depois de alguns encontros sexuais o cobiçado “as abandona”. Vivem reclamando que os homens nada sério querem… apenas sexo. Todo relacionamento é fugaz, decepcionante, raramente não deixa mágoas e quase sempre termina porque mentiras foram descobertas. Mas ela não desistem da busca do príncipe. Nelas, a melancolia e desilusão sempre foram traços marcantes.
Como uma mulher que se autoentitula carente, meiga, sozinha, solitária, anjinha, doce, etc, pode querer ser uma fêmea autenticamente sedutora? É impossível! HOMENS se sentem verdadeiramente seduzidos por MULHERES, e vice-versa, e não por imitações de personagens de romances. Mas que pouquíssimos homens estão prontos para lidar com mulheres de verdade, isso também é fato incontestável.
Nas autênticas, que menos se importam com o que a sociedade delas espera, percebi relacionamentos bem longos, mesmo que não socialmente assumidos. Seus parceiros não deixaram de as desejar, apesar de, devido ao machismo, assustarem-se com suas atitudes e estas neles causar inseguranças – conflitos fáceis de serem compreendidos nas cabeças dos homens. Nestas, são notórios o maior prazer de viver e a felicidade, mesmo tendo que suportar o peso dos julgamentos da sociedade e os esparsos momentos de solidão – que afirmam não têr o mesmo sentido da solidão romântica.
Nos dois casos, eu não tenho dúvida de que ambas gostariam de encontrar um parceiro que satisfizesse suas diferentes ansiedades. Porém, a diferença gritante é que a romântica é triste e passa longos períodos sem sexo e, muitas das vezes, quando o tem, sente-se insegura e usada. A outra, sempre o tem e, normalmente, com qualidade, pois pode escolher – enquanto a primeira espera ser escolhida – e não se sente objeto de homem algum.
Uma importante questão que não pode deixar de ser mencionada é a instalação do que chamo de “sensação de ameaça” em quem se sente atraído pela pessoa sedutora. Porém, tal sentimento não é admitido no romantismo, que carrega a bandeira da fidelidade, segurança e estabilidade da relação. Então, apesar de desejá-lo, o romântico se sente assustado e tende a se afastar daquele que conhece e assume a sua natureza. Por isso, os sedutores tendem a ficar longos períodos sem “namorados”. A sensação de ameaça será comentada e esmiuçada em outro, talvez próximo artigo. Particularmente, vejo-a como algo saudável e necessário aos relacionamentos.
Conclusão a ser debatida nesse post: os seres românticos, devido às agressões pela sociedade exigidas às suas naturezas e, apesar de convenientes pela segurança que proporcionam ao parceiro, com o tempo, tornam-se desinteressantes aos próprios românticos e muito mais aos autênticos. Eles jamais serão verdadeiramente sedutores, pois não possuem identidades próprias. Todos são iguais, com discursos, medos, crenças, cobranças e falsas verdades idênticas que nunca são comprovadas. Se todos são iguais e previsíveis, a única coisa que os diferencia é a novidade no sexo… que logo deixa de ser novidade.
Mais uma vez, sugiro a leitura do “Mito da Caverna”, de Platão, que é uma parábola que se encontra no livro “A República”. Segue um link para o texto. Ele é curto e extremamente interessante.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna
ORAÇÃO PODEROSA UMA VEZ FEITA NÃO SE PODE VOLTAR ATRAS:
Minha Rainha Pomba Gira Maria Padilha, Rainha das Sete Encruzilhadas, te peço assim:
Vá onde (rlp.) estiver e faça com que ele não descanse enquanto não falar comigo, que seja pelos poderes da terra, pela presença do fogo, pela inspiração do ar, pelas virtudes das águas, invoco as 13 almas Benditas.
Pela força dos corações sagrados e das lágrimas derramadas por amor, para que se dirija até onde (rlp.) estiver nesse momento, e traga seu espírito até mim, amarrando-o definitivamente ao meu, que seu espírito se banhe na essência do amor e me devolva em dobro.
Que (rlp) jamais deseje outrah,mulher e que ele tenha olhos só para mim (vasl). Que me respeite e me trate bem e que nunca hajam brigas entre nós.
Salve Pomba Gira Maria Padilha, Rainha das Sete Encruzilhadas, te peço assim:
Gira, vai mulher gira, gira ao meu favor trazendo para mim (vaniaasl) e pedindo assim: Ar move, fogo transforma, água forma, terra cura, e vai girando, e a roda vai girando, vai trazer para mim (rlp)
de volta o mais rápido possível, louco de amor e muito louco de desejo, muito apaixonado, e que fique definitivamente nos meus braços.
Que (rlp.) ame somente a mim e me faça muito feliz, que seja muito carinhoso comigo, que não consiga olhar para nenhuma outra mulher que não seja eu (vaniasl). Que se sinta bem somente ao meu lado, que sinta a minha falta e que sinta muita saudade e venha ao meu encontro e me peça para que eu nunca o abandone.
Que (rlp sinta tesão somente por mim (vasl, e não consiga parar de pensar em nós dois juntos, que se afaste dos amigos que não gostam de nos ver juntos, para ficar só comigo, que não tenha vontade de sair para ficar só comigo, e que não queira sair se não for para me ver
Assim seja! Assim será! Assim está feito!
Salve Pomba Gira, salve Sete Saias. Salve suas irmãs, Maria Mulambo, Maria Padilha, Arrepiada, e todas as outras da Falange. Salve Sete Saias, minha boa amiga, mulher de sete Exus, defensora das mulheres. Salve Sete Saias minha boa e gloriosa princesa conheço tua força e o teu poder, te peço atenda ao meu pedido. Que (ro l p), não durma se não conseguir falar comigo ou me ver, que o corpo dele queime de desejo por mim (vaasl). Que (rlp) fique cego para as outras mulheres, que ele não consiga ver mais ninguém como mulher que outras mulheres nunca consigam chamar a atenção dele somente eu terei esse poder.
Que (rlp) não consiga nunca fazer sexo com outra mulher. Que se ele tentar fazer o corpo dele não agüente, e ele não consiga nem tocar em ninguém.
Que (rlp) deixe de vez de amar, de abraçar, de beijar outra mulher e me assuma de vez em seu coração.
Faça com que ele fique louco de amor e desejo somente em ouvir minha voz ou olhar minha foto, faça (rlp) sentir por mim um desejo fora do normal.
Como os sete Exus que acompanham os seus passos, rogo e suplico que amarre (ro l pinto) nos Sete nós de sua saia e nos sete guizos de sua roupa, somente para mim.
Agradeço por estar trabalhando ao meu favor. Vou divulgar seu nome em troca desse pedido de trazer i(rlp) para mim hoje e sempre, que ele se torne meu e ainda hoje pense em mim e para que eu não saia de seus pensamentos e me procure.
Ainda que resista, soprem meu nome (Vania no ouvido dele ao ponto de enlouquecer.
Que ele não consiga parar de pensar em mim, não consiga ficar longe de mim, pois terá medo de me perder.
Que venha feito uma cobra rastejante, humilde e manso, que venha me dizendo que me quer sempre ao seu lado. Assim seja! Assim será! Assim está feito!
Eu profetizo em. nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que (rlp
vai vir correndo atrás de mim, louco e apaixonado o mais rápido possível pedindo para ficar comigo.
Confio no poder das Falanges da Pomba Gira, Rainha das Sete Encruzilhadas.
Cada vez que for lida essa oração, mais forte ela se fará, estarei publicando essa oração, pedindo que me conceda o pedido de trazer (rlp aos meus pés.
Sei que os espíritos da falange da Pomba gira já estão soprando o meu nome de dia e de noite, e daqui em diante ele não conseguirá comer, beber ou dormir se não estiver ao meu lado e feliz comigo. Confio no poder das Sete Encruzilhadas e vou continuar divulgando essa oração poderosa.
Que ainda hoje (rlp) você vai me pedir para ficar comigo no casamento, pelos poderes da Rainha Pomba Gira, ele vai te trazer louco por mim e completamente apaixonado ele vai te trazer manso para todas as minhas vontades, porque só por mim você terá tesão e desejo, só minha boca terás vontade de beijar. Ele vai te amarrar (rlp) a mim (vsl), eu confio nos poderes da rainha das Sete Encruzilhadas.
Assim seja! Assim será! Assim está feito!
Eu te amarro (ro l p) debaixo do meu pé esquerdo.
Publicarei essa oração sempre ao seu favor minha Rainha
Todos esses assuntos sobre o comportamento entre um homem e uma mulher são muito instigantes para se pensar, ler e pesquisar.Mas temos que levar em conta também nisso tudo, qual é o peso que cada pessoa dá num relacionamento entre um homem e uma mulher?A vida de uma pessoa não se resume num relacionamento, nos instintos somente.A pessoa tem encontrar outras formas de sentir prazer na vida além dos instintos, que,aliás, não é a única fonte de prazer onde uma pessoa deva se fixar, apesar deles terem certamente o seu espaço muito bem reservado na vida das pessoas senão , obviamente, não existiria vida.
Essas são questões extremamente importantes para pessoas que colocam um peso maior no sexo, no viver a dois, o que é muito saudável, porque falar sobre o que nos aflige, nos angustia, nos impede de ter uma vida mais satisfatória é muito positivo.Mas me pergunto, Será que não estão colocando tanta ênfase numa parcela tão infima da vida humana?Qual o sentido de tudo isso, qual o objetivo?Talvez esses questionamentos também sejam dignos de reflexão, interesses por parte das pessoas.Quem pode garantir que uma pessoa que viva um relacionamento podendo ser entre um homem e uma mulher ou não…seja mais feliz?Na minha opinião, não é o que sinto e vejo ao meu redor.Uma pessoa pode muito bem viver sozinha , acredito, e se sentir muito bem obrigada.Todas as maneiras que escolhemos viver tem seus pontos positivos e negativos, seu lado não tão agradável e temos que arcar com as consequências dessas escolhas.Posso até num momento da minha vida pensar em ter um relacionamento e pensar, puxa, estou a fim de alguém, mas partiu de mim essa decisão e não de terceiros escolherem a pessoa ou o momento de viver tudo isso. Claro, Não posso falar por outras pessoas, porque cada indivíduo tem suas próprias necessidades e temos que respeitá-las.O mundo, a vida e o conhecimento são tão infinitos que sinto um certo sufocamento em ter que ficar me dentendo em coisas tão efêmeras, importantes sim para o nosso desenvolvimento e felicidade, mas , por outro lado, não é a única fonte de felicidade para um ser humano.
Uma pessoa que vive sozinha não revela ou expressa sua opção sexual, já que sabemos que muita gente muito bem casada e com filhos, o que também não temos nada que ver com a vida delas,que é um assunto que compete somente ao casal, que mantém vidas paralelas com pessoas do mesmo sexo, tanto homens como mulheres.
O Marcelo ressaltou muito bem, qualquer pessoa, mulher ou homem, é livre para se relacionar com o sexo oposto o do mesmo sexo quando quiser.
Depois do comentário da Thais e do admin fiquei pensando na dualidade, nos medos velhos, conhecidos, em tudo que deixamos de fazer pelo receio do novo.
Tenho um pavor descomunal do desconhecido, chega a ser ridículo, mas já chorei que nem criança antes de fazer raffiting pela primeira vez, (uma das melhores sensações da minha vida após entrar no barco), sempre que tenho consulta com pacientes novos sinto um friiiiiio na barriga, chegar num lugar desconhecido, conhecer pessoas novas,… Tudo isso me gera uma angústia tremenda e se não tomo muito cuidado acabo deixando de fazer muitas coisas, conhecer pessoas que se tornariam especiais, crescer profissionalmente e muito muito mais. Perdi a conta das vezes que me arrependi por não fazer, por não dizer, por não ser no momento que eu desejava. E sinceramente posso contar nos dedos das mãos às vezes que me arrependi por ter feito, dito e sido. Quando levamos esse medo para os relacionamentos pessoais então… Nossa! Isso se multiplica.
Decidir entre o sapo, lobo e príncipe é bem difícil, como decidir entre coisas tão diferentes que geram prazeres tão distintos e nos complementam de forma tão diferentes… Mas tenho que concordar com admin, e a possibilidade de ficar só?!
Os estereótipos lobo, sapo e príncipe são ótimos, mas ainda acredito que só se enquadram num corte de tempo, por exemplo, meu lobo hoje, começou como um lindo príncipe que conheci na Lapa em um verdadeiro pé sujo em meio a cervejas e shows, durante um período virou um “sapo que vivia dando no meu saco”, (Hoje sei que a sapa aqui dava muito mais no saco dele!!! RS) e tenho plena consciência de que surgirá um momento que viraremos sapos novamente e com sorte poderemos voltar a ser lobos um para o outro, quem sabe ao certo? Como impedir a mudança no outro? Como exigir que duas pessoas caminhem juntas numa imensidão de opções, só o que podemos fazer é nos prender na sinceridade mútua e viver.
Relacionamentos autênticos são difíceis, muitas vezes me pego com a insegurança crescendo e o romantismo, de anos a fio, querendo tomar conta novamente. Difícil demais mudar um padrão de comportamento de uma vida. E o pior, o padrão de comportamento aceito pela sociedade em que estamos inseridos. Mas tenho que admitir nunca fui tão feliz, tão mulher, tão satisfeita depois que comecei a ouvir o sussurrar dos meus instintos, pois tenho certeza que falta muito mais por vir.
Beijocas a todos!!!
Thais, você foi muito feliz em seu comentário. Expressou muito bem os paradoxos e confusões femininos. Parabéns pela consciência de suas dualidades.
Fiz um apanhado de trechos do livro Mulheres que Correm com Lobos e montei um quebra-cabeça com um raciocínio lógico. Talvez seja um pouco longo, mas o achei extremamente rico e elucidativo dos novos e velhos medos citados pela Thais, assim como de outras questões.
“Para conquistar o coração de uma Mulher Selvagem, seu parceiro deve entender profundamente sua dualidade natural, as duas poderosas forças femininas que existem em uma única mulher: a Selvagem e a que precisa vestir-se de personas.
Qualquer um que seja íntimo de uma Mulher Selvagem está de fato na presença de duas mulheres: um ser exterior e uma criatura interior, um que habita o mundo terreno, e o outro que vive num mundo não tão visível. O ser exterior vive à luz do dia e é observado com facilidade. Já a criatura costuma chegar à superfície vindo de muito longe e, com freqüência, aparece e desaparece rapidamente, embora sempre deixe uma sensação: algo de surpreendente, original e sagaz.
O esforço de compreender essa natureza dual das mulheres, às vezes faz com que os homens – e até mesmo elas próprias, fechem os olhos e bradem aos céus em busca de ajuda. Trata-se do famoso e misterioso mundo feminino. O paradoxo da natureza gêmea das mulheres reside no fato de que, quando um lado está mais frio sentimentalmente, o outro lado está mais quente. Quando um lado é menos apressado e mais rico em termos relacionais, o outro pode ser até certo ponto gélido. Muitas vezes um lado é mais feliz e maleável, enquanto o outro sente um anseio por “não sei bem o quê”. Um lado pode ser cheio de alegria, enquanto o outro é lamentoso e melancólico. Essas “duas-mulheres-que-são-uma” são elementos separados, porém, associados, que se combinam em milhares de formas.
Embora cada lado da natureza de uma mulher represente uma entidade separada, com funções diferentes e capacidade de discernimento, eles devem, à semelhança do cérebro com seu corpus callosum, ter um conhecimento ou uma tradução um do outro e, portanto, funcionar como um todo. Se a mulher esconde um dos lados ou privilegia um deles em demasia, ela tem uma vida desequilibrada que não lhe permite acesso ao seu pleno poder. Isso não é bom, podendo levar ao adoecimento psíquico. É necessário desenvolver os dois lados.
Quando se ignora a natureza selvagem da mulher e a julgamos pelo que ela aparenta ser, pode-se vir a ter uma grande surpresa, pois, quando a natureza primitiva da mulher emerge das profundezas e começa a se afirmar, é freqüente que ela tenha interesses, sentimentos e idéias muito diferentes dos que manifestava antes.
Quando a mulher consulta sua própria natureza dual, ela está cumprindo o processo de olhar, examinar e sondar o material que está para além do consciente, sendo, portanto, muitas vezes surpreendente no seu conteúdo e no seu tratamento, e quase sempre de imenso valor.
Para amar uma mulher, o parceiro deve também amar sua natureza primitiva. Se a mulher aceitar um companheiro que não possa amar ou que não ame esse seu outro lado, ela sem dúvida acabará arrasada sob algum aspecto e deixada a vaguear cambaleante, em desmazelo.
Portanto, o homem precisa ter a sensibilidade para identificar a natureza dual feminina. O amante mais querido, o pai mais valorizado, o amigo ou “homem selvagem” mais valioso é aquele que deseja aprender. Quem não se delicia com o aprendizado, quem não é atraído por novas idéias ou experiências, não conseguirá passar do marco de estrada junto ao qual está descansando agora. Se existe uma força que alimenta a raiz da dor, ela é a recusa a aprender além do momento presente.
Sabemos que a criatura Homem Selvagem está à procura da sua própria mulher terrena. Com medo ou não, é um ato de profundo amor o de se permitir ser perturbado pela alma primitiva dos outros. Num mundo em que os seres humanos têm tanto medo da “perda”, existe um excesso de muralhas protetoras contra o mergulho na numinosidade de outra alma humana.
O companheiro certo para a Mulher Selvagem é aquele que tem uma profunda tenacidade e resistência de alma, aquele que sabe mandar sua própria natureza instintiva ir espiar a alma de uma mulher e compreender o tudo que vir e ouvir. O bom partido é o homem que insiste em voltar para tentar entender, é o que não se deixa dissuadir.
A tarefa primitiva do homem consiste em explorar e admirar a alma selvagem feminina para captar e compreender a substância numinosa de que ela é feita, para deixar que ela o inunde, o surpreenda, o espante e até mesmo o assuste. Com isso os olhos dela brilharão. E os dele também.
A mulher deve escolher seus amigos e companheiros com prudência. No caso dos companheiros, costumamos investi-los com o poder de um grande mago – de um mágico fantástico. É fácil que isso aconteça, pois, se realmente conquistamos a intimidade, é como se estivéssemos abrindo um ateliê de cristal, um lugar mágico, ou pelo menos é o que nos parece. Um companheiro escolhido sem critérios pode gerar e/ou destruir até mesmo nossos vínculos mais duradouros com nossos próprios ciclos e idéias. O companheiro destrutivo deve ser evitado.
Ter um companheiro e amigos que a considere como uma criatura viva e em crescimento, um verdadeiro ser que vive e respira, que é humano mas também composto de elementos delicados, úmidos e mágicos … um companheiro e amigos que apóiem a criatura que existe em você … são essas as pessoas por quem por quem a mulher procura. Elas serão amigas da sua alma pela vida afora. A escolha criteriosa de amigos e companheiros, para não falar nos mestres, é de importância crítica para continuar consciente, para continuar intuitiva, para manter o controle sobre a luz incandescente que vê e sabe.
A forma de manter o nosso vínculo com o lado selvagem consiste em nos perguntarmos exatamente o que desejamos. Essa pergunta é a que separa a semente do estrume. Um dos discernimentos mais importantes que podemos fazer, nesse sentido, é o da diferença entre o que acena para nós, de fora, e o que nos chama, do fundo da nossa alma.”
Talvez nele não estejam as respostas para todos os questionamentos femininos. Mas, boa parte delas encontra-se aqui.
E vocês, mulheres? O que realmente desejam?
Nunca fui uma mulher digamos com uma beleza natural , sensualidade e sexualidade à flor da pele, também não sou extrovertida, desinibida, no máximo simpática e meu forte certamente não é a sedução.Nunca fui uma mulher sedutora.Por isso nunca tive muitos namorados e por não ser uma pessoa muito popular não estou rodeada de amigos.Sempre tive que desenvolver-me, e porque também eram e são os meus reais interesses, em outros sentidos como estudar,ler, fazer uma faculdade,enfim encontrar outros atributos além da beleza física.
E por essa realidade que hoje aceito com mais tranquilidade, muitos homens que me atraíram e interessaram -me não se atrairam com o meu estilo, quando jovem era mais penoso ter que saber lidar com a rejeição ainda mais com o sexo oposto.Hoje não abro mão da minha liberdade, da minha solidão e do tempo que tenho para me aprimorar nos estudos, em pesquisas, leituras, pintura, já que a faculdade que fiz foi de artes plásticas.Tento procurar outros caminhos além de um casamento, namoros, etc,que são coisas boas, não resta dúvida, mas que são coisas que devem acontecer naturalmente e espontaneamente para qualquer pessoa e nunca de maneira forçada.A maturidade , na minha opinião, é saber que nem tudo que queremos na vida é possível e que também depende muito da vontade do outro.
Olá, Marcelo. Seja muito bem-vindo. Finalmente, outro homem para trocar idéias conosco. Você não imagina como outra presença masculina aqui estava sendo ansiosamente aguardada. E chegou muito bem!
“… Mas isso não tem nada a ver com o fato de ser jovem ou mais velha e sim com a forma com que a pessoa se relaciona com o mundo, com os sentimentos que ela projeta e com a mensagem que ela passa a quem olha para ela.”
BINGO!!! Isso torna a pessoa verdadeiramente atraente. Ela emana uma energia visceral e atrai como um imã. Aqueles que não admitem, por preconceitos, sentirem-se atraídos, não resistem, intrigados, no mínimo a uma contemplação curiosa, “de longe”.
Bem vindo, Marcelo!
Muito oportuno o seu comentário sobre os ” esteriótipos de beleza”.
Olá a todo(as)é meu primeiro post aqui. Venho acompanhando as discussões com atenção e acredito que chegou a hora de participar mais ativamente.
O que significa ser sedutor? o que significa seduzir? Vejo que em alguns casos se compreendeu a coisa pelo seu angulo mais superficial que é o da sedução sexual propriamente dita.Seduzir vai além disso e pode significar convencer, encantar e até mesmo conquistar sem que necessariamente isso tenha uma conotação sexual. É lógico que alguém que tenha grande capacidade de sedução também acaba se tornando um sucesso do ponto de vista das conquistas sexuais, mais uma coisa não ocorre sem a outra.
O que torna alguém sedutor? A autenticidade sem dúvida ajuda na formação de uma personalidade bem definida, que tem lá o seu poder de sedução, mais acredito que vai além disso. Seduzir também tem a ver com uma capacidade de dizer, agir, ser como o seu objeto de sedução deseja. Um palestrante torna-se sedutor ao se aproximar, conquistar, e agradar seu “objeto” a platéia. Isso tem pouco a ver com a autenticidade e sim com um conjunto de movimentos pré calculados que acredita-se funcionará naquela situação.
Quanto a Homens e Mulheres eu diria que a sedução quando de natureza sexual, deve ser na medida do possível avaliada caso a caso de forma a seduzir quem você deseja seduzir. Quando a Solange pergunta “o que é mais sedutor, a bela jovem ou a mulher de meia idade triste e sem brilho?” Eu diria que isto é uma pergunta retórica porque não contempla a principal condição que torna alguém sedutor ao meu ver, que é o que a pessoa projeta de si em seu meio. Assim posso facilmente inverter a lógica e perguntar o que é mais sedutor uma mulher de seus vinte e poucos anos tipo a Gisele Bundchen anoréxica, frígida, narcisista e de saúde debilitada, mais linda ou uma mulher de seus cinquenta anos, recém separada, fogosa, livre, independente, bem cuidada e pronta para se relacionar com o mundo em busca de homens e mulheres que a considerem interessante. Eu fico com a “coroa-de-bem-com-a-vida” sem pensar duas vezes. Mais isso não tem nada a ver com o fato de ser jovem ou mais velha e sim com a forma com que a pessoa se relaciona com o mundo, com os sentimentos que ela projeta e com a mensagem que ela passa a quem olha para ela.
Eu mesmo poe exemplo, nunca fui muito bom de “chegada”, minha mulher esperou um bocado até que eu tomasse a iniciativa de aborda-la. Todos os meus relacionamentos começaram após as pessoas me conhecerem e me acharem “sedutor” de alguma forma, e nunca tive problemas com isso. Aquela bela mulher que eu vejo passar na rua provavelmente só me dará atenção se me der a chance de falar em seu olvido. Não vejo mal algum nisso, a imagem não deve ter um papel tão importante no processo de sedução, sobretudo se ela não for condizente com a sua real personalidade.
Para o primeiro post acho até que me alonguei demais, mais vou continuar por aqui para esta e as próximas discussões que surgirem
Admin, penso que a sensualidade natural de uma mulher não passa pela forma como ela se veste.Simplesmente a mulher é sensual ou não é, não passando necessariamente pela beleza física. Já vi mulheres extremamente sensuais e não estarem enquadradas no padrão de beleza exigido da época, são naturalmente sensuais em relação às outras mulheres.Mulheres muito sensuais se escondem atrás de roupas mais sóbrias com medo , numa sociedade mais repressora, de mostrar sua sensualidade natural.Há aquela brincadeira que uma mulher pode se vestir como uma freira e mesmo assim destilar sexualidade através do olhar, da voz, da maneira de falar.Sempre, mulheres assim são muito invejadas,principalmente , por outras mulheres.Talvez esteja sendo equivocada a esse respeito, não é que as outras mulheres não tenham sensualidade, é que há mulheres que tem a sensualidade mais a flor da pele.E isso não quer dizer que ela seja menos inteligente que as outras mulheres,apesar de serem também mais intuitivas , afetuosas, solidárias ,humanas que a maioria das mulheres.Por isso acho que não podemos padronizar as mulheres numa maneira igual de se comportar, maneira de vestir, porque toda mulher tem seus encantos, sua própria individualidade, sua maneira de se expressar diante da vida.Seria um absurdo querer condenar, julgar, reprimir jovens mulheres ou nem tão jovens porque têm sua sexualidade e sensualidade à flor da pele.Uma mulher que assume sua sexualidade e sensualidade natural é uma pessoa corajosa, não tem medo de ser ela mesma.
Ao comentário da Paulinha , respondo que o que me atrai num homem não é somente a sua beleza física e juventude, mas antes de tudo a sua inteligência, educação, gentileza com as pessoas, a sua mentalidade.Foi neste aspecto porque fiz as duas perguntas, o que uma mulher ou homem procuram ou desejam encontrar num(a) namorado(a)?Juventude, beleza física, somente sexo ou, como a Paulinha muito bem ressaltou, pelas suas idéias ou sua alma,amizade, seu caráter que também são muito atraentes?
E mesmo tendo a minha maneira de ver as coisas, sei que não é tão simples avaliar uma pessoa e seus respectivos compartamentos, certamente muitos detalhes passarão despercebido para um leigo nesta área.
Meninas, vou repetir um parágrafo do artigo para tentar dirimir alguma dúvida que creio ter ficado.
“Ainda acharei um termo melhor para esse tipo de comportamento mais próximo da natureza. Acredito que “sedutor” não é bem adequado, pois ele nos traz a idéia de agente, da intenção planejada de seduzir, quando, na verdade, trata-se apenas de uma consequência de suas atitudes. Com o tempo ele, de fato, pode se tornar consciente de seu poder, ao observar as reações dos que o rodeiam. Mas começou a assim agir sem antes refletir. Até mesmo porque as reações em seus meios sociais são mais de julgamentos e críticas do que de elogios. Mesmo assim, atrai atenções e é desejado, apesar de assustar a muitos devido à sua estranha filosofia de vida – no caso da mulher, principalmente.”
Entendi perfeitamente o que vocês disseram sobre o “vestir-se sensualmente” e concordo plenamente. Porém, estamos refletindo sobre conceitos que passam bem longe dessa questão que podemos chamar de expressão da sensualidade. Estamos falando de comportamento, forma de pensar e lidar com a sociedade, assunção da sexualidade, etc. Uma mulher pode nunca ter mostrado as pernas, usado decote ou roupas que salientem as curvas do seu corpo e, assim mesmo, ser um ser sedutor. Ou seja, ela pode vir a ser sedutora, autêntica, moralmente controversa, avessa às convenções, sem se utilizar de apelos sensuais.
Bom dia a todos!
Gostaria de que vissem esse video, com o depoimento de uma procuradora em São Paulo, sobre o caso Geyse Arruda. Gostei demais do termo: tentativa de esmagamento da sexualidade feminina.
http://noticias.uol.com.br/cotidiano/2009/11/26/ult5772u6376.jhtm
Beijocas e bom fim de semana!
Impossível, ficar passivamente lendo os últimos comentários!
Thais, seja muito bem vinda, ao nosso e também seu espaço, aqui não falta lugar pra gente como você.
“Em várias situações somos realmente obrigados a mentir. Porém, não dormimos com ela… apenas a usamos. Não enxergo frustração nisso”.
Diliciaaaaaaaaaaaaaaaa, essa colocação administrador… só falando assim! A sociedade e muita gente ainda precisa das mentiras. Tudo bem, pois vivemos nela e rodeados de pessoas. Creio, e me corrijam se eu estiver equivocada, ninguém aqui quer viver numa ilha, num mato, num prédio, ou bairro, ou numa Caverna ( trazendo à tona, o Mito da Caverna…)onde só haja libertários!
Não queremos ghetos, não queremos que concordem com o nosso pensamento. O que queremos é a reflexão, e sobretudo a auto reflexão.
E andei refletindo sobre as fantasias de empregadinha, pussy cat, coelhinha tudo inha inha.
Já li de fantasias de homens, mas nuncaaaaaaaaaaa tive a oportunidade de vivenciar, ou mesmo soube de amigas que passaram por isso. Mais um ” pó compacto”( maquiagem) do nosso velho conhecido machismo!
Muito interessante seu comentário Solange, realmente gostei. Concordo com você em relação à autenticidade, simplesmente impossível ser 100% autêntica 100% do tempo. Acredito que a questão maior esteja em ser fiel a si mesma, ou seja, mesmo quando temos que, seja por questões sociais ou emocionais, romper e trair essa autenticidade façamos de forma consciente e porque não dizer plena?! Pelo menos comigo funciona… Diminuiu consideravelmente minha culpa, angústia e até mesmo a cisão em que eu me encontrava.
Também não condeno mulheres que se produzem para conquistar um homem, para ser sincera até as admiro, tenho meus momentos de grandes produções, a questão comigo está muito relacionada à forma como eu me sinto ao acordar, e concordo com você que muitas vezes um jeans e camiseta podem ser muito mais sedutores que um belo tubinho preto. Depende apenas da forma que a pessoa que os usa está se sentindo e se colocando naquele momento.
Em relação a sua pergunta diria sem sombra de dúvidas que não escolheria nenhum dos dois homens, é uma questão pessoal, mas minha excitação está diretamente relacionada a idéias e se caso não for possível a troca destas para uma escolha, escolheria o olhar, a postura e forma de se colocar no grupo em que ele se encontra. A aparência, como já disse antes simplesmente não me fascina, há muito percebi que beleza é lindo de se olhar, porém não tão gostoso de tocar…
Beijo a todas!
Não condeno as mulheres que usam o jogo da sedução para conquistar os seus namorados, usando roupas mais sensuais, carregando na maquiagem e um corte de cabelo fashion, ou até usar aquela surrada camiseta branca justa com o jeans e o tênis, é uma forma de atrair os olhares masculinos, pensando bem, qual a mulher que está magra, se sentindo uma autêntica gazela, com tudo em cima não gosta de mostrar sua sensualidade numa camiseta molhada onde as formas dos seios são revelados e os cabelos molhados depois duma inesperada chuva no meio da rua?Acho que as mulheres usam estes artificios porque a maioria dos homens ainda só entendem essa linguagem, infelizmente.É como os especialistas em sexualidade sempre dizem, os homens são mais fixados no visual, será que são só eles?Bem , não vou entrar nesta questão, porque não tenho embasamento suficiente para tal.
Pergunto a um homem caso exista um neste blog,além do admin, O que mais o atrai, uma mulher de vinte anos com uma camiseta branca e jeans , magra, Cabelos longos e rebeldes, tipo , Brigit Bardot ou Gisele Bundchen da vida , por exemplo, ou uma mulher nos seus ciquenta anos e poucos, acima do seu peso , separada, triste porque o marido a deixou por uma mulher bem mais jovem que ela e também usando a mesma camiseta ,jeans e tênis e com cabelos desgrenhados, alguns fios brancos aparecendo mas com mais vivência e maturidade na vida ?Podemos fazer ao contrário, perguntar a uma mulher do blog, o que mais a atrai , um homem bem jovem, com um corpo sarado usando somente uma camiseta branca, jeans e tênis ou um homem com mais de cinquenta, careca, com uma leve barriguinha depois anos no mesmo casamento e com filhos mas com mais bagagem de vida?
O que mais me atrai realmente é um homem tipo Richard Gere, charmoso, inteligente, sensual quando quer ser e sabe muito bem quando ser,sensível e ao mesmo viril, muitos vão dizer em alto e bom som, “Acorde!!”, e responderei, Não , prefiro não acordar e continuar sonhando, um dia sei que meus sonhos se tornarão realidade.
Seja bem-vinda, Thais.
Bastante lúcido seu comentário. Encontra-se sem chão por escolha consciente sua, devido à falta de opção, já que ficar sozinha tem sido uma possibilidade que, pelo que puder perceber, não tem considerado.
Existem 3 fatores restritivos à mulher para que se permita ser genuinamente autêntica: o(s) parceiro(s), a sociedade e ela mesma. No caso dela, as limitações e culpas que ela impõe a si mesma estão direta e proporcionalmente vinculadas aos dois primeiros fatores. Em uma situação hipotética, caso não houvesse julgamentos e preconceitos da sociedade e dos homens, este blog seria desnecessário, pois a culpa feminina não existiria. Então, vamos fazer uma rápida análise desses dois personagens que nos levaram a criar esse blog:
O homem: Apesar de ser muito difícil encontrá-lo – mas não impossível, caso a mulher se depare com um parceiro que a compreenda e a estimule a ser autêntica, fêmea, feliz, certamente ela ficará, inicialmente, ressabiada, duvidando de seus discursos liberais e verdadeiras intenções. Porém, caso a sua filosofia de liberdade e igualdade entre os sexos se confirme e ela se permita, em pouco tempo será a mulher que nunca foi com outro homem e nem consigo mesma: curiosa, corajosa e sem culpas, em uma relação carinhosa, sem mentiras e carregada de cumplicidade. Isso é utopia? Não. É difícil encontrá-lo? Bastante. Mas é plenamente possível ser totalmente autêntica com O Homem Especial, caso o encontre.
Precisamos ter a compreensão de que não serão leituras de todos os livros da Regina Navarro Lins, Martha Medeiros, deste ou outros blogs que tratem de assuntos afins que farão com que você, mulher, creia que o comportamento que defendo possa ser real e possível de ser vivido com um parceiro. Mesmo que alguém que já viva esses tipos de relações, como eu vivo, descreva-lhes suas sensações, sua felicidade, seu prazer de viver, etc, quem está de fora vai achar que há algo errado, que “não é possível existirem” relações baseadas no amor verdadeiro, com liberdade e livre-arbítrio, e ao mesmo tempo com carinho, atenção, etc. Irão achar que existem vazios e infelicidades omitidos. Muitas sensações e experiências só podem ser compreendidas se nos entregarmos ao acaso e às incertezas e os vivermos. Ou você SENTE ou viverá considerando utopia.
O romantismo nos dá a equivocada impressão de que a palavra LIBERDADE é carregada de dinamismo, constantes mudanças, inquietude, insatisfação, etc. Isso faz com que nos esqueçamos de que a opção por “não querer ir” também faz parte da liberdade. Somente esta faz com que a nossa decisão por não partir seja autêntica, visceral… e não hipocritamente conveniente.
Podemos, então, concluir que aqueles que quiserem sustentar a falsa certeza de que NINGUÉM está disposto a despir sua alma para o sexo oposto, irão, de fato, crer que somos bastante criativos e conversamos sobre fantasias aqui. A situação se torna muito mais difícil para a mulher casada. Praticamente, nada mais lhe resta, caso não pretenda romper a relação, senão apenas sonhar com sua liberdade de expressão e ação, a não ser que decida se assumir e apresentar sua verdadeira face para o marido, depois de anos de casamento. Já vi isso acontecer em alguns casos e os resultados foram os mais variados: alguns desastrosos, outros completamente surpreendentes e felizes.
A sociedade: Com esta, certamente, é muito complicado ser genuíno. Em contrapartida, é muito mais fácil enganá-la, se a cumplicidade dormir na mesma cama em que deitamos. Se tivermos o(s) verdadeiro(s) parceiro(s) ao lado e, melhor ainda, conseguirmos criar um pequeno grupo de pessoas que vivam a mesma filosofia, para troca de idéias, que se dane a sociedade. Concordo com a Solange: diante dela, não há como sermos totalmente transparentes. Em várias situações somos realmente obrigados a mentir. Porém, não dormimos com ela… apenas a usamos. Não enxergo frustração nisso.
Resumindo, a mulher tem três batentes para a assunção de sua sexualidade: o(s) parceiro(s) com que se relaciona, a sociedade e ela mesma. Não é uma equação fácil de ser resolvida, mas ela tem resposta. Tentar, não poder ou não querer resolvê-la é com cada uma de vocês. Somente nós próprios somos responsáveis pelas nossas histórias… não adianta culpar o mundo.
Fora a séria questão dos filhos, preferir o sapo a perder a “segurança” do casamento é decisão solitária. E aquelas mulheres que já namoram há anos e vão para o altar já sabendo que tem um sapo engravatado lá dentro a esperando?
Estou lendo todos os comentários e estou achando todos maravilhosos e criativos.
O fato é que as pessoas , penso, não conseguem entender uma pessoa 100% autêntica.Talvez nem exista uma pessoa assim, ou se existe , muitas que parecem ser livres, autênticas ao extremo em suas relações , usam essa máscara para seduzir o outro.Por isso acho que o sedutor nunca é um ser autêntico, muito pelo contrário, é uma pessoa que sabe ,isso sim, manipular muito bem e com competência as pessoas.Até que um dia a outra pessoa começa a se dar conta do jogo do sedutor e cai fora.No fundo, acho que todos nós tentamos ser sedutores no início de uma relação, se mostrar que é livre, autêntico, que não está nem aí para a opinião alheia, só que essa forma de ser também não deixa ser muito forçada, já que é o que o mundo hoje exige.Seja você mesmo, ame-se primeiro de tudo, seja independente,ou seja , seja individualista ao extremo,que significa a mesma coisa que, seja egoísta ao extremo.
Certamente devemos pensar em nós mesmos, na nossa felicidade, nas nossas preferências, mas pergunto-me e será que a sociedade , a cultura onde estou inserida permite que eu seja eu mesma 100%?Claro que não, desde que o homem é homem, sempre existirá a patrulha dos controladores , dos que sabem o que é bom para o rebanho, para a tribo.É ou não é?E se uma pessoa,isso desde o tempo das cavernas, resolve seguir seu coração, ser do seu jeito , autêntico, pensar por si mesmo e em só seus interesses, qual é a consequência para essa pessoa?Dependendo da época, o isolamento, a marginalidade, a rotulação de todo tipo de patologia existente, refiro-me essas questões mais às mulheres, lógico, já que aos homens sempre foi permitido exercer sua autenticidade, sua liberdade com mais tranquilidade.Um homem não autêntico seria visto , a meu ver, dentro de uma cultura machista, como mulherzinha.
Nós mulheres , ainda hoje estamos regulando nossas vidas, infelizmente , na mesma mentalidade machista de sempre, ou seja, a mulher como objeto de desejo e somente. Não condeno as mulheres que sigam essa conduta, ainda mais as mais jovens que estão querendo um parceiro para procriar , sentir e conhecer sua sexualidade com profundidade.Se não fizessem todo esse jogo de sedução através da roupa, trejeitos ,etc, se não fizessem de boazinhas, que concordem com tudo, não casariam , ficariam para titia.Tanto é assim que sempre escutamos a seguinte coisa, Maria, casou porque se mostrou uma donzelinha, ingênua, depois que casou aí mostrou a verdadeira face de Eva.Muitos homens também fazem esse joguinho de sedução, depois vem a frustração, a mesmice na relação, as máscaras caindo uma a uma em progressão geométrica.Algumas pessoas na primeira frustração, no cair da primeira máscara caem fora, outras por causa da vinda de filhos, vão levando com a barriga, fazendo ajustes aqui e acolá. Alguns até se encontram e acabam se amando mesmo do jeito que são, imperfeitos, para surpresa de muitos.
Nunca tive uma vida comum, nasci em uma família nada romântica. Minha mãe, apesar de manter um relacionamento feliz com meu pai, nunca me incentivou a casar. Os filhos foram criados para o mundo, portanto, apego, saudade, posse, não fez parte do meu cotidiano de criança e adolescente. Saí de casa muito cedo, aos 16 anos e fui morar sozinha. Sou independente financeiramente, desde então. Não sou fruto apenas das minhas relações familiares, por ser criada para o mundo, relacionei-me com inúmeras pessoas e a crença de uma vida romântica foi sendo absorvida por mim, com algumas ressalvas.
Hoje resolvi escrever por que achei oportuno os comentário de Guta e Paulinha, uma vez que me encontro num conflito de ideais.
Mantenho relações com um lobo, um príncipe e recentemente um sapo. Na minha casa tem uma arara e lá três figurinos: vovozinha, princesa e sapa. Uso-os alternadamente e ainda não descobri qual deles gosto mais de usar (mas sei que dois são mentirosos). Particularmente acho que o de vovó me cai melhor, mas sou encantada pelo de princesa e também de sapa. Ou seja, sinto-me em cima do muro. O “em cima do muro me consome”. Preciso tomar uma posição e não sei qual tomar. Botei o pé para lado das relações autênticas e comecei a sentir o desconforto, típico de uma mulher que está engatinhando para uma relação livre.
Subi no muro, já faz algum tempo, nem mesmo sabia que havia subido. Hoje entendo melhor porque minhas relações afetivas não emplacaram, é impossível que uma relação romântica aconteça mantendo atitudes autênticas. Trago comigo ranço de mulher independente, hábitos de quem mora sozinha e personalidade de mulher egoísta. Vivi do lado romântico do muro, com os dois pés cravados no chão, durante quase toda minha vida sexual. Sei lidar muito bem com as frustrações que esse tipo de relação pode gerar e talvez por isso, queira voltar para esse lugar cômodo. Lidar com um “medo velho” é muito mais fácil, já conheço minhas reações e aprendi a conviver com elas. Pela primeira vez o novo me assustou. Veio com muitas verdades, poucas palavras, incertezas e eu senti uma vontade enorme de voltar para o aconchego que o “medo velho”, o lado romântico do muro, me proporcionou até então.
E cá estou eu, literalmente sem um chão…rs
Paulinha,
Obrigada também pelo seu precioso comentário. As vezes, precisamos de uma mulher para entender a outra.
Meu mais caro e querido administrador, você foi preciso e precioso ao ” pescar” esses dois pontos, colocados no seu comentário. Também acredito que as divagações acerca desses pontos tenham sido muito pertinentes aos temas tratados aqui.
Mas as minhas questões, dúvidas não se referem a permissões, julgamentos alheios por conta do meu prazer. Dele eu conheço muito, mas não tudo, graças ao bom Deus e Sobretudo ao que Eu ME permiti viver até hoje. E não desmereço brinquedos, ou folias.
Contudo, é preciso 2, 3 ou x pessoas na mesma sintonia da mesma folia, brinquedo num determinado ponto.
Não meço as relações por tempo do relógio. Já tive encontros mais especiais em termos sensações que duraram menos que uma noite. E outros de quase uma vida, absolutamente frustantes em termos de prazer.
E não vejo e não permito a ninguém que analise isso. O que não é o seu caso, quero que fique bem claro.
Acredito que você seja um dos raríssimos homens que estão acima da média nacional no que se refere ao entendimento do universo do ser mulher, pela forma como escreve e trate profundamente de temas tão espinhosos por vezes.
A dificuldade a meu ver, do meu caminho e de mulheres que escolheram o mesmo,é encontrarmos espelhos disso, durante o nosso viver. Sei das dificuldades e não é uma busca pelo lobo mau encantado rsss.
Me encontro nesse momento, de estar aberta, de colocar cartas e ser mais verdadeira ainda comigo e ao mesmo tempo com o outro. Porém, vejo que talvez o meu raciocínio, a minha forma de agir, esteja sendo infrutífera, quando a resposta é superficial por parte do outro.
Mas acredito nas auto reflexões também.
Finalizando esse comentário, aproveito a oportunidade de agradecer a você e a todas as mulheres que debatem, pensam, vivem e refletem sobre o que é ser mulher.
É muito bom, ter esse espaço e me sentir fortalecida por saber que sou mais uma nos caminhos dos auto descobrimentos, esses mares mais revoltos dos que enfretados por Colombo, ao descobrir a América!
Excelente, Paulinha.
Gostaria de levá-las a refletir sobre a questão acerca dos produtos de sex shop, principalmente as fantasias de enfermeira, colegial, mulher gato, etc. Já pararam para pensar como os catálogos dessas lojas são extremamente machistas?
As mulheres querem apimentar a relação usando essas fantasias para os parceiros ficarem mais excitados. Na verdade, é claro que ambos estão admitindo que ele gostaria de ter outras mulheres diferentes daquela que está ao lado dele. Então, naquela noite, ela resolveu deixá-lo comer uma enfermeira. Apesar de por poucos casais pensado, isso não passa de uma velada admissão da poligamia MASCULINA, do desejo sexual extra-conjugal.
Onde entra o machismo? Tente encontrar roupas para o homem se fantasiar de professor, piloto, estivador, etc. Ou seja, até nas fantasias, mesmo a dois, não é permitido à mulher desejar outro homem. Mas ele pode… e ela isso alimenta. As fantasias dela são negadas e recolhidas às suas insignificâncias.
“… Não é um caminho rosinha, florido em todos momentos ou mesmo fácil. É só uma escolha, e as vezes cheia de incertezas.”
“… pois nesse preciso segundo, percebo que eu entraria aí sim, como um brinquedo, como uma folia.”
Guta, gostaria de destacar essas duas colocações que você fez.
Sobre a primeira, já temos conversado um bocado no blog e se trata do preço a ser pago pela liberdade e verdadeiro prazer de viver sem maquiagens, minimizando ao máximo possível o número de personas que devemos representar. Não é nada fácil e, para muitas, faz-se necessário um longo processo de reestruturação da coluna psíquica feminina, através de desconstruções de verdades e sequentes permissões de se experimentar viver sob uma nova filosofia acerca da sexualidade. Aquela que não for forte e determinada, sucumbirá e optará por retroceder e estagnar.
Em algum comentário do blog eu já citei algo a respeito de sua segunda colocação, muito oportuna para retomarmos essa consideração polêmica.
Foi-nos ensinado que mulher decente só faz sexo quando apaixonada, abrigada das más línguas debaixo do guarda-chuva do amor. Acredita-se que o sexo só tem qualidade quando tem a benção do amor romântico. Do contrário, ela se sentiria fácil, usada, um objeto. “Estamos apaixonados. Podemos transar.”
Arrisco afirmar que, se formos analisar pelo prisma da mulher objeto – que para mim se trata de uma grande besteira, a romântica, sem dúvida alguma, é a única usada pelos homens, pois, apenas ela se sente assim.
A mulher romântica vive mergulhada na dúvida e no medo, por viver em função de sua aceitação por parte do macho e da sociedade: dúvida acerca de sua atratividade física, se deve e quando deve aceitar o convite para ir ao motel, medo do homem achá-la fácil, medo de seu desempenho sexual não agradá-lo, dúvida/medo do homem não lhe telefonar no dia seguinte, demonstrando apenas ter querido sexo, etc. São tantos medos, dúvidas e culpas… é querer ter tantas certezas que a principal razão de nossa vida fica relegada a enésimo plano: o prazer de viver. Ou seja, “precisando” pensar em tantas possibilidades, nunca conseguirá sentir a imensa gama de prazeres e sensações que estão à disposição de todos nós e que, infelizmente, poucos conhecem. São dádivas da natureza que estão sendo ignoradas. Então, o que lhe resta é se contentar com um orgasmo pobre e preocupado… quando o atinge. Claro que não vai passar de um objeto. Se ela mesma não consegue se convencer de que não o é, não vai ser ele que vai pensar diferente.
Eu não tenho dúvida alguma de que as mulheres sedutoras, que não se preocupam nada com o amor romântico, são as que verdadeiramente amam durante os relacionamentos, assim como durante o sexo. A leveza e despreocupação que sentem antes, durante e depois do ato sexual refletem o processo de purificação de suas almas das culpas que tanto nos afastam do que é verdadeira e naturalmente belo e puro.
Em primeiro lugar, muito obrigado Guta pelas palavras de carinho e incentivo. Mas definitivamente tive muita sorte nesta estória toda…
Seu comentário foi extremamente feliz em relatar o processo que vcs viveram, e que eu começo a viver. Conseguiu colocar em palavras meus sentimentos em relação a essa grande mudança que vivo.
Diferente da Guta, nunca me considerei autêntica e sedutora, ou quem sabe, nunca me permiti ser… Ainda não sei bem!!! Nunca fui sensual, me limitei à vida toda a jeans confortável, Hering branca, tênis e rabo de cavalo. Engraçado ver filmes da minha infância em que minhas primas e amigas estavam de vestido de rendas com sapatilha e bonecas a tira colo e eu toda desgrenhada de short e blusa no meio da terra construindo um “castelo” com meu irmão. Ou então arrancando as rendas do vestido, que me pinicavam… Rapidamente minha mãe desistiu de me montar! Durante a adolescência não foi muito diferente. Só muito mais tarde me permiti ser feminina, mas mesmo assim dentro de limitações, simplesmente não consigo me lembrar de fazer unha semanalmente, tenho horror de salões de beleza. Hoje, criei meu salão de beleza em casa, eu mesma faço tudo, me maqueio quando necessário, uso saia e às vezes até rendas, mas nada como um jeans, tênis e camiseta para me deixar feliz.rsssssss
Como já disse antes por muito tempo não fui o personagem principal da minha vida, vivia no Fantástico mundo de Paulinha, lá sim era autêntica e sedutora, e tenho que admitir que quando era obrigada a voltar, pois não fazia a menor questão disso, sofria muito. Cheguei por um período a não mais me permitir sonhar. Hoje percebo que me avaliava e à vida, pela lente do romantismo, exigia me encaixar no estereótipo cruel, que nunca seria capaz de me adaptar.
Apenas quando desisti de mimetizar o outro e ser quem realmente era que comecei a viver. E simplesmente não há nada melhor que sentir, vivenciar e se aceitar. Engraçado que é um processo longo e solitário, de repente por isso muitas vezes considerado egoísta.
O ser romântico, muito bem definido pelo post do admin, sem dúvida se torna irremediavelmente desinteressante não só ao outro mas também, acredito, a ele mesmo. Pelo menos foi o que vivenciei. Entrei no relacionamento com meu atual marido ha sete anos totalmente inserida no ser romântico, inicialmente foi fantástico! O sexo?De subir as paredes!!! Mas em pouco tempo, como mencionado pelo admin, as novidades tornaram-se lugar comum, o relacionamento foi esfriando e o distanciamento inevitável. Lembro, neste período iniciei um busca frenética por acessórios de sex shop e outras coisas de forma a “apimentar” o relacionamento. Outro erro romântico! E assim foi durante, acreditem, alguns anos, acredito que só não terminamos nosso relacionamento devido à grande amizade que existia e ao imenso medo da solidão. Afinal apesar de ser mais ou menos tinha os mais né ?! Afff… Já vivi no mais ou menos por tempo suficiente!
Difícil para os homens, inclusive ao meu em alguns momentos, entenderem a diferença sutil que a Guta colocou. —“Ele não conseguiu adentrar e compreender a minha liberdade de alma, caiu na superficialidade de jogos sedutores, demandando a possibilidade de vivenciar outras experiências, que seriam vazias, hoje eu vejo, um troca troca de corpos, e não uma troca troca de sensações, de cuidado, de estarmos ali inteiros.”
Há algum tempo me dei conta que não há acessórios, roupas, cremes e perfumes que substituam a fidelidade a si mesma em relação a tudo, mas principalmente ao sexo, não há pimenta melhor. Não é fácil, em alguns momentos é preciso se expor, dizer sim, dizer não, esperar e conversar, conversar muuuito.
Bom dia Administrador e Mulheres do Clã!
Muito oportuno esse post. Neste momento particular da minha vida, me encontro e me perco no assunto proposto aqui.
Sempre me considerei autêntica e sedutora, embora os conceitos não eram tão estruturados como agora.
Lembro de quando pequena, meu irmão me dizer: Para de rebolar!
Era algo já meu e nem por isso forçado, ou vulgar. Enquanto amiguinhas da escola queriam ser professoras quando crescessem,eu queria ser chacrete ou aeromoça rsss.
Ao longo da vida, a própria vida encarregou-se de me ensinar mais isso ou aquilo, de derrubar e destruir conceitos alheios, de construí-los ou adaptá-los a mim mesma, e ganhei demais no dia que entendi e respeitei a minha essência, e a minha individualidade. Não é um caminho rosinha, florido em todos momentos ou mesmo fácil. É só uma escolha, e as vezes cheia de incertezas.
Acredito que muitas mulheres tenham passado por esses processos, e poucas pagam o preço de não abrirem mão do que descobriram.
Tenho uma relação autêntica, mas não convencional,que dura já alguns anos. É uma das pessoas mais especiais do meu ciclo de experiências. Vibra com minhas conquistas, e o tesão, o carinho foram se modificando e crescendo acompanhando nossas vidas.
Qual não é a minha surpresa, rapidamente compreendida pelas exigências sociais, que ele também precisa de uma mulher menos autêntica e mais romântica, pra chamar de sua.
Num primeiro momento, o pensamento é o rômantico, de que eu pudesse ser uma folia, uma diversão temporária.
Ora, temporário é algo gerido pelo efêmero, pelo passageiro,pelo fulgaz, o que não se aplica a essa relação. Mesmo se ele não tenha isso de forma consciente. Sempre preferi me guiar pelos fatos, pelo exercício do viver e não por palavras.
Chego a conclusão, de que se escolhessemos viver de acordo com os ditâmes sociais, em termos dessa minha relação específica, seriamos menos felizes, mais hipócritas e mais tristes.
Isso denota algum egoísmo? Pode ser! E olha só a felicidade minha ao poder me dar o luxo de ser egoísta. Ou não seria autêntica, fico a me perguntar…
Qual mulher hoje em dia, facilmente, sem hesitações, pode dar-se ao luxo de redefinir-se, de ampliar horizontes e mudanças comportamentais, de mudar de carreira, ou abraçar mais uma, de aprender mandarim, ou se refugiar por 6 meses no Nepal?, pensar em si, em primeiro lugar? Poucas!
Temos o mais ululante e feliz exemplo em termos de excessão com a Paulinha, ao ter a coragem e abrir-se com o parceiro, e em contrapartida ter o mais delicioso feedback possível. Mais autêntica e naturalmente sedutora impossível.
Paulinha, é preciso coragem! Fica aqui meu registro de admiração eterna pelos seus passos.
( E PELO AMOR DE DEUS, SE NÃO ESTOU COMENTANDO AS DEMAIS MULHERES, É POR FALTA DE ESPAÇO E NÃO DESMERECIMENTO)
Dias atrás, um antigo companheiro, que ao longo da relação sempre se mostrou infinitamente romântico, mas os fatos, uma mentira atrás da outra, um verdadeiro sedutor, me procurou e quando eu abri pra ele toda a minha autênticidade, ele ficou muito ressabiado e ao mesmo tempo me colocou uma série de situações como se estivessemos num treino aeróbico de resistência e melhor tempo e duração do prazer.
Ele não conseguiu adentrar e compreender a minha liberdade de alma, caiu na superficialidade de jogos sedutores, demandando a possibilidade de vivenciar outras experiências, que seriam vazias, hoje eu vejo, um troca troca de corpos, e não uma troca troca de sensações, de cuidado, de estarmos ali inteiros. Isso me deixou imensamente triste, pois nesse preciso segundo, percebo que eu entraria aí sim, como um brinquedo, como uma folia.
O que me tirou dessa tristeza, foi o que vou abaixo relatar…
Tenho grandes amigas, que se encontram soterradas em meio aos papéis que escolheram desempenhar e ao longo do caminho, foram perdendo sua essência. Muito me comoveu, essa semana, o pedido de uma delas, querendo resgatar a MULHER, a VAIDADE, e AUTO ESTIMA, os PROJETOS PESSOAIS que não enxergam mais ao se olharem no espelho de casa.
São mães, esposas, e profissionais maravilhosas, dignas do meu mais profundo respeito e admiração. Mas onde se encontram suas fêmeas, sua naturalidade? E esta amiga em especial, é digna de aplausos, por ter a coragem em optar por escutar a sua LOBA, e não esmagá-la, como usualmente acontece.
Essa querida e admirável mulher e amiga, me pediu ajuda por ver todas as qualidades acimas em mim, pela minha autenticidade, pela minha história ser escrita com muita coragem, determinação, perdas e danos também, é preciso ressaltar.
Administrador e mulheres que lêem, comentam, comentaram e irão comentar ou não, algo nesse espaço chamado Ela NUA e CRUA… são esses fatos do dia a dia, que me dão a certeza, nos momentos de incerteza que o meu caminho é o melhor caminho… pra mim mesma.
Beijos e ótima semana