Este foi um comentário que fiz no artigo anterior. Por considerá-lo um assunto importante, com uma nova abordagem, resolvi, com ele, criar um novo post. Trouxe junto os comentários já feitos por vocês, sobre o mesmo.
Há muito tempo venho pensando nesses conflitos por vocês relatados, já velhos conhecidos em meus escritos. Creio ser o conflituoso binômio “atitude e aceitação” o grande X da questão. Acredito que o cerne do problema das angústias sobre as quais vocês têm comentado não esteja exatamente na dor de vocês criarem a coragem de se assumir, como tanto temos falado. O grande problema, que é anterior e este, influenciando diretamente na possibilidade ou não da iniciativa de se expor, é a não aceitação, por parte daqueles que rodeiam vocês e de quem vocês se aproximam. E como resolvemos isso? Esperando, de repente, cair(em) o(s) esperado(s) homem(ns) em seus colos? Estive pensando sobre essa angustiante espera. O que cada uma pode fazer para que tenham suas reais sexualidades aceitas, pelo menos, por um número de homens e mulheres suficiente para que não se sintam sozinhas com suas idéias e modo de vida? Será que aguardar passivamente serem premiadas com o grande encontro é a única solução?
Já conversamos bastante e estamos mais do que cientes das dificuldades que a mulher tem para assumir sua sexualidade, em função do machismo reinante. Eu disse que, para a mulher minimizar a ansiedade de não encontrar o parceiro que queira compreendê-la e a angústia de não conseguir se livrar, facilmente, de sentimentos possessivos, ela deveria ser paciente, não buscando e sim aguardando conhecer o homem que a veja como um ser livre, assim como tendo consciência de que o processo de libertação dos ranços românticos é realmente lento.
A reflexão que irei aqui levantar não tem embasamento prático, quando da ótica feminina. Eu apenas farei uma transposição, para a mulher, de MINHAS experiências práticas que me levaram a determinadas convicções e que continuam sendo reforçadas pelo que tenho vivido e observado. Porém, acredito que poderiam funcionar muito bem se a protagonista fosse a mulher. Logo, o que vou comentar é empírico, apesar de eu, se tivesse que apostar, optaria pela sua total viabilidade.
Vamos falar do Administrador, do que ele vive, no que ele acredita, como ele chegou até “aqui” – entre aspas devido à dinamicidade, pois logo esse “aqui” passa a estar “acolá”. Desejo passar como me vejo e porque consigo viver as relações que vivo. Não se trata de autoajuda. É reflexão.
Quando decidi me separar, a única certeza de que tinha era a do desejo da busca da minha liberdade irrestrita e a de acabar, aos poucos, com todas as mentiras, em minha vida. Porém, não mentir é algo muito mais difícil do que possamos pensar. Somos hipócritas demais. Gritamos e repetimos, várias vezes ao dia, que odiamos mentiras, mas mentimos, com a cara mais cínica, 15 minutos depois. Ela é uma prática institucionalizada em nossa sociedade, cuja base é a família, como minha geração aprendeu na matéria Educação Moral e Cívica. Logo, essa família também é a base da mentira. Na sociedade, o emprego da verdade segue, totalmente, conveniências. Se for bom para mim, falo a verdade; se não, minto para me “proteger”. Simples assim. Então, só nos interessa ser verdadeiros se as nossas verdades forem aceitas, não nos expondo. A mentira está tão fincada em nossas entranhas que, a despeito de toda a minha determinação e consciente luta para extirpá-la, de vez em quando me pego em mentiras ridículas, sem necessidade, por ainda estar preocupado com alguns julgamentos. Estou conseguindo me livrar de muitas grandes mentiras, mas ainda me traio com algumas idiotas. Engraçado, não é? Mas conseguirei exorcizar essa FDP.
Este assunto, por si só, pode ter conteúdo para virar um livro. Mas tentarei me conter. No decorrer dos comentários, esclarecerei maiores detalhes.
De algum tempo para cá, após a minha separação, devido a algumas convicções já estruturadas em meus pensamentos, quando eu conheço uma mulher e por ela me interesso, “vendo-lhe” a minha filosofia de vida, abaixo resumida. Tenham em mente essa palavra: VENDER.
“Não sou dono de ninguém e não possuo dono. O que me rege é a liberdade e, inserida nela, está a minha vontade de estar com você apenas quando ambos desejarmos… pode ser por um dia, semana, meses ou para sempre. O imprescindível é o respeito pelas escolhas de cada um, sejam coincidentes ou não. Possivelmente – não considere uma promessa, quanto mais você me respeitar e livre me deixar, mais vou te querer… e vice-versa.”
Observem que essa informação é passada no PRIMEIRO ENCONTRO. Certamente, essa proposta libertária choca a grande maioria – praticamente todas – das mulheres por mim desejadas, sendo que, durante algum tempo – que pode variar de horas a semanas, algumas insistem em sustentar algumas certezas românticas. Porém, interessantemente, mesmo debaixo de conflitos em forma de argumentos e réplicas, quase sempre, depois de algum tempo, consigo vender a ideia da importância da liberdade e a ela – a mulher – passa a admiti-la como uma desejável possibilidade, quando começa a se contradizer com relação ao seu ilibado comportamento inicialmente defendido. Resumindo, em pouco tempo assume seus conflitos e algumas omissões e mentiras.
Quando ela pergunta se eu tenho namorada, digo que sim. “Tenho uma em Ipanema, outra em Copacabana, Flamengo, Caxias, São Paulo, em Minas Gerais, etc.” E sempre ressalto que todas sabem sobre todas. As minhas respostas e o meu discurso não são pautados em uma pós-análise do perfil da mulher. Sou o mesmo sempre, nada me preocupando com os seus julgamentos, se ela vai se levantar da mesa e ir embora ou se nunca mais desejará me ver. Durante as conversas, descrevo, explico e embaso a filosofia e a necessidade de sermos livres. Chego a ser didático. Em momento algum eu lhe passo qualquer sentimento de dúvida sobre o que penso. Há uma verdadeira transferência de energia, sendo impossível – posso lhes garantir – ela não ser contagiada com a alegria de eu não ter medo de ser realmente o que sou e de estar me libertando das mentiras. Mesmo não concordando com alguns pontos, devido às suas certezas românticas, sem dúvida, causo-lhe uma bagunça em suas convicções. No entanto, mesmo desnorteada, em pouco tempo e aos poucos, ela começa a se assumir e, invariavelmente, ouço: “Como é bom falar a verdade.”
Entendam que, em momento algum, eu lhe deixo à vontade para me considerar um puto, galinha, etc. Isso não acontece, simplesmente, porque, do fundo de minha alma, tenho plena consciência de que não sou um. Sou um ser livre, apenas isso. O homem galinha é aquele que banaliza as mulheres e o sexo com suas mentiras, pensando apenas em trepar. Seu objetivo é gozar e se firmar como o garanhão. Nada tenho contra, isso é instintivo. O problema é a mentira, que de natural nada tem. O meu objetivo é alimentar a minha alma para que ela permaneça saudável. E a única coisa, em minha opinião, de que ela -a alma – precisa, para tal, é que respiremos liberdade. O sexo livre é consequência da liberdade; não um objetivo.
Todo dia eu saio do meu apartamento com um copo de café na mão, entro no elevador, passo pelas recepção e saguão de entrada do prédio e as pessoas ficam observando. Não me importo nem um pouco. Já ofereci o café várias vezes, no elevador. Isso é liberdade. Gosto de dirigir o meu carro, a caminho do trabalho, tomando esse café quente e fumando um cigarro.
Quando eu consigo convencer a mulher de minhas convicções, quando ela percebe que eu, do fundo do meu coração, também respeito a sua liberdade; quando lhe provo que palavras como puta, safada e galinha foram retiradas do meu vocabulário; depois que eu a convenço de que pode existir, nesse modo de vida, amizade, carinho, amor, etc, muito diferentes e maiores, em qualidade e intensidade, do que na relação romântica, aquele que, no início, estava sendo considerado mais um homem galinha, gradualmente, passa a ser, curiosamente, enxergado como um ser nobre, de quem vale a pena estar por perto.
Isso ocorre porque as pessoas se identificam facilmente com a liberdade, mesmo não assumindo, mesmo morrendo de medo de ser livres. Por isso o ser realmente autêntico e sedutor, de quem bastante falamos, magnetiza tanto as pessoas.
O que eu fiz, durante esse processo, durante essas conversas com essa mulher? Eu lhe VENDI a minha filosofia, convencendo-a de que vale a pena levar o meu “produto” para casa: seus pensamentos. Mas, para que eu pudesse ser bem sucedido, um fator foi determinante, imprescindível. Sem ele, eu não teria passado de mais um galinha: eu ACREDITEI no que estava vendendo. Eu não tenho dúvida alguma, nem remota, nem em sonho, nem por um segundo, de que sou mais feliz assim. Dessa forma, torna-se muito mais fácil a transmissão das vantagens de ser livre.
Mais uma consideração. O bom vendedor precisa ter uma boa retórica, argumentos. Precisa convencer. Olho no olho, sem titubear. Para isso, precisa ter intimidade com o que está vendendo, conhecer o produto, ler o manual, ligá-lo, usá-lo. No nosso caso, precisamos ter intimidade com a liberdade. Para isso, devemos experimentá-la de todas as formas éticas possíveis. Não confundam moral com ética.
E onde vocês entram nessa? Eu acredito que vocês têm total condição de fazer o mesmo. Vocês podem convencer. Podem sair da condição de passivas, esperando, para ativas, provocando e sendo convincentes. Perderão algumas conquistas, ganharão outras. Mas, dificilmente – apesar de não ser impossível – conseguirão em uma situação parecida com a que a Thaís relatou, quando decidiu se abrir com o seu “ficante” depois de um ano de relação. Isso precisa ser feito com os homens que ainda vão conhecer, desde a primeira conversa. Inicialmente, parece tratar-se de uma atitude kamikase mesmo, pois, se você tem pouca intimidade prática com a liberdade, logo no início será uma teórica fazendo experiências no laboratório dos relacionamentos.
A título de exemplo, eu rompi a minha relação de oito anos porque, por mais que eu tentasse, percebi ser impossível migrar para uma relação com total respeito à liberdade, da parte dela, pois começamos dentro do tradicional namoro romântico. Mesmo assim, em nossa relação tínhamos liberdades, sem dúvida alguma, muito acima da média.
E quanto aos ciúmes, da parte de vocês? E o medo da divisão e do surgimento, como consequência, de uma possível perda? Isso é pura insegurança misturada com egoísmo, pois percebi em várias mulheres que elas são exatamente iguais aos homens machistas: “Eu posso e quero; ele(a) não.” Aprendam a conviver com a sensação de ameaça e a sentir o tesão natural que dela advém. E isso só se aprende com a prática. Sejam suas próprias cobaias, assim como fui e continuo sendo. Sou bastante consciente de que, de repente, posso me ver sozinho por um mês, por exemplo, porque todas viajaram ou se ocuparam, durante esse período. Isso me excita. Mas posso ter a sensação de perda ou medo dela? Claro que sim.
Assim que assumi que queria e decidi ser livre e, à medida que fui experimentando, ousando e observando as reações das mulheres, vi-me capaz de receber carinho, atenção e de amá-las, e vive-versa, mesmo dentro da filosofia da liberdade e, para surpresa minha, com qualidade e intensidade infinitamente maiores do que nos relacionamentos românticos que tive. Então, fui me tornando mais seguro, pois os resultados, as sensações nunca antes vividas, estimulavam-me a isso… e assim continuam.
Fechando este comentário, a sequência e etapas indispensáveis seriam: acreditar, ter atitude, ser aceita e se permitir. Em algumas situações, talvez seja necessário a permissão vir antes da aceitação… ou as duas atuarem ao mesmo tempo. São situações que exigirão de vocês o espírito kamikase. Livrem-se, aos poucos e pacientemente, dessas inseguranças e conflitos, para que se sintam prontas para “colocar as mãos na massa”. Assim, tirarão suas próprias conclusões e criarão suas próprias identidades.
O que seria exatamente essa permissão? Imagine uma mulher que sempre teve certa dificuldade para atingir o orgasmo, demorando bem mais do que o “normal” e só o alcançando com ela mesma se masturbando, enquanto é penetrada. Invariavelmente, quando o atinge, é apenas uma única vez. Essa mesma mulher também não consegue gozar com o sexo oral. Resumindo: só goza se tocando. Então, conhece um homem especial que estimula e provoca a assunção plena de sua sexualidade. Depois de um tempo juntos, ela, em uma relação, goza sem se tocar; evoluindo, chega a gozar três vezes sem se masturbar. Isso é permissão. Ela percebeu a Mulher Selvagem sendo aceita e bem recebida pelo macho. Consequentemente, permitiu-se ser MULHER. Conseguiu transpor os tabus, medos e preconceitos e se aproximar de suas vísceras. Resultado: sensações nunca antes vividas. Para tal, bastou ter a certeza de que seria aceita. Outro exemplo: sexo anal. Todas as poucas tentativas frustradas anteriores de uma outra mulher foram dolorosas, causando a sua desistência de novas. De repente, conhece um homem com o mesmo perfil do anterior. Tenta o sexo anal e, para sua surpresa, não só não sente dor, como goza durante o ato. Mais uma aceitação com decorrente permissão. Por isso, afirmo que “fulano é bom de cama” é mito. Você se permitir sentir é que é real. Ninguém dá prazer a ninguém, assim como ninguém faz alguém feliz. Prazer e felicidade são permissões. Só dependem de nós; os outros são coadjuvantes. O romantismo vive tentando nos convencer – e consegue – de que alguém tem que assumir o nosso lugar de protagonista de nossa história, quando ele é papel exclusivamente nosso.
Beijos. Vou parar por aqui, para continuar, depois, com mais comentários.
Esta é uma coisa dificil de conseguir… eu mesma estou lutando contra mim mesma para mostrar as pessoas o que eu sinto.
Olá, esse blog me foi recomendado por uma mulher que o acompanha. Li pouco ainda, mas compartilho e acredito em várias coisas aqui escritas.
Gosto da mulher que tem presença. Se eu assim a considerar, para mim ela será gostosa, tarada, bonita, inteligente, radiante….
O melhor presente que eu posso dar a mulher que amo é o presente que recebo dela: liberdade. Para mim não existe essa história de pular a cerca, pois em meus relacionamentos nunca existiram cercas.
Gostaria de que as mulheres pudessem ter a liberdade de se sentirem seguras de seduzir, beijar, falar, agarrar sem a preocupação de serem julgadas pelos paladinos da moral e bons costumes. Gostaria de que os homens pudessem entender que uma mulher liberal não é sinônimo de sexo fácil ou de libertinagem. Conheço mulheres que estão muito bem consigo mesmas e por isso exercitam de sua liberdade e acabam sendo mais seletivas do que as preocupadas em não parecer algo.
As pessoas confundem mulher decidida com mulher ousada. Mulher ousada é sempre bom. Mulher decidida não corta o tesão, mas tira o homem da zona de conforto de ser macho.
Sabe de uma coisa? É uma delícia ousar um pouquinho e demonstrar que a gente tem interesse pelo outro! E quando o outro não tem uma postura de “me respeite”, é uma delícia maior ainda!
Afinal, o que temos a perder? Essa energia que se cria nessas trocas, é o que há de mais gostoso na vida! Pra mim, é só assim que crescemos, só assim que melhoramos, só assim que podemos dizer que estamos vivendo!
Letícia, o objetivo do blog não é convencer ninguém da validade de qualquer tipo de prática. Nosso intuito, expresso de forma muito simplista, resume-se em proporcionar às mulheres que nos lêem a consciência de que os seus desejos, dúvidas e angústias são bem comuns a “todas” as mulheres. Vocês possuem pouca ou nenhuma oportunidade de compartilhar a sua vida íntima com amigos(as). Você mesma disse não conhecer nenhuma amiga que tenha um relacionamento fora do “normal”. Arrisco dizer que, possivelmente possui – indo além: provavelmente. No entanto, a vergonha e a culpa de compartilhar e assumir essas realidades anti-conservadoras inviabilizam quaisquer trocas de experiências entre vocês. Criei este espaço para aproximá-las, afim de que observem as ideias de outras mulheres, busquem um equilíbrio e se sintam mais à vontade para viver mais perto desse “monstro assustador” chamado liberdade.
Oi, pessoal.
Quero agradecer a Paulinha, a Bárbara, ao administrador, a Thais pelas palavras diretamente dirigidas a mim.
Respeito a opinião de todos que estão nesse blog, mas não procuro nem desejo relacionamento libertário. Desejo viver simplesmente bem com o meu parceiro e devo colocar aqui que fora essa situação de ménage, ele realmente é um homem ideal. Sempre conversamos muito, por diversas vezes coloquei minha insatisfação com relação a fazer esse tipo de sexo, mas ele sempre vem com rodeios e etc, e quando vejo ele já me convenceu a fazer novamente. Sei, como todos vocês disseram que não devo fazer nada imposto, nada que não me agrade. Me foi perguntado se eu nunca senti prazer nessa situação, confesso que quando começamos a experimentar esse sexo, enquanto era novidade, cheguei a achar até gostoso, saímos várias vezes, numas vezes gostei, noutras não. Acontece que acabo sempre achando que o que fazemos é errado, talvez porque não tenho nenhuma amiga que faça esse tipo de coisa e também por ser uma pessoa criada na religião ou por não ter mais o corpo de 15 anos atrás. Se sinto mais prazer ou angústia? Acho que senti prazer enquanto era novidade, hoje essa necessidade dele talvez me leve a angústia. Mas lendo vocês, comecei a pensar se até sinto prazer mas o converto em culpa e coloco essa responsabilidade nos ombros do meu marido dizendo que só faço para agradá-lo. Não sei, preciso pensar.
O certo é que a única coisa que desejo é um relacionamento verdadeiro com meu parceiro e que não desejo visitar nenhum parque de diversões sexual, swing, troca de casal, puteiro, seja lá o que for. Deixo para quem tem a vontade e a curiosidade.
Como os comentários aqui feitos de alguma forma me fizeram repensar algumas coisas, vou tentar sim ler um pouco mais do blog.
Grata a todos.
Paulinha, esse seu último comentário veio reforçar a necessidade que eu já estava sentindo, ao analisar alguns questionamentos em determinados comentários, de escrever um artigo cujo foco seria distinguir liberdade de pensamento, escolha e ação, do sexo compulsivo e/ou sem critérios. Nele, tentarei passar para vocês, através de trocas de experiências, que liberdade sexual, nem de longe, trata-se da mesma coisa que o sexo cuja finalidade esteja em si mesmo.
O relato da Thaís, quando mencionou o experiência que vivenciou na boate de swing, um lugar completamente convidativo ao sexo, quando ficou durante horas apenas conversando com o seu acompanhante, também me sugeriu escrever sobre esse assunto.
Estou começando a prepará-lo e deve ser postado durante esse próximo final de semana.
Letícia seja muito bem vinda, realmente deve ser bastante frustrante chegar a esse blog e ver comentários sobre práticas e situações vividas por todas nós, mas como já foi respondido antes pelas meninas e pelo o administrador, esse processo foi lento e gradativo. Seria realmente interessante que você lesse os primeiros posts e comentários. Perceberá o quanto está próxima de todas nós.
Posso falar apenas por mim, e digo que ao iniciar um relacionamento libertário é muito difícil, muito doloroso e angustiante. Sinto isso diariamente. Venho criando dentro de mim a minha forma de amar, a minha forma de me relacionar, uma vez que não é tudo igual, não há um padrão, existe a visão de cada um sobre o assunto e a forma de cada um lidar com isso e criar seu próprio relacionamento com seu companheiro.
Tudo não passa de uma opção, não há certo ou errado. Para mim, até devido às experiências que passei o mais importante do relacionamento libertário e de paridade sexual, não está em ter experiências triplas, quádruplas ou até múltiplas… Está em permitir-se dizer sim, e principalmente conseguir dizer NÃO, a si mesma e ao outro. As experiências múltiplas tornam-se conseqüências para algumas pessoas quando elas passam a ouvir e seguir seus reais desejos. O meu era ter a liberdade de me relacionar com outras pessoas, o seu pode, e não ha NADA de errado nisso, querer viver apenas com um homem, o que você ama e quer do seu lado, resta saber se também é o que seu marido quer.
Eu sinceramente não acho que uma experiência a três seja libertaria, em busca da paridade sexual se um dos componentes faz apenas para agradar o outro, sentindo-se de certa forma diminuído e violentado em suas crenças. Libertário é ser fiel aos próprios desejos. O romantismo não está em ser apenas de um, está em permitir-se viver uma mentira. Atrevo-me dizer, me desculpe, que seu relacionamento me parece romântico. Você, segundo o que fala, faz algo teoricamente libertário, porém que não gosta para agradar seu marido.
O fato de meu marido saber que tenho relações com outros homens e eu saber que ele tem com outras mulheres não tornam meu relacionamento em paridade sexual. A paridade sexual está em descobrir o que você quer, o que deseja, e junto com seu marido, e os quereres e desejos dele, encontrarem um meio termo. Nesse processo de encontrar o nosso meio termo, eu cada vez mais descubro até que ponto consigo ir, e como isso é mutável, há de acontecer conversas freqüentes de forma a perceber se o outro está ao lado ou se os caminhos tomaram direções diferentes.
Muitas vezes no relacionamento conversamos sobre sentimentos, sensações, medos que sentimos, mas será que o outro ouve, será que ele consegue entender a profundidade do que estamos falando? Muito difícil só nós sabemos como nos sentimos e só nós podemos decidir o que iremos ou não fazer.
Acredito fielmente que existe amor onde existe divisões, uma vez que seja feito na forma de doação, permitindo a individualidade do outro em contínuo e respeito com a nossa individualidade, respeitar os limites do outro e os nossos, e ser simplesmente muito feliz por isso. Mas sempre me pergunto se existe amor na imposição do desejo, na falta de cuidado com os quereres, limitações e desejos do outro.
Ai estão meus conflitos com meu marido, quando ele impõe, não respeita minhas limitações, uma vez que elas sempre foram ditas e expostas, e em nenhum momento me recusei a tentar superá-las por ele. Sinceramente acho que deveria definir o que você será capaz de fazer e viver sem sentir-se “violentada” em suas crenças e então conversar com seu marido, expor suas dificuldades e frustrações com o que esta acontecendo, tentando desta forma encontrar um meio termo com os desejos dele.
Beijo grande e continue aqui, sempre haverá espaço para todos com desejo de dividir suas angústias com a própria sexualidade.
Letícia,
Os homens ciumentos são irritantes, veem rivais em todo lugar, imaginam que a mulher que amam é um símbolo sexual e não têm nenhum inconveniente, nem modéstia em colocá-la no centro do desejo masculino. Como estão seriamente perturbados, acreditam que seus sentimentos de posse e controle são a autêntica expressão de amor intenso e profundo.
Os terapeutas veem e interpretam esta atitude como a manifestação de um desejo inconsciente e reprimido de lançar a mulher amada à matilha masculina esfomeada para ser devorada. Os ciumentos não duvidam da honestidade das mulheres, duvidam de si mesmos e lutam contra seus próprios impulsos perversos e ignorados de compartilhá-las. O seu marido está no extremo oposto, exibe em plena luz do dia o que os ciumentos guardam no inconsciente a sete chaves.
Ele goza onde o ciumento sofre. O que é melhor: sofrer por desejos reprimidos ou gozar com desejos permitidos? As preferências eróticas são o produto final das histórias de vida e cada pessoa tem sua própria combinação que, sem consulta prévia, organiza seu destino sexual. É verdade que os ciúmes são mais tolerados pela sociedade, não precisam ser ocultados, nem são marginalizados.
Você pergunta se é possível ser amada e ao mesmo tempo compartilhada com outros homens. Respondo: é amada precisamente porque, por amor ao marido ou pela sua própria satisfação em algumas vezes, oferece seu corpo ao pool masculino. Talvez seu destino fosse diferente se tivesse negado tal demanda. Nesse sentido, os ciumentos também são exigentes, se a mulher não aceitar o controle e reclamar certa independência, certamente deverá procurar outro marido. Não se trata apenas de amar esses homens, mas de responder às suas premissas amorosas.
O casamento é uma sociedade como outra qualquer e funciona bem quando os sócios têm objetivos semelhantes ou pelo menos complementares. Por isso você, mesmo com dúvidas, dificilmente se negaria ao jogo erótico sem colocar em risco a sua relação. Se esta prática é boa ou má, lícita ou absurda, não cabe a pergunta e muito menos a resposta. A questão é se você, Letícia pode admiti-la com algum prazer ou rejeitá-la com angústia. Prazer e angústia são os sinais vermelho ou verde que assinalam o caminho a ser percorrido e reavaliado.
O destino final da viagem é por conta e responsabilidade de cada um, às vezes paga-se pedágios altos, outras se recebe vultosos royalties. O inevitável é que cada viajante, ciumento ou liberal deve assumir seu desejo ou não e se reservar o direito de praticá-lo ou não. É verdade que nestas questões todo juízo de valor coincide com a própria ideologia erótica, por isso os liberais liberam e os reprimidos reprimem. O que importa é ter honestidade suficiente para assumir as próprias fontes de prazer e a tolerância de permitir as opções alheias, mas nunca fazer algo imposto.
Seja bem-vinda Letícia e nos escreva mais e mais.
Beijos,
Na verdade, esses seus questionamentos e inseguranças já foram bastante abordados, desde o início do blog, nos artigos e comentários. Aos, poucos, se tiver tempo, dê uma olhada.
Sobre o ménage, vou lhe responder, “como homem” – entre aspas porque a sociedade insiste em afirmar e, vocês mulheres, em deixá-la acreditar que concordam com o fato de os desejos dos machos serem diferentes dos de vocês.
Todos estamos cansados de saber, sendo encarada como uma “perversão” comum a quase todos os homens, que eles querem, sonham, desejam estar com duas mulheres na cama. Muitos realizam tal desejo fora do casamento, deixando as esposas intactas. Porém, poucos aceitam a realidade de as mulheres também desejarem ter dois ou mais homens na cama. Com o seu marido é diferente e, assim como ele, conheço alguns outros que apreciam tal prática, por assumirem a excitação que sentem, em lugar do ciúme. Isso nada tem a ver com “doença”, desvio sexual, ausência de amor, etc.
Repondendo sua pergunta, essa história de que quem ama não divide é mentira romântica-religiosa. Na verdade, essa posse passa bem largo de um verdadeiro amor, o que pode ser bem esclarecido se você ler o que temos escrito aqui no blog.
Caso você consiga se livrar de suas “verdades românticas”, posso arriscar afirmar que também se perceberá excitada com a idéia de vê-lo com outra mulher. Mas a condição sine qua non para que essa seja uma prática saudável, é ambos terem certeza do carinho que um sente pelo outro, o casal precisa estar bem. A busca dessa prática com a única visão de apimentar a relação não funciona por muito tempo, pois acaba, realmente, enjoando. Porém, se vocês a vêem como uma parte da expressão da liberdade, de respeito aos desejos do outro, se o prazer do outro faz você se sentir verdadeiramente bem, a conotação de perversão e ausência de amor é esquecida e começa a surgir o prazer da ser livre e permitir que o outro seja. Qualquer coisa diferente disso, seria como se ambos estivessem pedindo para só ouvir mentiras, que é, exatamente, o que ocorre na grande maiorias dos casamentos.
Quanto ao fato de o seu marido não ter ereção quando só vocês dois estão na cama, certamente não é uma constatação agradável de se fazer. Há quantos anos estão casados? O desvanecimento da libido, após anos de casamento é algo mais do que normal. Quanto a isso, não tenho muito o que comentar. Creio que necessite conversar com ele e encarar de frente, sem frustrações ou tristezas, a realidade sexual de um longo casamento. Caso você mantenha suas certezas e a necessidade da exclusividade românticas sobre a falta de excitação por você, elas apenas a deixarão triste e confusa, pois são antagônicas às realidades. Como driblar esse incômodo é escolha exclusiva de vocês dois.
Uma última observação. Realizar os desejos dele apenas para agradá-lo é algo que, certamente, a agride, não lhe sendo saudável. Logo, creio existirem três passos básicos a serem dados: repensar a forma romântica que você enxerga que o seu casamento deva ser conduzido (o que não é nada simples); chegar a um acordo com o seu marido a fim de que tudo seja sempre prazeroso para ambos, e não uma imposição. O seu marido permite que você participe da escolha do parceiro? E a terceira seria vocês dois conversarem sobre a falta de excitação quando está apenas com você. Não que eu ache que irão encontrar uma solução; porém, precisam conversar sobre essa questão a admiti-la, sem constrangimentos.
Outra pergunta: você nunca sentiu prazer nisso? Sempre fez para agradá-lo?
Não se sinta culpada ou desinteressante. Posso apostar que a razão da sua dificuldade de ereção está no longo casamento.
Olá, Letícia. Muito oportuno seu comentário. Esse assunto levantado por você, tem sido “tema” dos meus pensamentos, por isso, faço questão de opinar sobre ele.
Acredito que manter uma relação autêntica, sem posse ou ciúme de corpos, seja possível sim, Paula é um exemplo disso, mas eu, Thaís, ainda não vivenciei e estou esperando, pacientemente, que um dia também aconteça comigo. Faço caminho cada vez que ando e a cada passo descubro que algumas certezas que eu tinha são muito relativas, embora não tenha me desvencilhado desses sentimentos. Acredito que o grande empecilho para esse encontro comigo mesma está relacionada ao meu ego exacerbado, e ego, nada tem a ver com amor, tem a ver com posse.
Como eu coloquei no comentário anterior, nada passa “blasé”, mas optei por analisar minhas sensações e fazer um balanço positivo sobre todas as experiências que tenho vivido, em vez de fugir delas.
Gostaria de comentar também sobre menage e casa de swing. Obviamente que não irei discorrer sobre amor autêntico e toda sua complexidade dentro de uma casa de swing. O que escreverei agora, será pontual e focado naquilo que li sobre seu comentário.
Não sou uma frequentadora assídua de casas de swing, na verdade fui muito pouco, mas não precisei passar da segunda vez para perceber que aquele espaço, nada tem a ver com minhas ideias sobre liberdade.
O que buscamos aqui, nesse blog, presa a liberdade como postura de vida e não o sexo livre. O que vejo nessas casas é a tentativa de saciar fantasias sexuais. Naquele “canto”, naquela cama, naquele motel, tudo é permitido, você é minha, eu sou do seu marido, meu marido é seu, porém, apenas sobre o olhar do “dono”.Caso o marido, ou a mulher, buscarem esse sexo com outro parceiro, sem que um dos dois esteja presente, nada é permitido.
Essa forma de pensamento endossa aquilo que venho analisando: a posse permanece. Posse e amor autêntico são dois sentimentos antagônicos.
É importante perceber que o sexo a 3, 4, 5….10, não pode ser a mola impulsionadora do desejo do outro em relação ao marido, esposa, namorado, etc. Ou seja: “só consigo sentir desejo pelo outro quando minha cama estiver preenchida por mais de duas pessoas”.
É essencial que o “estar a dois” numa relação sexual seja delicioso também e que os “complementos” venham apenas para suplementar, de forma prazerosa, o ato sexual.
Letícia, essa é minha parca opinião sobre isso. Não conheço você, não conheço seu marido, mas diante do que li, acho que pude esclarecer um pouco a confusão que as pessoas fazem entre amor autêntico e sexo pelo sexo.
Se de fato, a sua relação estiver tendendo a “tal mola impulsionadora” que citei acima, seria importante uma conversa franca entre vocês.
Quanto as suas dúvidas sobre a veracidade desse amor autêntico, é muito pertinente, basta você dar uma lida em alguns comentários feitos por nós e perceberá que “essa chuva” não cai apenas só sobre você.
Beijos, seja bem – vinda.
Laura, este não é um espaço para pessoas resolvidas, que já bebem dessa filosofia, mas sim uma oportunidade de pensarmos juntos. Estamos todos aprendendo juntos, inclusive eu, o criador do blog e escritor dos artigos. Começamos com muita filosofia, debatendo profundamente sobre e buscando as verdadeiras raízes das insatisfações femininas. O grupo de mulheres que nos acompanha desde o início sabe que percorremos uma estrada para podermos estar, falando de questões mais práticas e fazendo experiências com o que temos concluído juntos.
Se você ler os comentários do artigo anterior, verá vários relatos dessas inseguranças a que você se refere. Leia, pelo menos, a partir do artigo anterior, assim como os comentários das mulheres e verá que não existe aqui, praticamente, mulher alguma resolvida e que tire essa filosofia da liberdade de letra. Existem, apenas, diferentes níveis de permissões. Umas são mais ousadas, outra menos. Porém, todas estão começando a experimentá-la.
O ideal seria você ler os artigos na ordem em que foram escritos, pois há uma sequência lógica de pensamentos nos mesmos.
Há espaços para todas as tribos de dúvidas e incertezas. Fique com a gente e nos traga as suas.
Fico relendo esses comentários e penso que esse blog está cada vez mais interessante. O detalhe que vejo também é que ele parece estar solidificado por mentes parecidas, de pessoas que já estão fazendo o uso dessa filosofia, tanto na parte teórica quanto na prática. Ai, como ficam essas pessoas que não pensam assim? será que existe espaço aqui para que elas sejam tão verdadeiras quanto é o foco da proposta do blog? porque to achando assim como eu, vai ter alguém que seja romântica, que ainda carrega em si esses modelos de educação até mesmo criticados aqui. Como os relatos mais abertos são melhores aceitos, como ficariam as pessoas que querem falar de seus medos, de suas frustrações? mudanças não acontecem pelos simples fato de alguém fale e aí tudo muda, não é simples assim.
Achei ótimo o comentário da Letícia, porque senti nela uma transparência superior em uma questão que não está resolvida, é assim que acho que deve ser, porque senão, fica parecendo que todo mundo já passou por alguma coisa e não está mais passando.
Meninas, bastou eu dizer que tenho me emocionado com facilidade e vocês me provocam. Caramba! Que delícia tem sido ler esses relatos. Ainda não pude parar para comentar por estar enrolado a trabalho em SP. Porém, estou muito feliz por termos atingido esse patamar de relatos. Vários assuntos polêmicos estão por vir – como o que a Letícia acabou de comentar e que, apesar de ainda não estarmos dentro dele, peço que a respondam para que possamos ajudá-la – e, pelo nível de transparência que atingimos, será bem tranquilo conversarmos sobre eles.
Letícia, sugiro que, na medida do possível, leia o que puder dos artigos e comentários, para que nivelemos conceitos e que você possa compreender melhor o que iremos expor a você. Seja bem-vinda.
O relato da Paulinha, como solitário e corajoso “agente da verdade”, em seu relacionamento, fez-me pensar em uma proposta para vocês e todas que nos lêem: que tal trocarmos o medo da verdade pela repúdia à mentira? Se esta for maior do que a primeira, iremos nos preocupar menos com os resultados das expressões de nossas verdades. Se ela fez nas vésperas do seu casamento, por que não podem fazê-lo com um cara que estão começando a conhecer? Mas eu que isso já está ocorrendo. Parabéns a todas… não me esqueci da Raquel e da Regina, com suas iguais coragens. O problema é escrever sobre todos os comentários. Imagine depois que o blog for ao Jô? Cinco mil acessos por dia… já estou treinando. Não tem como comentar todos.
Recebi hoje um email sugerindo que visitasse esse site. Vejo aqui um monte de mulheres que me parecem bem resolvidas sexualmente, frequentando casas de swing, se relacionando com outros homens com a aprovação do marido, etc, etc. Não sei bem porque estou escrevendo aqui porque penso e desejo um relacionamento bem diferente das mulheres que aqui estão. Tenho um relacionamento que já dura 17 anos, temos afinidades, conversamos sobre nossos sentimentos. O meu único problema é que ele adora ménage, me ver com outros homens o excita demais, e se eu sair com outro homem ele vai achar uma delícia. Porém eu não consigo entender este sentimento. Já fizemos ménage várias vezes, pois ele insiste muito. O fato é que sempre faço porque tenho medo de perdê-lo.
Ando confusa quanto aos sentimentos dele, apesar de conversarmos muito. Ultimanente só fazemos sexo se fizermos ménage, pois entre só nóis dois ele perde a ereção. Acho que quem ama não divide. Eu não suporto nem a idéia de dividi-lo e ele topa tudo. Ele impôs este tipo de sexo em nossa relação. Vocês realmente acham que existe sentimento onde o amor aceita divisões? Não li tudo o que está escrito aqui, mas acho difícil viver proclamando tanta liberdade assim.
Thais, sua pergunta está longe de ser cretina rsrsrsrs.
Tem uma frase do Raul Seixas com a qual ele responde uma série de questões “Faça o que quiseres, há de ser tudo da lei!”. Mostrei a ele seu questionamento e ele disse que assim que der irá responder… Melhor por ele não?!
Beijoca.
Paulinha, quero fazer uma pergunta pra você e espero que não seja uma “perguntinha cretina”…rsrsrs. Leio seus interessantes comentários, percebo que, apesar de consciente, esse caminho que você tem trilhado ainda está em processo de construção. Mas e o seu marido? Como funciona isso na cabeça dele? Pra ele é um processo natural como é para o administrador, ou ele também titubeia em algumas situações? Seria muito interessante sabermos as sensações de uma vida livre pela óptica de outro homem. Não quero ser invasiva, sinta-se bem à vontade para responder, ou não.
Beijos.
Meninas…
Parabéns pela chance que estão se dando, por saberem aproveitar cada momento para não se esconderem, se exporem de forma expotânea e natural, para serem livres na prática…sem medo, sem vergonha. Percebam que não é tão difícil, basta relaxar…e “gozar” o momento. Ou seja, sequer pensar “e se”…façam o que têm vontade, divirtam-se e se permintam “ser” a diversão também…saboreim o resultado sem expectativas, aprendam e logo verão que isso SIMPLESMENTE faz parte de vocês mesmas. Não há segredo e é muuuito divertido!!
Thais, obrigada por esclarecer as coisas dessa forma. Paulinha, você medeixou muuuito sem graça agora, mas, obrigada…rs Acredite, você exagerou!!
“Mas o que acho que fez realmente a diferença é que só me envolvo com pessoas que realmente mexem comigo, pessoas que permitem que haja a troca e a individualidade, que mostram em outras questões de sua vida a total ausência de pré- julgamentos e restrições.”(Paulinha).
Preste a atenção, Paulinha, e percebeerá que agindo assim -natural,transparente, sem medo, sem coragem e nem vergonha- você, na maioria das vezes, atrairá pessoas assim!! Chega ser estranho…rs
Beijo
Olá a todas e ao Administrador,
Antes de qualquer coisa gostaria de parabenizar a Paula. Que mulher! Espero um dia quem sabe, deixar de ser Paulinha, em relação a esses assuntos, e virar Paula.
Fiquei impressionada com a naturalidade, sinceridade, autoconfiança e racionalidade com que lida com tudo!PARABÉNS!
Bom em relação ao assunto do post tenho duas situações para relatar, um primeiro momento em que me vi lutando pela minha liberdade e um segundo em que corri em busca da real verdade em TODOS os meus relacionamentos.
Como já foi dito meses antes do meu casamento decidi falar com meu então namorado, sobre a minha dificuldade de viver a mentira e de fingir que não havia desejo por outras pessoas.
Lembro que um dia simplesmente comecei a falar sobre meus medos do casamento e perguntar sobre os dele, no inicio ele ficava me olhando mudo e como é de costume ele diz que está tudo bem. Hoje sei que é a forma que ele tem de evitar assuntos desconfortáveis e evitar que eu entre com todo meu aparato de “mulher-analisada” e “psiquiatra” para convencê-lo de algo, RS.
Mas sou chata, e fui arduamente treinada para obter informações dos mais diferentes tipos de pessoas, horrível, mas sejamos sinceros, cada um usa a arma que tem e eu usei o conhecimento que tenho sobre o ser humano, seus sentimentos e a forma com que cada um lida com eles.
A conversa seguiu em todo momento sobre as minhas dificuldades, me coloquei no banco do paciente me abri para ele e comecei a perceber que ele por empatia, começava a falar mais sobre os medos dele, nunca relacionado ao desejo por outras mulheres, sempre rodeando e falando hipotéticamente, mantinha contato visual praticamente nulo, mal sinal rsrsrs. Foi então que falei “Por exemplo, nesses sete anos que estamos juntos, você sinceramente nunca desejou outra? Você realmente nunca teve um caso?” Só obtive negativas. “Sinceramente, acho muito difícil acreditar, teve períodos em que passamos meses afastados, ou você trabalhava demais ou eu, ficamos meses namorando pelo telefone, mesmo morando no mesmo bairro, conheço o tamanho de seu desejo e sexualidade, difícil acreditar que eles ficaram reprimidos.”
Expliquei que se estava fazendo essa pergunta é que estava preparada para as possíveis respostas que poderiam aparecer, e que isto não mudaria nada, que eu estava cansada das mentiras que via minhas amigas e amigos vivendo, que não queria deixar de viver, que sentia que havia muito mais por viver e experimentar, que sabia da vida dele antes do nosso namoro, apenas de fatos soltos, mas que sabia o quanto ele já havia experimentado e vivido a liberdade. Que não queria mais ser a pessoa responsável por acabar com isso, até porque sabia que em algum momento ele iria me cobrar caro por isso, o que não seria justo uma vez que estava ali disposta a mudar tudo. Que o invejava e gostaria de ter a chance de vivenciar o desejo, um relacionamento com outra pessoa, enfim aumentar o meu taxímetro. RS
Foi quando ele assumiu um caso com uma de suas alunas (ele da aula em curso para concurso público), me contou tudo, dos primeiros encontros até as noites de motel que passou com ela. Lógico que foi difícil ouvir, mas na boa, já sabia que algo havia acontecido. Ao invés de surtar, falei que era difícil ouvir e que achava mais saudável se isso não fosse proibido, que nos liberássemos para viver o desejo que muitas vezes tomava conta de nós. Dei-me conta que só não perdi o homem que sinceramente amava, pois a menina era de certa forma limitada e entrou numa de religiosidade fervorosa, tentando levá-lo com ela, exigindo casamento e conversão. Erro brutal quando se trata um historiador-geografo anarquista de alma livre e ainda por cima noivo.
Ele ficou meio confuso e então eu esclareci que queria viver e queria que ele vivesse também. A resposta dele foi “Quando te conheci, e você era aquela menina tímida que cobria o rosto vermelho de vergonha toda vez que ia falar, inacreditável, mas sabia que você tinha potêncial, sabia que um dia chegaríamos aqui!”. E assim começou nossa transição. Essa nova etapa do nosso relacionamento.
Essa transição nos leva a segunda história, logo após essa conversa conheci um cara na net, mais velho, gente boa, super carinhoso, mega enrolado, afirmava ser mal casado e no mesmo dia começamos a trocar torpedos, nos falávamos no telefone diariamente, me ligava para dar bom dia, boa tarde e boa noite. Conversamos sobre tudo, ele perguntava inclusive dos preparativos para meu casamento, vestido, festa, igreja, lua de mel… Passávamos o dia todo numa frenética troca de emails, torpedos e telefonemas. Nunca perguntei nada. Simplesmente não tenho essa necessidade. O pouco que sei da vida dele foi espontaneamente dito.
Quando nos encontramos não houve situação embaraçosa, ficamos conversando por horas e horas, fomos a um motel e nooooossa!!! Desde então nos falamos diariamente e nos encontramos sempre que possível.
Quando o administrador postou esse assunto me dei conta que nunca havia contado para ele que tinha um relacionamento aberto, o que vai de contra ao meu momento atual pró verdade e autenticidade, fiquei angustiada. Hoje sei que achava que protegia o que tínhamos criado, tive medo de perde-lo, porém me dei conta que se ao contar tudo, ele decidisse ir embora, o que achava que tínhamos não era real, e assim o medo se desfez. Decidi então falar para ele o quanto antes.
Ontem o encontrei e falei de forma clara que meu relacionamento era aberto que o meu marido sabia da existência dele e que entenderia se ele tivesse alguma restrição.
A reação dele foi realmente engraçada, disse que suspeitava de algo, mas não sabia o que, uma vez que não tinha problemas, como ele, para nos encontrarmos. E a partir daí iniciou um interrogatório amplo, perguntando as mais diversas coisas de uma forma até compulsiva. Lógico que a grande questão era saber se havia outros além dele, impressionante o sentimento de posse, até do amante!!!RS Disse que sim, mas que todos sabiam, e me sentia na obrigação de contar a ele tudo.
A resposta dele foi “Legal saber que você ainda tem vontade de me encontrar! Devo fazer algo certo. Gosto de você, não só pelo sexo que é muito bom, simplesmente gosto de você, e quero estar com você sempre que possível. Te admiro ainda mais agora.”
Sei que tive sorte, duas pessoas que realmente gosto entenderam e estão dispostas a viver esse momento ao meu lado. Mas não deixo de pensar aquela máxima de dois raios não caem sempre no mesmo lugar…
Acho que sinceridade e naturalidade como falei nos dois momentos, o fato de deixar o outro confortável para se expor, não me colando no papel da dona da verdade, colocando essa história toda como uma opção de cada um perante a vida e não uma questão de certo ou o errado, estimulando a empatia e a troca. Mas o que acho que fez realmente a diferença é que só me envolvo com pessoas que realmente mexem comigo, pessoas que permitem que haja a troca e a individualidade, que mostram em outras questões de sua vida a total ausência de pré- julgamentos e restrições. Pessoas que sempre se mostraram abertas a tudo que aparecesse. Novamente afirmo que esse seria o caminho natural a se seguir.
Nos dois casos sempre permiti a individualidade deles, nunca cobrei explicações de nada, simplesmente me recuso a esse papel. Só peço o sim ou o não. Os porquês cabem a cada um e não a mim.
Amando essa nova fase do blog!!!
Beijocas a todos
Lendo os últimos post escritos, senti vontade de contar a vocês a overdose de experiências que vivi nessas últimas semanas. Acho importante falar que não foram situações arquitetadas, tramadas ou maquinadas, como se eu quisesse me engasgar bebendo da água chamada liberdade. Tão pouco teve o sexo como objetivo. Tudo aconteceu tranquilamente e, surpreendentemente, feliz.
Permiti-me viver, em um curto período de tempo, situações que até semana passada permaneciam no baú das certezas absolutas: sexo virtual? Casa de swing com o “amigo do amigo”? “Agenciamento de putas”? Casa de swing com a “amiga do amigo”? Eu? Jamais!!!!!!
Pois é, preciso tirar urgentemente o nunca, o jamais e o sempre do meu vocabulário.
Inicialmente, quando isso me foi apresentado, tive um misto de sensações: negação, medo, recusa. Mas compreendi que se eu mergulho fundo dentro de mim a procura de entendimentos, não posso me privar de viver também pra fora.
Então fui lá e fiz.
Dizer pra vocês que tudo foi tranqüilo, seria uma incoerência com o que escrevi em um dos comentários que fiz, porque é difícil fazermos o que nos apetece sem eventualmente sofrer as consequências dos nossos atos. Mas cada pessoa tece a própria visão dos fatos e eu, protagonista dessa minha caminhada, tive um entendimento muito positivo, inclusive das coisas que momentaneamente geraram desconfortos.
Fui beneficiada com um presente: a permissão.
Possibilitar essa permissão foi essencial para abortar determinadas crenças sobre relacionamentos e sexo.
Das experiência que vivi, a mais interessante de todas, não envolveu o ato sexual. Estive em uma casa de swing e a única coisa que fizemos foi bater – papo durante 5 horas, aproximadamente. Saber-me ali, num ambiente propício para tal e perceber que o menos importante era o sexo de corpos, foi tão prazeroso como ter um orgasmo.
Conheci uma maneira particular de perceber o sexo, descobri que há diferentes formas de sentir prazer em estar com o outro, e que, portanto, essa perseguição desenfreada pelo senso – comum, é absolutamente infrutífera.
Apesar de não escrever muito aqui, sou bem atenta às sugestões que o administrador tem dado, até porque eu também penso dessa forma. É um saco dar uma de santinha. Mas sempre me faltou coragem.
Por acaso, nesse domingo, resolvi colocar essas verdades em prática com um rapaz que estava conhecendo. Não disse a ele que tenho vários namorados até porque não tenho, infelizmente. rsrsrs. Mas disse a ele que sou livre e que não quero compromisso formal, que quero ficar com quem eu quiser, etc. Ele durante todo tempo que ficamos juntos, me tratou muito bem e conversamos sobre isso. Só rolaram uns beijinhos. Vamos ver. Não sei se ele realmente me entende ou se é um falso liberal que só quer me comer para depois sumir. Não tenho nada contra que ele só queira sexo, até porque não quero mesmo namorar. Mas como acho que quase todas aqui, quero um amigo de verdade que faça sexo comigo, com quem eu possa conversar sobre TUDO, dar e receber carinho e fazer algumas loucurinhas que nunca consegui fazer com os chatos pentelhos ciumentos. Vamos ver. Quando eu descobrir quem realmente ele é vou contar para vocês. Mas mentindo ele ou não, administrador, obrigado pela dica. Estou começando a acreditar nisso.
admin: hoje lendo os depoimentos, de todas, aos poucos vou encaminhando minhas idéias. quando vc fala sobre mentiras,vejo que as vezes elas acontecem, até por imaturidade mesmo. De um tempo pra cá tenho cada vez mais, procurado ser eu mesma, ser feliz sem dependência de outro ao meu lado. Antes era incapaz de olhar pra um homem e sentir tesão, vontade de fazer sexo com ele e só.Agora não: acho isso normal, se eu to afim vou ser feliz e pronto. Tem 1 mês que conheci um homem pela net, nos vimos, conversamos e no mesmo dia marcamos de nos encontrar. “Ele mora no litoral do Rio” . Pensei que ele não fosse aparecer, pra minha surpresa na hora marcada ele me ligou, enfim nos encontramos, no começo foi um pouco sem jeito, mas logo fomos nos descontraindo, se soltando e foi mto bom, logo após esse encontro vieram mais quatro saídas e cada dia nos envolvíamos mais. Ele no primeiro dia me disse que era casado, que o casamento estava ruim e que a mulher queria a separação. bom, resumindo, qdo dei por mim senti que já estava me apegando mais do que queria e poderia, pois comecei a ver que aquela relação seria doentia, mulher ciumenta, fazendo escandalo, td que eu não suportaria. Então resolvi dar um basta e por um fim naquela história, que foi prazerosa enquanto durou. Depois veio a dúvida, será que não tive medo de perder, será que não tinha de ficar até onde desse? Não sei se fiz certo ou errado, se foi fuga ou menos um problema. De qualquer forma, não amarrei nenhum bode rsrsrrs, me diverti o fim de semana, liguei pra um ficante foi ótimo, mas tem hora que ainda paira a dúvida na minha cabeça rsrsr bjssssssssss
Bárbara!
Parabéns pelo seu relato! Rolei de rir aqui comigo no bom sentido, fique claro! É muito bom, né? Agora se me permite um conselho… em Ipanema, ao sentar pra tomar um café… evite o Cafeína na Farme de Amoedo. Uma vez quase apanhei do namorado de 1 cara que tava me cantando rssss. Embora eu tenha adorado, confesso que tenho umas sensações meio fora do “normal”. Mas quando vi o tamanho ( altura e largura) do marido tremi nas bases. A liberdade do ser às vezes é complicada, mas que é divertida isso com certeza!
Beijocas pra todos vcs!
Solange, falo por mim, mas até posso arriscar que falo por todos nós. Não percebi nenhum “tom” de predileção pelo comentário de Paula. Achei um elogio justo, até porque, dentre os comentários que tenho lido, parece-me que Paula tem a autenticidade como postura de vida. Tudo é tão natural para ela, que ela não consegue entender como podemos ter tantos conflitos. Ao meu entender, o administrador apenas quis nos mostrar que existem mulheres assim, e que é possível vivermos essa vida livre. Mais do que isso, que é possível vivermos essa vida livre e feliz. Seria incipiente demais acreditar que nesse espaço apenas pessoas bem resolvidas escreveriam. Se fosse esse o caso, não teríamos razão de utilizá-lo, seria como nos olharmos no espelho e encontrar apenas o reflexo do que somos. Qual seria a troca? Enfim, uma pena que queira deixar de colaborar com a gente. Espero que volte atrás, mas se caso isso não acontecer, tenha um Feliz natal!
Meninas, eu comentei antes mas deve ter passado despercebido, em meio a outros comentários. A Flor deixou um relato e pediu opiniões a respeito do que escreveu, no artigo “Por Que as Mulheres São Tão Tristes I”. Seria interessante darem uma lida.
Bárbara, parabéns pela coragem. Não imagina como fiquei feliz com o seu segundo relato, principalmente.
Levando em consideração minhas experiências, álgumas mulheres pelas quais me interessei realmente me deram um pouco mais de trabalho. Praticamente, nenhuma concordou de cara com minha forma de pensar. Sempre foram muitos questionamentos. Mas uma coisa eu sempre percebi, elas demonstravam: curiosidade. Algumas diziam que eu as assustava, mas, de alguma forma, elas também não se afastavam, como se se sentissem assustadamente atraídas. Era a liberdade que atraia e assustava.
Entendam que o que irão dizer para o homem, que respostas irão dar para determinadas perguntas e quando o farão não é o mais importante. Precisam usar o bom senso. Façam uma rápida leitura do perfil do sujeito e decidam se irão pegar leve ou pesado. Mas o importante é não deixar de “pegar”, de ser verdadeiras. Eu, particularmente, nunca fiz rodeios. Mas a forma e a velocidade com que passarão a mensagem da liberdade é com cada uma. Se acreditam mesmo no que temos conversado, através da autenticidade, os seus gestos e olhares serão leves e livres, assim como seus comportamentos em geral. E o homem, provavelmente, perceberá algo diferente no ar, em vocês, seres diferentes. O mais importante é que nunca mintam. Dessa forma, seja lá qual for o momento que escolherem para ser mais objetivas, o homem não se surpreenderá, pois a coerência as terá acompanhado desde a primeira conversa.
Nos últimos dias aconteceram duas coisas interessantes. Esbarrei numas situações…justo depois dos últimos comentários que fiz aqui no blog. E como diz uma amiga sintetizando aquele livro O Segredo:” A idéia é simples. Tudo que você pensa e deseja é atraído para sua vida. Como numa relação com o gênio da lâmpada e seu súdito, sendo o gênio, no caso, o universo, e você o seu “amo” (seu não, do universo…entenderam né???). Pois então, está desvendado o segredo. O autor desejou ficar rico e inventou essa história baseada na psicologia infantil para vender milhões de exemplares e deu certo né?
Bem, deixa eu contar algumas situações que vivenciei:
Situação 1: Conheci um sujeito que estava no Rio a trabalho. Conversa vai e vem, interesses em comum e vários beijos depois, levei-o ao hotel onde estava hospedado e marcamos de almoçar no dia seguinte. Escolhi o restaurante, escolhi o prato e em determinado momento ele me diz: “Linda, estou muito sem jeito. Me sinto mal desde ontem…Eu: o que foi? Ele responde: “me senti super estranho em ser levado para o hotel por você quando deveria ser eu quem deveria deixá-la em casa. E hoje quando entrei em seu carro novamente e é você quem me conduz, escolhe o restaurante, pede o que vamos comer…me sinto em papéis trocados”…Imaginem se o tivesse levado ao motel???
Situação 2: Estou sentada em uma mesa em um barzinho em Ipanema. Reparo que um sujeito olha insistentemente para os meus seios até que num determinado momento resolve vir à minha mesa e pergunta: “você pensa que somos realmente capazes de termos um relacionamento criativo?” E continua: “Pensa que realmente “o nosso amor a gente inventa?” – essa frase estava escrita na camiseta que eu usava, por isso ele não conseguia tirar os olhos dali….rs – e como o início da conversa merecia, foi um longo papo sobre relacionamento. Em um determinado momento ele me pergunta: “você tem namorado?”…pensei, vou fazer um teste aqui e como havia perguntado ao Administrador ver como reage: sim, tenho alguns. Tenho dois aqui no Rio de Janeiro, um em Goiás. Ele diz: “contando que você tenha tempo para todos eles e não deixe nenhum deles virar o mês sem vê-la, acho que está ok. O importante são as trocas, o quanto você os admira e o quanto você recebe de cada um deles. Passei por algumas mudanças intensas nós últimos dois anos, tanto externas quanto internamente e venho percebendo que nós podemos ser felizes quando escolhemos ser autênticos e podemos também criar e recriar a nós mesmos. Quando comecei a ter consciência da minha insatisfação com um monte de amarras, acreditei que poderia ser livre se eu me empenha-se para me libertar”.
Meninas, foi um presente moreno, alto, bonito e sensual…mas…tem sempre de ter um mas né? Nada é perfeito. O Deus grego mora no Qatar. Pode??? Tinha de ser tão longe?
Repensando as 2 situações, concluí:
Situação 1: Os homens são muito mais acomodados que as mulheres, morrem de medo de romper ou mesmo modificar o estabelecido.
Situação 2: A felicidade tem que ser conquistada. Conquistamos a felicidade aprendendo a aceitar e a expressar nossos próprios pensamentos e sentimentos. Buscando se auto-conhecer e se auto-determinar, transformando nossos pensamentos e sentimentos em vontade própria e nossa vontade em projetos de vida. Tornar-nos autônomos e correr nossos próprios riscos, assumindo o sofrimento dos erros e fracassos e o sabor dos acertos e vitórias.
E, claro, desenvolver a habilidade de dar respostas criativas e corajosas…rs.
Solange, mantenho o que afirmei sobre ninguém fazer alguém feliz ou “dar prazer” a alguém… agora acrescento: ninguém convence ninguém de nada. O verdadeiro convencimento é um processo interno que ocorre depois que VOCÊ digere as informações e tira suas próprias conclusões. Ele é uma ação solitária. O correto é afirmar “eu me convenci disso” e não “ele me convenceu”. Aqui, defendemos a liberdade e lançamos ideias… nada mais.
Sinceramente, neste momento, não vejo problema algum em elogiar a Paula. Não a considero melhor do que ninguém. Se parabenizo a coragem da exposição quando a mulher relata suas fraquezas, por que não parabenizar alguém quando escreve um longo relato afirmando que o que temos conversado aqui não é utopia, por ela, de alguma forma, vivê-lo? Claro que deveria ser um estímulo para todas. Sua afirmação não faz sentido. Pode ser que, mais à frente, “caia a ficha” e eu perceba que fiz algo que poderia ter sido evitado: elogiar. Estou avaliando o que falou e, se me perguntarem se tenho certeza de que fiz o correto, a resposta será não. Foi uma escolha. Após ler sua crítica, estou pensando…
Diferentemente do que você afirmou, eu não me importo nem um pouco com as discordâncias. Muito pelo contrário, desejo, e muito, que apareçam no blog cabeças que tenham dificuldades para entender ou começar a praticar o que aqui temos defendido. Apesar de muitos assuntos polêmicos ainda estarem por vir, considero já termos plantado a semente da liberdade da sexualidade nesse assíduo grupo que tem nos acompanhado desde o início. Convencer-se ou não, praticar ou não, são questões pessoais.
Porém, Solange, discorde dentro do assunto. Você reparou no que a Flor fez? Ela nunca havia entrado em um blog, conheceu o nosso, queria compartilhar um problema, escolheu o tema em que seu conflito e dúvida melhor se encaixasse e escreveu. Bom senso. Eu respondi e avisei, no atual artigo, a todas vocês sobre a chegada da Flor e onde estava o o que ela escreveu.
Eu recebo três, quatro comentários seguidos seus, muitas das vezes, realmente, dentro do assunto sexualidade, no entanto, completamente desconexos do assunto em pauta. Outras, nem isso. É como se você não lesse o artigo ou não conseguisse interpretá-lo. Simplesmente, ocorre uma catarse. Você utiliza o blog para vomitar as questões que te angustiam, aleatoriamente. Claro que aqui é espaço para isso, porém, faça-o dentro do assunto. Se percebeu, os temas são conexos, existe uma sequência de raciocínio, um avanço lógico e, como mediador, eu não posso permitir que percamos o foco.
Ofereci-me a você, mais de uma vez, para conversarmos à parte sobre qualquer assunto que não esteja sendo debatido, através de e-mail. Você não o fez.
Mais uma vez, estou refletindo sobre a sua indignação acerca do elogio à Paula. Se eu mudar de ideia, pode ter certeza de que pedirei desculpas a todas, aqui.
Obs: temos, no blog a Paula (recém-separada que mora em SP) e a Paulinha (a psiquiatra recém-casada que mora no RJ).
Admin, Não querendo desmerecer a Paulinha, com seus comentários,aliás muito bons, mas suas opiniões não me convenceram totalmente como você ressaltou, como também esse seu julgamento, na minha opinião, estritamente pessoal, sobre ela muito antipático , num blog onde há uma diversidade de pessoas com vivências , maneira de ser diferentes.Não só antipático como deselegante.Essa conduta , não sei qual o grau de conhecimento entre vocês dois, sinceramente me deixou sem estimulo para continuar escrevendo neste blog.Não que eu seja a máxima, muito pelo contrário, sei das minhas dificuldades, meus defeitos e qualidades, mas acho que o assunto, sobre a sexualidade feminina , seria muito mais rico e positivo se um número maior de mulheres , de estilos de vida diferentes, maneiras diversas de encarar tudo na vida pudessem participar sem esse ranço, tipo colégio, do professor eleger um aluno , que na concepção dele,logicamente, é o melhor aluno.Essa maneira de se conduzir, é uma maneira acho que já ultrapassada , típico como disse antes, dos colégios de antigamente, quer dizer,uma maneira de ser não muito democrática e aberta.No sentido não de existir diferenças nos comentários se fizessmos um julgamento de qual o comentário é o melhor escrito e mais coerente, tenho impressão que não é essa finalidade do blog. Pensei que fosse para proporcionar o debate entre mulheres e homens sobre a sexualidade feminina e imagino que um bom moderador não iria se importar se no meio dos participantes houvesse alguém que não concordasse com suas opiniões e de outros comentaristas.
Se alguém tem uma opinião contrária ao um grupo, expõe o que pensa sobre as coisas mesmo não sendo o que os outros queriam ou desejavam ouvir e se essa pessoa não é uma pessoa importante, famosa,etc, ela merece ser excluída do grupo, ser desmerecida, marginalizada por ter tido o pecado de expôr seu jeito de ser?
Fico admirada ainda mais com pessoas com um grau de conhecimento, cultura,etc que têm esse comportamento tão injusto,de dividir , de excluir quem pensa e age de forma diferente deles,e também de criar situações para que possam dizer ,viu , somos os melhores julgadores de quem merece ou não, ao invés de saber dar a oportunidade de mais pessoas de diversas origens, formações se expressarem , de ficar elegendo o queridinho do momento , porque esse está dentro de um padrão digamos assimilável ao senso comum das pessoas. E somente porque alguém teve a ousadia de pensar por si mesmo, mesmo sabendo que isso não agradaria a terceiros, ela tem que ser de uma forma ou outra julgada, não merecedora da amizade, do convivio com um grupo?
Acho que todas essas questões que estou colocando na mesa tem muito a ver com o assunto do blog, sobre a sexualidade feminina.De por que somente um perfil de mulheres tem acesso à felicidade plena e as outras estão fadadas às sobras?
Bem,já escrevi demais.Um bom dia e felicidades para todos e todas, Um Feliz Natal e Ano novo para todos.E que o ano novo traga mais tolerância, humanidade, solidariedade,união respeitando as diferenças,justiça,amizade, amor aos corações de todas pessoas, inclusive o meu. Beijos
Adm.
Embora eles se assustem mas “não larguem o osso”(snif), acredito que isso aconteça pelo fato da liberdade ser recíproca. A mesma liberdade que tenho com eles de poder dizer, -mesmo que só quando perguntam- de não precisar mentir, eles a tem comigo antes mesmo de saberem “quem sou” (rs)…sei lá, posso estar enganada, mas acho que é por isso também!!E acredite…o “namoro” fica até mais divertido,mais descontraído,mais inteligente e até mais leve…nesssas trocas de “informações” aventureiras em que acabamos trocando também aprendizados!! E a impressão que ele tinha a meu respeito inicialmente, acaba por desaparecer sem que perceba.E sem que ele perceba também, acabo me tornando sua melhor amiga…além de outras coisas…claro! rs
Paula, sem maiores comentários sobre o seu relato. É interessantíssimo ler você dizendo que não precisa de coragem para ser autêntica, assim como afirmando que eles – os homens – se assustam mas não “largam o osso”. Percebi muita firmeza em suas afirmações. Espero que sirva de estímulo ao grupo.
Percebo em você uma “vendedora” inata, não exatamente pela retórica, mas, pelo que percebi, pela naturalidade… você age, sempre agiu assim e nunca se deu conta nem se preocupou com o porquê. Nem considera – e acho essa sua colocação muito coerente – tudo o que temos conversado uma “filosofia”. Simplesmente, é algo normal, instintivo, desnecessariamente pensado ou calculado… simples, não?
Parabéns!
Meninas, a Flor, em seu primeiro comentário no blog, em Por que as Mulheres São Tão Tristes I, fez um relato sobre questões suas e solicitou a nossa opinião. Eu já dei a minha.
A respeito do Programa do Jô, agradeço o elogio, mas acho muito difícil esses assuntos serem levados ao ar pela Globo. Vamos aguardar a oportunidade de uma mídia alternativa.
“Não há transparência no nosso mundo por parte de todas as pessoas.”
Solange, se você ler o artigo com calma, prestando bastante atenção na mensagem, na proposta, tentando entender o que estamos discutindo através dos comentários, raciocinando a respeito, talvez perceba que estamos tentando, exatamente, encontrar uma forma de provocar essa transparência naqueles que não estão habituados a tê-la (todos), a fim de que esse encontro seja mais agradável e verdadeiro.
Nós mulheres temos buceta, os homens paus,um jeito bem descontraído de mencionar nossos orgãos sexuais.Dá uma sensação que estamos na sala de estar conversando entre amigos.Tudo isso dá mais leveza ao assunto e abertura para quem é mais tímido para se expressar.
A respeito da minha buceta, digo que nunca tive essa idéia que fosse um tesouro, algo precioso , que o príncipe, o coitado , teria que passar por vários obstáculos até chegar à caverna sagrada e misteriosa, minha buceta.A primeira vez que ouvi alguém falar assim , até não entendi direito de tão absurdo que achei.Nem o homem ,nem a mulher tem que se tornar um herói ou heroína para chegar lá,no pau ou na buceta,tendo que se sacrificar , fazer mil coisas , se humilhar,etc para finalmente se deliciar com o troféu.
Hoje essa palavras são tão corriqueiras, buceta, pau, vagina ,caralho, clitóris,etc ouvimos sem nos chocar, sem fugir, sem se envergonhar.O homem ou a mulher, penso, não vêem mais isso como algo de outro mundo, eles e elas querem que seus pretendentes consigam atingir seu corações, seus sentimentos, querem saber se conectar além do aspecto físico do outro, sentir se há afinidades, simpatia,sim, atração física também, mas não é o único fator que os ligará ou os fará chegar a ter um relacionamento mais intimo. Até pode acontecer de um homem e uma mulher que se sintam atraídos , numa festa ou qualquer outro lugar acabarem num motel ou mesmo no local da festa e depois haver ou não continuação.Mas boa parte das pessoas preferem conhecer a pessoa, verem se há afinidades, avaliarem bem se a relação será benéfica para elas.E mesmo assim muitos ainda caem em erro.Por isso acho que falar em sexo de forma fria como fossemos numa sorveteria e escolhessemos o sabor do sorvete dos nossos desejos ou pegassemos a buceta e o pau e juntassem e tchã, tchãn, dando aquele choque elétrico maravilhoso e depois a buceta e o pau cada um para o seu lado, acho tudo isso muito ,desculpe o termo, esse jeito de encarar o sexo,ou um relacionamento muito brincalhão e divertido e o sexo , afeto,sentimentos,etc são muito sérios para mim.
Isso só seria possível se vivessemos num mundo onde tivessemos certeza quem seriam as pessoas ,soubessemos o que estaria na mente do outro; de imediato, deu vontade, como haveria transparência, se amariam,saciariam seu desejo, mesmo nunca tendo conversado,só que o mundo não é assim.Não há transparência no nosso mundo por parte de todas as pessoas.Tanto é assim que nem sei com quem estou conversando aqui.
Raquel…
Já havia pensado nisso também e acredite…ele se sairia muuuito bem!!
Administrador, vou dizer meu sonho de consumo feminino, neste momento, lendo o seu último comentário: ver você no programa do Jõ, falando isso para o Brasil inteiro.
Sei o quanto é difícil –quase impossível- acreditar que existam pessoas, principalmente mulheres adeptas a tais “idéias”/filosofias sem medo, sem ciúme algum, sem sentimento de perda e mais…”idéias”totalmente inseridas na personalidade, na vida desde criança…e SEMPRE respeitando e entendendo o modo “contrário” das outras pessoas. Sinto essa dificuldade de compreensão das pessoas, na pele, praticamente desde que nasci. Exagero!!rsrs Desde minha entrada à adolescência, claro!Quero dizer àquelas que não acreditam que existem mulheres que são TOTALMENTE e NATURALMENTE encarnadas na tal “idéia” de liberdade TOTAL…Acredite, existe sim e em nada se tem de extraordinário nisso…digo, SOU assim e não acho que seja uma “virtude” em nada tem de excepcional…em nada! Acho totalmente….NORMAL!
Acreditem…ser assim, às vezes também tem suas desvantagens, em alguns aspectos…exceto em relacionamentos “amorosos”.
Muito do que nossas amigas aqui relatam, muito das “comemorações” pelas conquistas como mulher, como pessoa liberta, pela aceitação da “idéia”/filosofia, etc….eu tenho de forma natural e prática em mim. Já começando por nunca ter pensado em tudo isso como simples “idéia” e acho que nem mesmo como “filosofia”…rs. Ou seja, ter a alma, o corpo e a mente livres para TUDO sempre fez parte de mim. Não estou dizendo que ao longo de minha vida…tive experiências em que caberiam em um livro….pelo contrário. Por exemplo, sexualmente falando, posso dizer que na prática mesmo…sou bem careta (como em muitas outras coisas…nas quais vocês nem imaginam!rs) Mas, quando -e se- surge uma oportunidade de praticar, -como surgiu coincidentemente neste final de semana- seja o que for…de sair da caretice…eu o faço sem medo e sem preocupação com o “depois”, embora NUNCA sem antes pensar antecipadamente (não sou impulsiva…defeitinho meu! Preciso pensar, mesmo que por alguns segundos para que não haja arrependimentos….como NUNCA houve)…faço sem ansiedade alguma, sou paciente, cautelosa, sem pressa…sem expectativas… sem ciúme…sem posse…com vontade de fazer e quando acontece…sinto como se já o tivesse feito. E a única certeza de que tenho de tudo o que acontecerá de diferente, será o fato de que jamais me decepcionarei, embora, lá no fundinho de mim –confesso- eu tenha vontade –às vezes- de experimentar tais sensações, principalmente o ciúme, a posse o medo e também a perda. Gostaria também de ter a facilidade de vibrar como as pessoas fazem nessas situações…quando algo acontece, pelo menos nas minhas primeiras vezes. De alguma forma fico sempre muito feliz pela outra pessoa, por suas “conquistas”/comemorações/vibrações. Mas, só consigo vibrar…comemorar comigo mesma e compartilhar aos demais , quando se refere à alguma conquista minha…advinda de algum esforço que tive que fazer…etc. E fora do contexto sexual, mais ainda…não tenho medo de perda, de rejeição, de me apaixonar e não se correpondida…não tenho ciúme e sequer medo de sentí-lo (estou aberta até a isso…aliás, seria de fato, uma sensação diferente pra mim!!rs), e principalmente, NUNCA deixei de agir, de pensar e nem de dizer…com MEDO de que as pessoas, fossem pensar, dizer…ou agir contra mim!! Não sei bem porque sou assim, não vou me preocupar a essa altura da vida e muito menos deixar de passar às minhas filhas essa “idéia” (rs) como educação. Já que me sinto bem melhor assim sendo como sou. Mas, admito que as pessoas que estão longe dessa “praticidade” toda, às vezes mais histórias pra contar…pois já conviveram com diferentes situações em que foram “obrigadas” a sentirem diversas sensações…enquanto que as minhas, por causa disse meu jeito mais prático de ser, embora totalmente natural, seja mais “limitado”…sei lá!! E quando resolvem sair do mundo menos prático…têm mais ainda a sentirem: as NOVAS sensações…as buscas e as conquistas –e também as decepções! O que é extraordinário! Então…pouco tenho a dizer, porque NUNCA sofri por motivos que fossem contrários ao que sou e principalmente pelo que sou. De fato, sempre acreditei e pratiquei o fato de que a única pessoa que me move à felicidade sou eu mesma…depende única e exclusivamente de mim, mesmo que tenha no contexto uma outra pessoa. Por exemplo….com relação à dizer ao “ficante” …se “fico” com mais algum ou alguns…não tenho problema algum em dizer isso. Claro que não saio por aí dizendo: “Olha, cabra…é o seguinte, você está comigo aqui, agora…ta tudo muito gostoso, muito legal…mas, saiba que tem uma pilha de senhas aqui ainda pra distribuir, hein!!” Conforme a conversa vai evoluindo…o assunto vai surgindo –e se surgir-, sem medo, sem vergonha e sem “coragem”…de forma natural, relaxada…simplesmente não minto. Digo a verdade…uma vez que eles queiram saber…acredito que estejam no mínimo preparados para ouvi-la e se não estiverem…azar o DELES!! E sorte a minha saber logo como serão suas reações…mais um desafio pra mim…adoooro! E tenho certeza de que tal comportamento me leve à seduzi-los até como consequência, mesmo que se surpreendam num primeiro momento e se decepcionem no segundo!!rs. Não me preocupo nem um pouco como reagirão e muito menos o que “pensarão” a meu respeito. E o mais interessante é que NUNCA aconteceu de “perdê-los”…pelo contrário, de forma estranha, eu os sinto ainda mais perto de mim –quando os quero, claro!rs. Digo…nem por isso, por saberem que não são os únicos, embora saibam e sintam que são pra mim, homens de forma especialmente especiais….deixaram de gostar de ficar comigo, nem por isso, deixaram de me procurar e quando o assunto ressurge –talvez por curiosidade deles mesmo- , eu continuo não mentindo…simples assim!! Tão simples que ajo dessa forma não apenas com meus “amigos” mas, com todas as pessoas que comigo conversam sobre o assunto. Claro que para surgir tal assunto, necessário que me conheçam, tenham comigo certo grau de “intimidade”…e independente disso (do grau de intimidade com a pessoa com quem converso), deixo claro que em nada é vergonhoso, que não há dificuldade nisso e não há motivo para negar….para mentir. Desde que haja princípios éticos em prática e jamais prejudicar aos demais e principalmente, prejudicar-SE. Agora, o que “pensarão”…e mais: o que “dirão” a meu respeito? Hahahahahaha….fui educada –mas não condicionada- a não me preocupar com isso e assim o faço até hoje, inclusive, assim educo minhas filhas. Vai ver, por isso…simplesmente tenho todo esse comportamento naturalmente natural e transparente não à toa!! Nunca me preocupei se sou ou se serei aceita e jamais me esforcei para tal…talvez pela minha facilidade –o que acho que não passe de uma obrigação como “pessoa”- de aceitar as pessoas como elas são! Ou seja, respeitar o jeito “contrario” do próximo, ao meu de ser…acreditar que ela é feliz assim, isso inclui também os tão aqui mencionados românticos (coitados!!rs). Sei muito bem o que quiseram dizer sobre os românticos, suas aflições, suas necessidades de se esconder, seus medos, etc. Acredito que mesmos estes ainda sejam autênticos e muitos deles, felizes sim, em sua forma de ser…pois estes, não se envergonham de ser românticos quando querem ser…não deixam de ser “transparentes” por isso. Mesmo sofrendo…nem todos sentem medo e vergonha de ser o que são e por causa disso, são felizes!! Percebo que seus momentos de felicidade são intensos e bem aproveitados…mesmo que de curta duração e se arriscam a voltar a tais momentos mesmo sabendo que depois vem a passageira e leve “depressão”, decepção, sofrimento. São formas de vida e devem ser entendidas. Percebo também que nem todo romântico é ciumento e mais…nem todo “não-romântico” deixa de ser ciumento, pelo contrário, conheço muito dos “não-românticos” que são por demais ciumentos e possessivos…e isso sim, é para eles e para os que os rodeiam muito negativo, ou seja, é pior do que ser simplesmente “romântico”!! Não sei porque de repente falei sobre isso…talvez por escrever pouquíssimo aqui e quis aproveitar a oportunidade para defendê-los…rs.
Com tudo isso, agora que terminei e reli o texto, cheguei à conclusão de que ser prática assim, me evitou mesmo sofrimentos…no que diz respeito à relacionamentos e não estou pedindo para tê-los, prefiro assim mas, também me peguei com vontade (ou sei lá como definir) de sentir “novas” sensações (ciúme, perda, rejeição, paixão não retribuída)….e agora, PQP??!!
Percebi que tais sensações eu permito à alguns sentirem, que se relacionam comigo, nunca havia pensado nisso (deve ser carência)…também quero um puco!!rsrsrs
Bom…espero que passe!! Vou pra casa tomar um banho e quem sabe nem me lembre mais disso! rs.
Beijo à todos e todas
Olá, Laura. Seja bem-vinda.
Muito bom saber que vem nos acompanhando, quietinha. Melhor ainda, agora, por ter resolvido participar. Quando da criação do blog, meu objetivo foi exatamente esse: proporcionar um espaço para o encontro de mentes parecidas, a fim de que não se sintam solitárias em seus pensamentos e conflitos. Como foi comentado pela Gisele, para que percebam que não são ET’s.
O romantismo nos vende a idéia de que a boceta é um tesouro. Como já falei anteriormente, do lado feminino, sempre que eu falar de sexo, mencionarei boceta e, do masculino, pau. Nada de vagina, xaninha, preciosa, perereca, “lá embaixo”, como a grande maioria das mulheres se refere, por razões históricas, com vergonha de reconhecer ter uma região exclusiva de prazer, como se não quisesse assumir gostar de sexo. Vagina é para a procriação e este aqui não é um espaço ginecológico. Sugiro que, se por acaso, alguma de vocês não a chama de boceta, que comece a fazê-lo, pois essa simples prática atuará positivamente em conflitos inconscientes que vocês possam ter.
Voltando, ao assunto, o romantismo, através da igreja, nos faz acreditar que a boceta é um tesouro e o sexo sagrado. Só merecerá chegar até ela o desbravador do amor que perseverar em fazê-la acreditar que ele a ama e que cuidará dela, transpondo todos os obstáculos que, na verdade, não passam de algumas necessárias garantias para que a mulher transponha suas culpas. Na cabeça dela, o fácil acesso a esse tesouro fará com que o aventureiro não lhe dê o valor que ela acha que tem e logo se desinteressará. E o pior é que, em muitos casos, é verdade.
Hoje em dia, eu também considero o sexo algo precioso. Porém, estou aprendendo que ele não obedece à lei de mercado da oferta e da demanda. Ou seja: ele pode e deve ser precioso sem ser raro. A preciosidade não seria devido à sua escacez, ao difícil acesso, e sim devido às maravilhosas sensações provocadas por encontros verdadeiros, sem mentiras. Com tantas preocupações decorrentes dos medos e dúvidas a respeito do que o homem está pensando, se ela não poderia ter esperado mais um pouco para dar para ele, se ele vai ligar no dia seguinte, se finalmente ela conseguiu ou não um namorado, etc, é impossível haver um verdadeiro encontro. O que seria esse encontro? O encontro das duas almas, das duas essências, de duas verdades.
Claro que é muito natural conversarmos com uma pessoa e, se nos sentirmos atraída, pensarmos em sexo. Durante séculos, a igreja propagou a ideia de que somente há dois tipos de sexo: o sagrado, dentro do casamento, e o sujo, que seria qualquer outro diferente dessa condição. Será que essa sua tristeza, bem inconscientemente, não seria decorrente dessa ideia?
Terminando, vou deixar aqui uma afirmação para reflexão e posteriores conversas. Acredito que muitos discordarão, mas é o que venho concluindo, através das experiências que tenho vivido. Dificilmente, uma pessoa, mesmo sendo solteira, seja homem ou mulher, sentir-se-á verdadeiramente livre e feliz como indivíduo – não como um mero componente de uma sociedade, se a sua questão sexual não for resolvida. Estou começando a defender que a total libertação dos tabus a respeito do sexo nos leva em direção ao desenvolvimento pleno da sexualidade e muda a nossa forma de nos perceber como seres humanos e, como consequência, de enxergar a vida. Essa libertação nos faz ficar mais sensíveis, menos invejosos, críticos e julgadores, torna-nos humanos mais nobres.
Durante o processo de livramento das culpas que envolvem o sexo, à medida que vamos evoluindo, cada vez mais trepamos menos, podendo chegar a um ponto em que não se trepa mais. Começa, então, a haver uma verdadeira e, cada vez mais intensa, comunicação entre os dois corpos, entre as duas almas, em forma de energia e vibração. É algo emocionante e indescritível. Existe o “fazer amor” romântico, já velho conhecido de todos nós, em que “garantias e certezas” são imprescindíveis. Hoje, estou descobrindo um “fazer amor” que nada tem a ver com aquele, no qual somente a “comunicação” é imprescindìvel e que jamais deixaria alguém triste quando percebesse alguém ao lado intencionado em fazê-lo.
Considerando a existência ou não dessa comunicação em forma de carinho verdadeiro e descompromissado, energias e vibrações, durante o sexo, posso afirmar que muitos românticos fazem pouco sexo e, proporcionalmente, trepam muito. Eu, atualmente, posso considerar que tenho uma vida sexual bastante ativa, no entanto, estou no caminho de não trepar nunca.
A Força Criadora que nos rege, assim como aos nossos corpos, fez-nos puros e perfeitos. A sociedade em nós instalou a necessidade de mudar o curso individual e natural de nossas vidas e de mentir. Com isso, as possibilidades de sensações maravilhosas e sentimentos puros foram extremamente limitadas pelos ditados modelos de comportamento. Tenho a sensação de que isso foi um castigo da natureza. Aqueles que conseguirem ou, pelo menos, forem perseverantes na busca do retorno à nossa condição primeira de estado d’alma, quando não existiam mentiras, serão premiados com uma rara e maravilhosa lente, que mudará completamente o modo que enxergam a vida. Novas e desconhecidas sensações virão a reboque, como bônus. Não tenho dúvida alguma de que uma delas pode ser o verdadeiro amor, também, bem conhecido – apenas em palavras – como incondicional. Se existem condições para se amar – e a maior delas é que o outro não seja quem realmente é, pode-se sentir qualquer coisa, menos o tão buscado amor.
Sempre que me deparo com a hipótese de um encontro estar relacionado ao sexo me entristeço. Não é nada comum em um encontro não o foco principal não ser o sexo, por isso ele é tão falado aqui. O admin fala da “venda” de uma filosofia, aí fiquei pensando em como seria um encontro, onde não se conhece em nada a pessoa. Como seria a abordagem de um assunto como este? Será que com esses pensamentos, perde o valor a atração física, o olhar, o ato de seduzir? Sempre pensei praticamente igual a muitos relatos aqui expostos, sei que alguns diferentes pelo fato da maioria dessas idéias serem de um homem com experiências vividas. Mesmo assim, creio que é extremamente difícil “vender” esse produto assim sem medo de arriscar tudo e perder tudo e ainda sair mal compreendido. Daí já vem outra questão, pra que mesmo esse empenho todo, se ninguém precisa seduzir e nem ser seduzido a nada? Nas questões relacionadas ao romantismo, sei que se vive um monte de “faz de conta”, mas este está tão presente na vida de todo mundo que chega a passar despercebido. Sexo para mim, sempre foi o fim, jamais o começo de nada… Fala-se em livre arbítrio, isso é a forma mais bela de sentir a liberdade sendo que quando se pensa em liberdade mesmo que seja em uma pequena parcela se pensa em sexo. Isso é fato.Todos esses assuntos merecem todos os tipos de interpretações, dos mais antigos, aos mais modernos . Se infiltrar na mente feminina creio eu ser no mínimo um abuso do homem admin. ( que isso seja um elogio) e não acredito que uma mulher possa ser totalmente adepta a essas idéias sem medo algum, sem ciúmes algum, sem sentimento de perda algum etc. Gostaria de dizer que curto muito os post aqui colocados, me sinto diante de assuntos mal resolvidos dentro de mim, que aos poucos aparecem mentes parecidas.
Solange, entenda que o livre-arbítrio diante do sexo é apenas uma pequena parcela da expressão da liberdade. O objetivo principal, aqui neste blog, não é falar sobre sexo – apesar de que sempre falaremos dele, e sim sobre liberdade e sexualidade femininas. Perceba que é impossível falar sobre liberdade sem atacar o romantismo, simplesmente por ser o agente repressor da individualidade. Mais uma vez, entenda que relação romântica é toda aquela em que a VERDADE é o que menos importa e em que o lado “ofendido” pensa ou diz: “estou cagando e andando para o que faria você feliz de verdade, para os seus desejos, curiosidades e vontades, para a sua liberdade, direito de ir e vir, etc; nada disso me interessa. Simplesmente, é ASSIM QUE FUNCIONA e você me deixou chateado, magoado, com raiva, irado, por ter quebrado o contrato e não ter feito ou dito o que EU e a sociedade esperávamos..”
Esse tipo de relação vai muito além das existentes entre casais. Ela existe, também, entre pais e filhos e entre amigos.
Solange, parece que você não lê o que tanto temos escrito e debatido. Você expressa dúvidas sobre assuntos já bastante comentados. Já repetimos diversas vezes que o fato de ser livre não fará com que a pessoa esteja condenada a viver sob o julgo da solidão, que não vai ser amada, que não amará, etc. Muito pelo contrário. O ser livre é o que apresenta verdadeiras condições de ser realmente amado, de saber o que é amar de verdade e ser eternamente admirado.
Mais uma vez, irei reafirmar:
1) Ninguém faz ninguém feliz;
2) Prazer algum é dado, ele é sentido. O “outro” não é o agente do seu prazer, ele é um participante. A sua mente o é; e
3) Ninguém deveria precisar de ninguém para se sentir seguro. Ou você o é, sozinho, ou viverá como um parasita, precisando do sangue, da energia de alguém para se sentir vivo.
Acredito que, se você começar a focar menos com o sexo e a tentar entender o real sentido da palavra liberdade, o que escrevemos e comentamos aqui começará a fazer sentido para você.
“Ninguém dá prazer a ninguém, assim como ninguém faz alguém feliz. Prazer e felicidade são permissões.Só dependem de nós; os outros são coadjuvantes. O romantismo vive tentando nos convencer , e consegue, de que alguém tem que assumir o nosso lugar de protagonista de nossa história, quando ele é o papel exclusivamente nosso.”
Se ninguém dá prazer ou faz alguém feliz porque então procurar alguém para amar e ser amado?São permissões?
Como assim? A busca da felicidade, do amor , do prazer ,etc são os motivos das movimentações humanas e sabemos também como as pessoas sofrem para atingirem todas as expectativas , ideiais do permitir-se ser feliz e sentir prazer.A vida das pessoas são diferentes uma das outras,apesar de na essência estarmos buscando as mesmas coisas, a tal da felicidade; e ao mesmo tempo tão complexas com as suas escolhas, decisões, caminhos percorridos , tempos e maneiras diferentes de se movimentar. Penso que a felicidade não depende somente de um lado, tem que existir reciprocidade, nunca o prazer e o amor são unilaterais.Se fosse assim, então seria mais apropriado se masturbar somente ou viver eternamente isolado numa ilha.Amor, felicidade, prazer e amizade são trocas e não depende só de um lado.A movimentação, as ações nesse sentido não são feitos só dum lado, senão seria até injusto com a pessoa.Ela tendo sempre que ser a protagonista da história, é um peso muito grande para se carregar.Somos protagonistas e coadjuvantes ao mesmo tempo.No sentido de respeito mútuo, de saber entender , respeitar o tempo do outro, de que não sou a única pessoa neste mundo, onde os outros ou eu tenho que está a mercê dos caprichos de terceiros, isso não é saudável, educado de não dar a oportunidade, numa relação ,ao outro de ser também protagonista.Numa relação afetivo sexual, temos que compreender que talvez o outro não tenha as mesmas experiências que eu, não tem o mesmo pique que eu,por falta de prática não de capacidade, que talvez,sim, tenho que ser mais paciente, mais sensível,saber fazer o outro se descobrir , aí diria,concordando com o admin a respeito do emprego desta palavra, se permitir conhecer tudo que está contido em seu corpo, sua alma e desta forma também aprender, compreender , saber amar o outro e a si mesmo junto com uma pessoa que saiba entender seu tempo, que você tenha certeza que está sendo sincera contigo , que seja uma pessoa que saiba amar a si mesmo e as outras pessoas , não no sentido de dizer, oh como sou bom, amo todas as pessoas, não é isso, amar no sentido de respeito, no sentido de ter uma compreensão mais lúcida sobre a vida, e não no sentido de ter que amar fisicamente ou emocionalmente e estar ao lado da pessoa mesmo não tendo afinidade, simpatia,mas o amar no sentido de saber que todas as pessoas merecem ser felizes e serem amadas .Se não sinto afinidade, simpatia por alguém é melhor nem se aproximar, para não machucar ou ser machucado pelo outro.
E o que é romantismo? Romantismo é saber que eu tenho parte de responsabilidade na vida da pessoa que escolhi como amante, parceira, companheira para a minha vida, responsabilidade não como algo forçado, possessivo,autoritário, que tenho poder sobre as pessoas, mas responsabilidade sim de fazer o outro feliz e não fazer sofrer, sendo egoísta, e também saber que a reciproca também é verdadeira.Se isso é ser romantica, sim, sou romantica.Acredito no respeito,no amor, na amizade, na felicidade mútua, mesmo diante de todas adversidades, vicissitudes que possa se abater sobre as pessoas e as relações como um vendaval,uma tempestade que nos assustam, nos amedrontam mas que dali algumas umas horas surge de novo o sol num céu azul e límpido.
A espera não quer dizer esperar que a pessoa que desejamos caia do céu , direto nos nossos braços.Não vejo assim essa espera, mas compreendo essa espera como a espera de encontrar alguém que faça a mulher ou homem
se sentirem seguros, certos que possam dar um passo rumo ao amor e desta forma exercerem a sua sexualidade de forma a aproveitarem , sentirem prazer, se realizarem plenamente.A espera de sentirem qual o momento mais apropriado para que tudo isso aconteça da melhor maneira possível para que os envolvidos nessa estória não saiam machucados, marcados com algo que nunca esquecerão, mas não como algo bom, mas sim algo que só trouxe traumas.
A sexualidade é algo que deviamos ter muito cuidado para exercê-la, porque não envolve somente a ação de corpos e suas sensações prazerosas; implica também em sentimentos, expectativas, afinidades, reciprocidade e envolvimento.
Espera sempre como sinônimo de maturação que se processa dentro de cada pessoa, em tempos e formas diferentes.
Para que os envolvidos nessa estória não saiam machucados ou frustrados e sim plenamente realizados e satisfeitos, a espera é o caminho para sabermos qual o momento certo que tudo isso venha a acontecer da melhor forma desejada.
Obrigado, Guta. Creio que o caminho seja esse mesmo. Apenas uma observação: eu não disse que “é preciso ter certeza, ao menos, do próximo passo”. O que digo é que é preciso ter certeza de que podemos ser felizes dentro dessas escolha e idéias de liberdade. Com relação aos passos, que são as experiências, só precisamos estar certos de que os queremos dar e viver. O resultado é detalhe.
Bárbara, quando eu comecei a escrever o meu livro e, bem mais tarde, resolvi criar este blog, eu não tinha referência alguma sobre como agir. Nunca a tive. Simplesmente, algo dentro de mim pedia para que eu mudasse. A única certeza de que tinha é que algo tinha e tem que mudar nos relacionamentos – a começar pelos meus, pois eu estava cansado de olhar passivamente os casais conhecidos e amigos mentindo uns para os outros, dizendo que se amavam, quando, claramente, observava-se vários sentimentos ruins entre eles e atitudes completamente contraditórias ao que chamamos de amor. Cansei de mentiras e, cada vez mais, doia o quanto elas me aprisionavam. Mas não tive orientação alguma. O método que comecei aplicando foi puramente instintivo: o da verdade. Hoje possuo conclusões e pensamentos estruturados que foram sendo formados com as experiências
Respondendo à sua pergunta, o que lhes sugeri não tem embasamento prático, pois não sou mulher. Mas, mais uma vez, acredito ser completamente possível. Eu curto tanto essas descobertas que, se eu pudesse, viraria uma mulher, agora, para começar tudo novamente, cair em campo experimentando, buscando as conclusões sob a ótica feminina. Então, daqui a alguns meses eu retornaria com um relatório pronto para vocês. Mas isso não tem graça, vocês perderiam o melhor da festa: a excitação provocada pela incerteza e os prazeres das próprias descobertas. Depois, eu poderia virar lésbica, depois gay, etc, fazendo o mesmo trabalho, com o objetivo de superar os conflitos e desvendar as verdades do mundo de cada classe. O desafio, descobrir-me, observar as mudanças de comportamentos e ver as pessoas mais felizes me excitam demais.
Não pense em perder o melhor da festa. Vá e tire suas próprias conclusões. Percebo que você está tendo medo de errar, tentando prever, já de cara, as reações masculinas. Não faça isso. Perceba o tesão e a adrenalina da prática kamikase.
O nome do meu livro é Paridade Sexual. As essências de homens e mulheres são muito parecidas. Como obstáculos à liberdade, do lado deles, temos o machismo; do de vocês, culpa e receio da não aceitação. Pode ter certeza de que eles querem o mesmo que você. Primeiro acredite, depois, mostre a quem lhe interessar que é possível ser feliz sendo livre.
Administradorrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr!
Agora quem vai precisar de 1 caixinha de lenços de papel sou eu…
“O romantismo vive tentando nos convencer – e consegue – de que alguém tem que assumir o nosso lugar de protagonista de nossa história, quando ele é papel exclusivamente nosso.”
Clap, clap, clap!!!
E quem além de nós mesmas é dona da história?( pra mim com h, porque cada estória nossa tem o mesmo ou até mais peso do que a história da humanidade…)
Ando sendo a minha própria cobaia, às vezes paro, porque sinto estar indo com muita sede ao pote; ou por medo; ou pela dúvida. Respeito os meus ritmos, as minhas incertezas.
Resolvi dar a cara à tapa e mandei um email pra 1 amigo colorido chamando-o para 1 nova experiência. É uma das minhas relações mais caras. Mandei empolgada e quando ele respondeu topando… meninas… me deu uma tremedeira de medo, de paura, de ameaça da perda do que já temos, dele sentir-se menor, maior, dele me ver com olhos diferentes e piores…
Nos falamos e passei pra ele todo esse liquidificador emocional na última potência… ele “adorou” que eu estivesse me sentindo assim, pois caso contrário pra ele seria uma coisa banal, um oba-oba e ele 1 brinquedo.
Descobri que se chegarmos a 1 solução quanto às nossas inseguranças… seremos dois ” marinheiros de primeira viagem”.
Que sensação maravilhosa essa, de poder ser franca, de poder ser e admitir as suas dúvidas e fragilidades. E de poder propôr coisas diferentes, mesmo com medo de não ser aceita.
De caminhar de mãos dadas rumo a novas possibilidades respeitando o seu limite e o do outro e dando 1 passo e percebendo que o mesmo foi um pouco mais esticado.
E como o administrador disse é preciso ter certeza, ao menos do próximo passo. E a nossa caminhada, corrida, maratona, ultramaratona é feita de passos, às vezes velozes, rápidos,outras, passos de bêbê.
Não quero vender produto, embora tenha entendido que em termos didáticos a escolha do termo pelo administrador tenha sido perfeita.
Eu, ao longo da minha história direta ou indiretamente fiz escolhas que me permitiram hoje trilhar o que eu desejo. Nunca procurei o modelo de casamento tradicional.Filhos? Os quis durante um só momento. E confesso, que naquele momento minhas faculdades mentais, não estavam lá essas coisas.
Hoje percebo o quanto sou absolutamente feliz pelas minhas escolhas. E diga-se de passagem… muito invejada.
Essas escolhas, repito: escolhas, me deram uma série de vantagens por um lado, por outro algumas dificuldades.
Mas o saldo final continua sendo positivo e acima da média sete rsrsrs. Ahn e como!
Beijos e bom fds
Creio que se tivéssemos crescido associando os verbos amar e foder seria tudo mais fácil. Recebi um email com uma releitura daquela série Amar é…da Kim Casali, que explorava as declarações de amor de um casalzinho peladinho – Amar é olhar nos teus olhos e ver os meus no reflexo dos teus…lembram? Se pudéssemos colecionar um albúm com outro tipo de amar é… – amar é botar na bundinha dela todo dia; amar é segurar discretamente a piroquinha dele; amar é dar uma trepadinha em pé com ela; etc, etc…Talvez hoje pudéssemos fazer o que o Administrador disse com facilidade. Vender nossa filosofia de vida. Poderíamos estar numa relação onde teríamos a “permissão” para explorar nossos sentimentos e sensações. Poderíamos nos permitir ao safári criativo das emoções. Dividir nossos conceitos ostensivamente progressistas a respeito de relacionamento, etc.
O quanto será que a Kim Casali contribuiu para a construção do imaginário amoroso atual que liga ao amor tudo aquilo que é abstrato, divino e incorpóreo, deixando a parte da carne para outras palavras, como “sexo” e “paixão”???
Concordo que vender essa idéia para um homem depende do quão 100% você acredita nela e do quão 100% você realmente a quer. Hoje sei que não sou totalmente impermeável à vasta gama de emoções humanas – ciúme, medo do abandono – que tendem a vir à tona quando cruzamos as fronteiras do amor. Por isso preciso mesmo vivenciar, experienciar as sensações, estagiar nesse processo para me sentir segura do que quero. Também acredito que colocar o que desejo no início dos encontros, dizer como penso, o que não é fácil – porque vamos combinar entramos naquele jogo de sedução e no jogo do me enxergue do jeito que possa me aprovar – Conseguem me imaginar sendo absurdamente sincera quando o sujeito me perguntar: você tem namorado?…Sim. Tenho um no Centro e um outro na Zona Oeste do Rio de Janeiro, um em Goiás, etc? Administrador, você é o representante masculino aqui. Como acha que um sujeito do seu gênero reagiria??? Sim, é preciso logo discutir o que cabe ou não, o que é aceitável ou não.
Talvez um dia ainda cole no meu albúm amar é….Amar é adorar ver brincadeiras e ideias malucas virando realidade. “Vamos…?” Basta o outro dizer “Sim”. Basta isso.
De alguma forma sempre tive vontade de viver essa filosofia que discutimos aqui no blog. Porém a filosofia com o corpo é diferente. Falar, escrever o que desejo e o que penso é bem diferente de vivenciar. Obviamente tudo que já escrevi aqui é o que acredito e quero para mim, porém carrego comigo ainda o ranço de toda uma imposição cultural. Tenho ainda enormes dificuldades como insegurança, posse, sensação de ameaça, ciúme, este então argh! bosta de sentimento que nada mais é do que o instinto de posse que eu ainda não consegui educar. E essa emoção usada como reação ao medo de perder nestes últimos dias me deixou escaralhada…dei uma pirada legal, cheguei até a me perguntar se realmente desejo a liberdade, porque na real mesmo, liberdade é a total falta de segurança, ausência de chão, vazio de certezas, encruzilhada, abismo. E é isso que quero em um relacionamento? Falo tanto em liberdade, quando, por vezez, acho que o que desejo é um “Eu te amo” que dure para sempre, um colo que não me abandone, que me acolha por inteiro.
Será que não sentimos prazer e conforto ao sermos aprisionados? Tanto que, quando o outro nos solta, sentimos que algo está errado, que ele não gosta mais de nós. Queremos que ele sinta apego e carência por nós. Em troca, oferecemos nossa promessa de amor, um colo. Será que não sentimos também o mesmo prazer ao aprisionar? E quando soltamos, é por falta de tesão, cansaço da relação, desatenção – nunca por desejar a liberdade do outro, afinal dependemos dela para usufruirmos da nossa?…sei lá…devaneios aqui, ok? Certamente eu não aguento ser aprisonada, verifiquei isso enquanto estive casada. Mas, gente sou bem mulherzinha, no sentido mais feminino da palavra, e cresci com o mundo me empurrando goela abaixo um conceito contraditório onde além de mulher e profissional, ainda deveria ser mãe e amante. Caramba, mas eu tropecei no meio do caminho e por isso fui do arrependimento à aceitação…e passei por todas as fases: dor, raiva, vazio, recaída, saudade até a superação. E senti tudo: tristeza, ciúme, egoísmo, frustração, insegurança…até que vi que não adiantava ficar fixada no meu umbigo e precisava colocar a fila para andar.
E a fila foi andando e eu fui tentando me conhecer e fui tentando buscar a liberdade da qual falamos aqui e fui tentando buscar algo onde duas pessoas continuam individuais, mas entendem que existe uma forte conecção. Sem rótulos. Difícil? Eu acho porque entrei e saí de relacionamentos, vários. Hoje, estou no processo real para uma vida livre, estou literalmente no início mesmo, vivo isso há apenas uns 3 ou 4 meses e por isso acho que dei a pirada que falei acima. Porque em um relacionamento romântico me parece que o ciúme até pode ser um astro, mas ele nem sequer pode estar no elenco em um relacionamento libertário. Não existe espaço para ciúme e posse nesse relacionamento, ele exige desprendimento e só verifiquei isso ao passar pelas sensações. Estive numa situação com um homem e duas mulheres e me bateu o sentimento de insegurança, senti ciúme, surtei, foi lamentável. Percebi que tenho o medo da perda. Em uma outra situação, conheci um sujeito que era uma delícia, protótipo de homem perfeito, etc, etc…tudo ía maravilhosamente bem até o amigo dele, um ex-namorado meu, que nos apresentou, contar uma estorinha de um sexo a três que experienciamos, resultado: o sujeito trouxe toda a carga machista que existia nele e pulou fora. Caramba! fiquei malzona, uma tristeza imensa por o ter perdido e até cheguei a me julgar. Portanto, Thais, não se sinta única aqui, também sinto ciúme, também sinto a perda de alguém importante. Mas compreendi também que estou engatinhando ainda e como bem disse o Adminstrador não preciso ficar angustiada, mas “curtir a caminhada e cada descoberta, comemorando, seja chorando ou rindo, cada obstáculo transposto”.