Hoje, 23 de Setembro de 2009, estamos inaugurando a série de postagens com os assuntos que trataremos em nosso blog. Inovações e alterações de aparência ocorrerão, certamente, à medida que eu for dominando a dinâmica da gestão desse meio de interação e comunicação e suas ferramentas de configurações, pois ainda sou bem leigo nas mesmas. No entanto, já é possível comerçarmos a compartilhar pensamentos.
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Escolhi começar com um assunto prático, porém, como todos sabemos, nem tão comum em rodas de conversas sobre os relacionamentos, em função do desejo/necessidade da não autoexposição: finitude do amor. Não estou começando com um tema exclusivo para as mulheres - e, talvez, demoremos um pouco a entrar em assuntos exclusivamente femininos, devido à necessidade de alguns nivelamentos de conceitos para melhor condução das conversas. Porém, na verdade, são as que mais acreditam no amor eterno. Trata-se de um pequeno trecho do meu livro, que ainda está no forno, chamado Paridade Sexual. Porém, antes da leitura do texto, sugiro que sejam lidas as partes “A proposta” e “Quem sou”, para que o(a) leitor(a) entenda bem as minhas motivações e a proposta da criação deste blog. Vamos ao texto.
Vou conduzi-la por um raciocínio libertário e bastante subjetivo e, provavelmente, serei apedrejado pelos românticos. Nada é absoluto, tudo é relativo, inclusive o amor. Até acredito em um amor infinito entre um homem e uma mulher. No entanto, penso ser extremamente difícil esse sentimento durar tantos anos, se formos considerá-lo em sua forma pura, liberta, livre das convenções e intervenções culturais. A realidade de uma pessoa encontra-se em eterna mudança. A forma de enxergar o mundo que a rodeia, o que provoca ira, acalma, excita, suas ansiedades, desejos, objetivos, amizades, sexualidade, exigências, razão, emoção, tudo muda, com o passar dos anos, gerando escolhas distintas. As leituras que fazemos do mundo, das pessoas e de nós mesmos vão sendo alteradas, em nosso íntimo. É como ler o mesmo livro com vinte anos de idade, depois com trinta, quarenta e cinquenta. Serão quatro leituras, interpretações e sensações diferentes. Se, em cada fase, tivéssemos que emitir parecer sobre um mesmo trecho dessa literatura, certamente, teríamos quatro pontos de vista distintos. A mesma imagem recebida através de lentes diferentes, gerando em nós informações diferentes. Baseado nessa irrefutável realidade, como pode alguém amar, da mesma forma, a mesma pessoa, ao longo de tantas mudanças, por tantos anos? Quando um homem e uma mulher se encontram nessa vida e resolvem casar, é porque, naquele momento, no tempo e no espaço, encontravam-se no mesmo caminho ou em estradas parecidas. Porém, as opções por pegar atalhos, correr, andar, parar, descansar, sair da estrada, retroceder ou até mesmo mudar o destino é estritamente individual. Em uma encruzilhada cheia de opções, no íntimo de cada um, dificilmente optariam sempre pelas mesmas escolhas, ao longo de anos.
Vamos tomar como referências os ex-casados e ex-namorados. Cada pessoa tem a sua importância e com ela desejamos estar ao lado em um momento bem definido de nossa trajetória. Após a sua partida, fazemos outra escolha, baseados em outras necessidades e ansiedades. Então, deixa de existir o encaixe para que aquela pessoa retorne à nossa companhia, pois os dentes da engrenagem que nos impulsiona em direção às nossas escolhas e que bombeia a fragrância que dá aroma à nossa vida são alterados em tamanho e forma. Após diversas transformações em nosso ser, olhamos para trás e, muitas das vezes, nem entendemos direito como fizemos aquela escolha, naquele momento, pois não pensamos mais daquela forma.
Logo, o verdadeiro amor por uma pessoa hoje escolhida, aquele que vem da alma e que se encontra em perfeita harmonia com os atuais desejos existentes em nossas entranhas, dificilmente será eterno. A única chance de que o seja estaria condicionada a mudanças perfeitamente harmoniosas e sincronizadas entre ambos, ao longo dos anos, coincidentemente sempre nas mesmas direções. Difícil, não? Assim sendo, é perfeitamente compreensível a lacuna, em termos de percepção do cônjuge, que passa a existir, depois de anos de casamento. Nos arredores da época da decisão pela união, afirmamos que o outro nos completa. Com o passar dos anos, instala-se a sensação de que isso vai deixando de ser uma realidade e, aos poucos, vamos ficando mais atentos ao que ocorre no mundo lá fora, fora do eixo eu e o(a) companheiro(a).
Por outro lado, compreender e aceitar a temporalidade e relatividade da sensação de satisfação plena, através do amor pelo cônjuge, conduz-nos a um sério paradoxo que se choca com dogmas, pressupostos socialmente incontestáveis e expectativas aprendidas sobre a formação da família. Esse pensamento me permite criar um silogismo. Partindo da premissa de que as características que nos atraem em uma pessoa, levando-nos à percepção do amor, são alteradas com o passar do tempo, e de que a união de duas pessoas deveria ser, sempre, baseada na admiração, atração e amor verdadeiros, teremos como conclusão que o matrimônio, dificilmente, seria, com esses ingredientes, para sempre. Acabamos de criar uma bomba atômica aniquiladora do senso comum de perpetuação da milenar instituição casamento. Beco sem saída?Nosso modelo de casamento está longe de atender aos nossos anseios essenciais. As frustrações geradas têm conduzido pessoas a um estado de depressão psíquica e, pelo menos nas grandes cidades, levado muitas a buscar tratamentos psicoterápicos de apoio ou mesmo psicanalíticos, visando ao restabelecimento dos seus equilíbrios emocionais.
Trata-se de uma questão de irrefutável complexidade e creio que de contradição insolúvel, dentro da normalidade cultural. Entretanto, acredito que existam formas práticas de minimizá-la. Já conversamos sobre isso, quando ofereci várias reflexões sobre características realmente importantes e que devem ser buscadas e cultivadas, desde o início da relação, a fim de se obter a transparência mútua das almas de cada um, minimizando, dessa forma, as possibilidades de desagradáveis surpresas. Em minha opinião, a decisão pelo casamento, da forma que é conduzida e tomada pelos noivos, tende à banalização e irresponsabilidade, quando confrontamos a falta do correto juízo do que é realmente o amor e os problemas do matrimônio com a romântica perpetuidade da vida a dois disseminada pela nossa sociedade. Observo casais a caminho do altar, com pelo menos um deles já sabendo que não dará certo e que não será feliz. Porém, “como voltar atrás depois de, por exemplo, 8 anos de namoro e noivado?” Onde se lê “o mais importante é o amor”, leia-se “o mais importante é casar”.
Levando em consideração esse relativismo e a contradição por ele provocada, fica fácil inferir a importância do já comentado real conhecimento entre o casal, desde o início, para que ambos saibam situar, com clareza, a posição de cada um em relação à vida e à tendência de rumos que, mais à frente, poderiam, individualmente optar.
O conhecimento da existência dessa questão e da atitude necessária com relação à escolha do parceiro, absolutamente, não anula a viabilidade de um agradável romance e é fundamental para que, pelo menos, sejam diminuídas as possibilidades de afastamentos tão significativos que tornem a relação insuportável, como tanto vemos. Porém, não somos educados com a honestidade necessária para isso se torne claro. Vemos casais se unindo e, já no início, tão diferentes, impulsionados por um romantismo insensato e pelas mais diversas razões e conveniências. “Os opostos se atraem”. Ingenuamente – prefiro dizer que, de forma romanticamente irresponsável, acham que, mais à frente, o amor convergirá caminhos que já se iniciaram divergentes, com filosofias de vida e comportamentos tão distintos. Tolice. Aqueles que acreditam nesse milagre, só me resta lhes agraciar com um ácido “bem-vindo ao mundo dos frustrados”.
Mesmo diante da consideração lúcida da finitude do amor como algo factual, o sofrimento, frustração e demais sequelas psíquicas negativas que recaem sobre o parceiro “rejeitado” não podem ser encaradas como normais e inevitáveis, intrínsecas ao ato de amar, como fantasia a sociedade. Estas consequências são decorrentes do romantismo, que não permite verdadeiros conhecimentos mútuos entre o casal. Dessa forma, ambos – normalmente, um mais do que o outro – ficam na condição de ludibriados, pois não conhecendo o âmago do seu par, como alguém poderá decidir e escolher, conscientemente, baseado primeiro em fatos, depois em sentimentos, o seu futuro parceiro? Uma decisão consciente precisa ser baseada em informações verdadeiras. Não fornecê-las é covardia. Nas relações românticas, com o tempo, ou alguém cansa de mentir ou adoece psiquicamente… ou ambos. Daí as inevitáveis frustrações.
Quando buscamos e permitimos o surgimento do amor verdadeiro e consequente prazer real do casal conviver debaixo do mesmo teto ou com algum tipo de compromisso mútuo – e a condição sine qua non para que isso aconteça é a apresentação transparente de suas almas, desejos, anseios e sexualidades, sem medos e julgamentos, a única coisa que podemos garantir é a elevada qualidade da relação, enquanto durar. Ainda nessa agradável situação, também podemos ter a certeza de que, diferentemente das relações românticas possessivas e superficiais, onde o que importa é a egoísta busca do suprimento das próprias ansiedades e inseguranças - seja na qualidade de dominador ou de dominado, a jornada a dois entre pessoas autênticas, se e quando termina, não há feridos, frustrados, enganados, pois onde há verdade não há mágoa ou desilusão. Bons sentimentos permanecem: saudade, carinho, amizade, admiração… em quem parte… e para surpresa daqueles que nunca viveram uma relação como essa: inclusive em quem é deixado.
Uma pessoa pode despertar um amor infinito,um amor profundo, intenso em mim,e não conseguir explicar, não saber de onde veio tantas emoções, sentimentos, tantos desejos .É como uma música sublime, uma comida feita com muito cuidado e elaboração, admirar uma pintura genial, ler um livro instigante, descobrir um fórmula matemática e ao mesmo tempo é algo tão simples.Num momento , nasce, no outro, morre.O amor é assim como a vida e a morte.Mas eterno ficará nas minhas lembranças , imagens e em alguma outra oportunidade, quem sabe,retornar a tê-lo de novo no coração, na alma e no corpo.
Boa Tarde,
Realmente o relacionamente entre duas pessoas é cheio de tramas , nuanças que muitas vezes nos perdemos no caminho, ainda mais se a pessoa é bem mais autêntica como você ressaltou e expressou muito bem.Envolve tantas coisas no meio de tudo isso, há a cultura, a época, a educação recebida em casa e a própria pessoa com sua individualidade e maneira de sentir e ver a vida.Não é fácil mesmo.E acho que podemos encher páginas e mais páginas e não chegar a nenhum caminho certo , seguro para todos de forma igual e sem sofrimento.Cada um tem que encontrar a sua felicidade, seu amor a sua maneira e não entrar num caminho porque todos entram e não é o que você sente profundamente.E nisso concordo contigo, não é fácil desnudar a alma para alguém, se não conseguimos desnudar nem para nós mesmos.Ainda mais que tudo contribua para que nos sintamos tolhidos para essa busca.Hoje com os problemas sociais desde da pobreza, insegurança quanto ao futuro, desemprego, violência urbana , as pessoas talvez procurem sair um pouco da linha liberal, autêntica , procurem relações mais estaveis e seguras. Sinto um conservadorismo no ar, temos todos os caminhos, temos toda a liberdade de falar sobre tudo mas continuamos tão hipócritas, conservadores, tirando às exceções, tolhidos nas escolhas e atos sempre cuidando para não ser excluído do grupo, temos liberdade mas até um certo ponto.E sem liberdade para se descobrir como as pessoas podem dizer , sou feliz, sou livre, sei o que é o amor, sei amar?
E isso é ainda mais acentuado em culturas que são muito conservadoras, onde todos tem que andar do mesmo jeito , ter um emprego tradicional, casar e ter filhos.Sinto atualmente as coisas não fluirem , as pessoas continuam interpretando papéis, uma superficialidade , posso estar sendo pessimista em achar assim até pode ser , mas num mundo onde não há reflexão, não se Lê mais , não se estuda mais por prazer mas sim para ter uma profissão para que esteja garantido um emprego, segurança diante do futuro não é de se espantar que as pessoas se tornem mais superficiais , insensíveis e imediatistas.
Não acho que a única saída das pessoas seja o casamento, nesse modelo tradicional, não dizendo com isso que não haja encontros com as pessoas, amor, amizades, uniões mas não com o peso como ainda enxergamos a relação a dois.
Solange, você foi perfeita em sua colocação e dúvida. Acabou de entrar na essência da questão. Ela foi abordada neste artigo “Amor infinito?”. Mas vamos resumi-la. Você só conhecerá o cerne, a essência, o lado instintivo do parceiro, o que realmente lhe dá prazer, o que o deixa indiferente e o que deixa insatisfeito e o angustia, se ele colocar sua alma na mesa, desde os primeiros momentos da aproximação. E vice-versa. Porém, as práticas românticas que têm sido passadas de geração em geração não permitem que as pessoas sejam autênticas. Vivemos no mundo do faz de conta, onde o importante é atender expectativas, ser aceito, estar apaixonado, ser monogâmico, casar, ser mãe e pai e ter um casamento normalzinho e eterno. Qualquer comportamento ou opção que fuja dessa normalidade nos torna alvos de julgamentos externos e dos nossos próprios juízos interiores, jogando muitas pessoas (mulheres, principalmente) nos espaços terapêuticos.
Não concordo com a “verdade universal” que diz que podemos viver décadas com uma pessoa e não a conheceremos. Isso é o que, realmente, ocorre na prática, devido à cultura romântica, que possui como mentores a igreja e o machismo. Em uma semana de conversas você pode conhecer alguém profundamente e muito mais do que em uma vida inteira de relacionamento com outro. Isso acontece quando o primeiro, apesar de interessado em você, está nada preocupado com o que você espera dele. Sua única preocupação é não deixar de ser livre e autêntico. E acredite: isso funciona; é bem prático e o vivo. Não é nada difícil, contanto que ambos desnudem suas almas. Porém, paga-se – principalmente a mulher – um preço pela prática dessa filosofia, pois ela assusta e não é aceita pela sociedade, que prefere viver na mentira. Sem contar que não é nada fácil encontrar parceiros que compartilhem essa idéia. Mas é perfeitamente possível. Posso lhe garantir que é uma experiência maravilhosa. Cria-se um relacionamento leve, onde se ama do mesmo jeito, dá-se carinho, mas sem posse, sem mágoas e frustrações posteriores. Descobre-se um outro tipo de romance, infinitamente mais verdadeiro.
Para fechar, atualmente, eu tenho aberto mão de dar nome aos sentimentos. Tenho abstraído de falar e ouvir declarações de sentimentos. Estes são variáveis, complexos, subjetivos, inexplicáveis, mutáveis e fugazes demais para os reduzirmos a gostar, paixão e amor. Tenho praticado a comunicação dos sentimentos através de gestos, expressões, olhares, toques, respirações e arrepios. Eles funcionam perfeitamente e não mentem, não permitem que o outro se engane ou se iluda. Estou descobrindo que, em relacionamentos, traduzir sensações em palavras apenas estraga a comunicação. No meu caso, “Estou com saudade” e “Te quero” são mais do que suficientes. No mais, deixe o corpo falar. Se não sabemos o que é, se não se define, uma sensação que fazemos de tudo para crer que seja “amor” não precisa e não deve ser anunciada… basta que seja sentida. Precisamos parar com esse equívoco secular de amar estar amando. Precisamos aprender a amar o ser. E este só será amado – acabo tendo que dar nome – de verdade se o seu âmago/cerne for conhecido.
Essa filosofia garante o cumprimento do “até que a morte nos separe”? De forma alguma. Apenas garante qualidade no relacionamento e não agressões ao “eu” de cada um, enquanto durar.
O que justifica uma separação é não conhecer o cerne do parceiro, muito interessante isso o que vc disse, mas acho que a questão não é nem não conhecer o cerne do parceiro, a questão é não conhecer o próprio cerne.
O cerne do outro não importa, o importante é se conhecer.E se conhecer não é uma tarefa nada fácil para ninguém , é toda uma existência e olhe lá.
E o que é o cerne do parceiro, poderia me explicar?
Acho que foi o que eu quis dizer o tempo todo mas não consegui me expressar direito em palavras.Quis dizer que duas pessoas que realmente se amam ou gostam de estar juntas ultrapassam essas picuinhas tão banais, vão além dos defeitos e qualidades(características).
No momento que deixam de gostar um do outro ou a relação está desgastada , essas caracteristicas se tornam muito salientes.
Ainda acho que o amor é algo ainda não muito bem entendido no sentido teórico que me refiro,por mais que poetas,escritores e filósofos tenham se debruçado sobre ele para definí-lo.Amor infinito é uma expressão que poetas e pessoas românticas gostam de expressar quando sentem esse amor dentro delas, mas certamente não querem dizer que irão amar infinitamente somente uma pessoa a vida toda.
“… o amor é algo que muitas vezes não nos deixa enxergar a realidade, o que a outra pessoa é de verdade, mas também não podemos deixar de ver como as pessoas quando se gostam profundamente amam as qualidades e defeitos um do outro , não querendo que o outro seja como ela acha ser o correto só para agradá-la.”
Solange, existe uma forma de evitar ou, no mínimo, amenizar bastante essa visão turva do outro… e isso escrevi no artigo: primeiro o real conhecimento do cerne do outro… depois, caso concordem, cria-se o romance com características inerentes somente aos dois… aí haverá um romantismo sim, mas descolado do modelo que, infelizmente, passam-nos. Depois disso, “pode surgir” um amor verdadeiro, livre dos preconceitos, das máscaras, com reais admirações. Defeitos só existem nas relações românticas… nas verdadeiras existem características.. aceitas ou não. Nesse romantismo tradicional que conhecemos, os únicos defeitos que conhecemos, depois de anos de relação, é se o outro ronca, se peida, onde joga as cuecas e calcinhas, como aperta o creme dental, como ela age durante a TPM, etc… coisas banais que nunca justificam de verdade uma separação. O que justifica uma separação é não conhecer o cerne do parceiro, e não o dia-a-dia dele. E é exatamente essa essência que é tão desconhecida entre os casais… principalmente nas mulheres… o chamado “misterioso universo feminino”.
Talvez realmente o que eu escrevi tenha sido simplista demais,até concordo contigo neste aspecto, mas é como eu sinto o amor, a felicidade , a relação a dois, vejo que o amor não tem hora para acontecer, acontece e de repente quando menos esperamos , vupt , estamos apaixonados por alguém.E quando a paixão é reciproca melhor ainda, sentimos uma aura ao redor dos amantes, algo que esta os unindo.O amor , na minha visão, é algo muito mais profundo, mais complexo, neste sentido que eu me referi, no sentido das teorias.Se ficarmos no plano da teoria, analisando, o que é bom essa troca de ideias, de reflexões , de como outras pessoas enxergam o amor, a relação entre duas pessoas , relatando suas experiências , acho que isso é muito mais rico do que ficarmos tentando interpretar,tentando colocar no papel o que pensamos ser mais útil, mais certo para outras pessoas se uma relação dará certo ou não, não sei, o amor é algo incerto mesmo, o amor é algo que muitas vezes não nos deixa enxergar a realidade, o que a outra pessoa é de verdade, mas também não podemos deixar de ver como as pessoas quando se gostam profundamente amam as qualidades e defeitos um do outro , não querendo que o outro seja como ela acha ser o correto só para agradá-la.Hoje em dia há muita impaciência, parece que logo que entram na relação se ela não está parecida com o filme tal,a novela tal, a propaganda tal, não reproduz o que vimos nos filmes , lemos nos livros o amor não existe, estamos infelizes, o outro é chato, enfadonho, a outra é chata, manhosa, mimada, enfim , todo mundo fica intolerante, raivosos na primeira máscara que caia do outro.Simplista ou não , não sei, até pode ser, já que o amor e a vida são tão complexos , tão sem sentido, surge num instante , no outro acaba, como a vida, num momento surge uma vida, no momento morre uma vida.Amor e vida.Não , o amor é muito mais o que pensamos ou tentamos saber e interpretar.
Cara, Solange
Concordo em parte com suas colocações. De uma forma simplista, a respeito do assunto em pauta, considero que existem três tipos de teorias: as que já foram, de certa forma, atestadas através de práticas e experiências – nossas ou alheias, as com que até concordamos e das quais temos certa compreensão, mas não conseguimos, por diversas razões, colocá-las em prática, e aquelas que nos parecem completamente abstratas, cujas linhas de pensamento não temos condições de alcançar, em função de falta de experiência ou simplesmente porque com elas não concordamos. Logo, acredito que devamos ponderar bastante antes de rotular uma teoria de abstrata, não factível ou não provada, principalmente quando se trata de comportamento humano. Logo, uma possibilidade de filosofia de vida e prática que, na visão de alguns ou muitos, pode parecer puro devaneio, para aqueles que já a experimentaram e aplicaram em suas vidas, é algo perfeitamente factível e comprovado. E mesmo que alguns a tenham experimentado e não tenha dado certo, ainda assim não se pode concluir que ela seja uma falácia, pois as realidades, ousadias, percepções e permissões são bastante distintas entre as pessoas, entre os casais.
Concordo e discordo quando afirma que a realidade é a vida que nos mostra, assim como também nos ensina o que é o amor. Concordo por que ela está aí sim para nos ensinar o que é o amor, pois ele faz parte da natureza, dos seres humanos, animais, racionais, pensantes e emotivos que somos. Porém, discordo quando se afirma que esses aprendizados têm sido fato em nossa sociedade, pois somente alguns iluminados têm conseguido entender o que é esse sentimento em sua plenitude. A grande massa apenas tem observado/aprendido o que não é o amor, pois o verdadeiro amor entre casais é muito menos praticado do que as pessoas equivocadamente consideram. No entanto, perdidos, sentem-se impotentes e sem um norte para buscar viver um verdadeiro, pois ele exige mudanças radicais nas percepção e consideração dos fatores e comportamentos que poderiam realmente contribuir para que um relacionamento tenha qualidade e leveza enquanto durar… podendo até ser para sempre.
Teorias , teorias e teorias, nada mais do que teorias.
A realidade, a prática , a vida é que nos mostra , nos ensina o que é o amor, o amor infinito,o amor verdadeiro, sincero, profundo , é no dia a dia que tudo isso vai se construindo,se consolidando, é no convívio que tudo isso é colocado à prova.Não é se o homem ou a mulher tem uma posição, dinheiro, independência que vá garantir a qualidade da relação.Tudo depende de como as duas pessoas encaram os defeitos e qualidades mutuamente , a sociedade e a vida.
O amor, o respeito, o afeto e o carinho independe de como as pessoas são, se são românticas, realistas, reflexivas , intelectuais, ricas, bonitas, feias, ingênuas; no amor , no afeto e carinho num relacionamento não há lógica para que duas pessoas se unam , aprendam se amar, e compartilhem a vida juntos.
A felicidade, o amor é para todos,Senão vamos cair num mundo reacionário como sempre.O amor é como um pássaro pousa em qualquer terreno.
Não podemos ser tão preconceituosos diante das relações , não somente de relações entre um homem e uma mulher, como em todas as relações ,entre jovens e adultos, de amizade,etc.
Queridos, o tema é muito rico e para mim, cheio de controvérsias. Temos várias formas de expor pensamentos com relação a união de dois seres, buscando uma suposta felicidade. Dentro desta perspectiva, nos deparamos com a realidade da conveniência das duas pessoas, seja por achar que gosta, seja pelo simples fato de mostrar algo para a sociedade. Vivenciamos uma farsa mútua…..eu quero.Tendo em vista estes fatos nos deparamos com a realidade de que “nem sabemos o que queremos” e isso é uma verdadeira merda psicológica. Geralmente nos decepcionamos, pois a nossa natureza nos contradiz. Eu como depoente, tive minhas experiências e acho que temos que aprender e nos valorizar, reconhecendo cada fragilidade do nosso próprio ser. Acho que amar é pronúncia certa como (RENÚNCIA); Abster-se de nós mesmos para alguém, e estamos longe disso.
Temos nossos desejos interiores e que se transformam a cada manhã. Hoje eu gosto, amanhâ, sei lá.
Na realidade temos que ter uma coisa simples e que é um “foda maiúsculo” (equilíbrio) e saber discernir o que é bom ou ruim, o que é certo ou errado:Temos que nos vigiar quanto as atitudes para que sejamos felizes por si só e exalar de nós o melhor.
Viver, pensar, estas são as palavras certas.
Beijo no coração de todos……somos frágeis.
Querida Gleice,
Eu agradeço os elogios e os devolvo em dobro. Obrigado pela dica do livro. Leonardo Boff, enquanto ser humano,escritor e estudioso da alma, é um dos meus autores preferidos!
Beijocas
Boa noite meninas!!!Boa noite Administrador!!
Relendo os comentários do Blog, lembrei-me de um livro muito bom que li há algum tempo e indico, caso alguém queira ler mais uma opinião conceituada e divulgada sobre LIBERDADE! O autor do livro e de um cd que acompanha o exemplar é LEONARDO BOFF, com o título:”TEMPO DE TRANSCENDÊNCIA” (o Ser Humano como um Projeto Infinito). Leonardo Bofff realmente é um grande estudioso da mente e comportamento humano e faz ótimas interpretações das nossas reações diante de nossos medos, inseguranças, dúvidas e diante de nossas vidas! bjus carinhosos a todos….
EU, EU, EU e EU! Maravilha, Lilian!
Esse seu desfecho me fez lembrar de um debate que ainda incitarei aqui: o egoísmo. Ainda conversaremos acerca dele e sobre a romântica nuvem negra e depreciativa, na ótica da julgadora sociedade, que recai sobre as pessoas que pensam em si mesmas, que não exitam em tomar decisões que as levem à liberdade, que rumem ao encontro de suas felicidades. As pessoas ditas egoístas são aquelas que não atendem às expectativas daqueles que esperam ações altruístas que saciem suas carências afetivas, daqueles que não têm coragem de se mover e fazer o que realmente é necessário para buscar a própria plenitude. Quem realmente seria o egoísta? Porém, concordo que, certamente, existe o egoísmo necessário, construtivo e o omisso, destrutivo, anti-ético.
Voltaremos a falar sobre esse assunto em outro post, pois também dará muito “pano pra manga”.
“Liberdade,
Essa palavra
Que o sonho humano alimenta
Que não há ninguém que a explique
Que não há ninguém que a entenda”
Cecília Meireles
Meninas,
Concordo com vocês. De fato, o conceito de liberdade é pessoal e inclusive se modifica no tempo. Sua história remonta à própria história da humanidade e cada um a define de acordo com o que lhe é essencial. Lembro-me na época da faculdade de perceber o quanto a liberdade de ir e vir é fundamental para um presidiário. Assim como a de locomoção é prioritária para um tetraplégico, como a de pensamento e expressão para o marginalizado, de crença para o judeu, de informação para o analfabeto etc. Por isto é tão difícil defini-la… Pra mim, em especial, uma das mais importantes é a liberdade de consciência. Como árbitro ela funciona melhor do que qualquer pessoa ou instituição e somente ela nos leva à atitudes genuinamente nossas… Se seguimos qualquer outra coisa que não a nossa convicção, seremos qualquer outra coisa que não nós mesmos. É uma liberdade muito mais abrangente. Engloba inclusive, a liberdade de pensamento porque pensar até a pessoa completamente oprimida consegue. Diria que a liberdade de consciência é a liberdade de pensamento feita ação. É regermos nossa conduta de acordo com nossos valores, nossos princípios, nossas crenças, nossos pensamentos. É sermos fiéis a nós mesmos. É essa liberdade de consciência que nos permite conhecer a dimensão do ser que nos habita. E através dela consigo auscultar-me, investigar-me, questionar-me e decider-me por qual caminho seguir, independente do setor da minha vida… Ser eu em cada gesto e pensamento como disse a Bárbara…
Por isso Bárbara, Guta, Gleice e meninas desse Brasil (rsrsrs) a palavra de ordem é:
EU
EU
EU
EU
Sejamos egoítas, sejamos conscientes, sejamos nós memas…
Beijos
Guta,seus comentários são brilhantes,e mostram o seu lado espiritual…e o seu grande amor ao próximo!!!LIBERDADE!!!!!concordo com sua opinião e ainda digo mais…Liberdade para mim,é abstrata,existe e mora dentro de cada um de nós,vc só tem que descobrir que é livre,independente de qualquer pessoa, fazendo suas escolhas para conserva-la!!!! ou seja,”livre arbítrio”o que é conceito de liberdade para um,não é o mesmo conceito para outro…
depende de nossa “mala de vida” de nossa personalidade, da educação recebida e até da genética.Cada um de nós é único,com personalidade impar,por isso somos chamados de indivíduos!!qto ao comentário do adimnistrador…”um bote em calmaria,mtos se acomodam pela certeza do não afogamento,e não saem do lugar”…creio que ninguém terá esta certeza,por mais pacífico que seja,pois o bote é fragil,e a qualquer momento pode estar cheio d’agua…por n motivos…o que o imobilizará é o medo de se mexer e piorar a situação…ou seja a insegurança de não saber a consequência de sus atos…
bjus, com admiração por suas idéias e personalidade!!!…
Cara Bárbara,
Concordo contigo. Neste caminho num primeiro momento o pronome Eu deve ser mais empregado. E creio que tenhamos o poder de criar relações num futuro próximo, sustentadas pelos seguintes pilares: Eu, Tu e Nós.
Cada um com seus espaços, sem anulações, sem sacrifícios que se baseiam em posses vazias, em permanentemente ter e não ser.
Alguns nos chamarão de anarquistas, hereges, e a nossa liberdade não vai passar de uma grande utopia. E me vem à mente, à pele, uma frase de uma escritora libertária, Anaïs Nin. Ela diz que escrevia para criar um mundo só dela, pois os mundos criados pelos pais e guerras, neles ela não cabia. E ela foi além, no sentido de viver esse mundo criado por ela.
Isso se passou há quase 80 anos atrás… e veja que ainda hoje nós corremos atrás de um mundo melhor, mais humano e menos opressor ao feminino.
A palavra liberdade tem sido muito citada aqui…mas, enfim, poderá o amor ser livre?
Quero amar sem contratos, sem leis declaradas ou ímplicitas. Quero respeito, carinho, zelo, ternura, tesão, prazer. Mas não quero em nome disso abrir mão dos meus momentos, das minhas conquistas, da minha individualidade… dizemos nós.
Penso que devamos apenas exigir, num primeiro momento, a liberdade bela e simples de sermos nós. De, independentemente do amor, poder ser eu, em cada gesto e pensamento.
Guta, concordo com o que diz acerca das tempestades que aqueles que buscam as verdades podem se deparar. Mas se imagine dentro de um bote, sozinha, em alto-mar, na total escuridão, mar calmo, mas você nada enxerga. Devido à calmaria, muitos vão gostar dessa situação, pois sabem que não vão morrer afogados, mesmo que não saiam do lugar, pois não sabem em que direção remar. Particularmente, eu preferiria estar no meio de uma tempestade, porém durante o dia, ciente de tudo que me rodeia e buscando avistar terra firme para que eu possa remar até lá… um norte, uma direção. Prefiro morrer afogado, devorado por tubarões, mas remando. A segurança no total breu me assuta muito mais do que a tempestade com luz que me permita enxergar o que existe à minha volta.
Caro Administrador!
Obrigado pelos elogios!E confesso que essa troca tem sido muito rica em demasiados sentidos.
Você comenta sobre os modelos românticos que tanto nos aprisonamos e por fim nos libertamos. Eles são por vezes mais fortes e inteligentes no sentido de que muitas mulheres encaram a liberdade de forma muito romântica.
É preciso estar atenta a essa pequenas
armadilhas.E também a busca por verdades absolutas.
Nesta nossa cultura chegou-se ao ponto de confundir amor como sinônimo de sofrer, de perder, de morrer. Caso contrário não seria amor.
Quando menciono o amor à vida, penso que a mesma não chega a ser translúcida, para mim ela muitas vezes assume a força de tempestades, de desertos e oásis e de grandes turbulências, por vezes dolorosas. Mas quando a valorizamos como uma única oportunidade de transcêndencia… aí sim! A liberdade sai do campo conceitual e torna-se verbo conjugado. A vida com liberdade estará acima de qualquer coisa ou pessoa, e tudo que chegar serão somas e ricos aprendizados.
Belíssimas palavras, Guta. Lendo o seu texto, ocorreu-me um pensamento que quero compartilhar. Muitas pessoas costumam bradar que amam a vida. Longe de mim e quem sou eu para questionar a veracidade dessas afirmações? Nesse momento, vou falar apenas por mim. Uma colocação solitária, como todo pensamento filosófico o é. Eu não conseguiria e não conseguirei amar a vida se a minha liberdade não estiver inserida em meu romance com aquela. Analogamente, da mesma forma que deveria existir nos relacionamentos entre pessoas. Regina Navarro Lins, em seu livro A Cama na Varanda, fala sobre os turvos borrões através dos quais os românticos enxergam os amores de suas vidas, vendo o que querem ver, vendo um modelo de companheiro preestabelecido desde sua infância, e não o verdadeiro “eu” do parceiro. Minha relação com a vida se dá da mesma forma: não quero mirá-la através dos borrões da interposta cultura romântica. E creio que a vida só se torna translúcida quando temos liberdade de pensamento e de ação para observá-la e experimentá-la. Logo, questiono: seria possível a existência de um verdadeiro amor pela vida sem liberdade? Acredito que a única forma de realmente amá-la é, antes, amando, lutando e preservando a nossa liberdade de escolha.
O que é liberdade? Eu lembro de fazer essa pergunta já aos 12 anos… o dicionário a define de n maneiras, tais como: condição e direito de se expressar e agir como quiser; independência; atrevimento, intimidade são algumas delas. E são as que a meu ver melhor a definem. Viver num estado de liberdade é ter autonomia emocional, física e financeira para sustentar essa escolha. Requer ainda muita ousadia, atrever-se a ultrapassar conceitos estranhos ao cotidiano e à sociedade. E isso só se dá a partir do momento em que temos intimidade com o nosso eu, com as nossas qualidades, desejos, pulsões, falhas e limites e carregamos um espelho no fundo da bolsa da mente, onde não há mentiras.
Ser livre também envolve respeito e amor pelo próximo, uma vez que o objetivo do ser humano contempla relacionar-se nos mais diferentes nivéis e graus de envolvimento. Ao meu ver a liberdade deve ser abraçada com uma auto-consciência em relação ao mel e fel que a acompanha. Porque as gaiolas são mais confortáveis, seguras… mas sem sal, nem sabor rss
As mulheres que começam a trilhar esse delicioso caminho do autoconhecimento visando à liberdade, aviso: haverá dias em que a confusão e o auto desconsolo serão imensos e irão se perguntar: o que eu estava pensando ? Mas também haverá dias tão luminosos onde o Nirvana, o Mel e o Amor ao próximo e à vida, serão tão intensos pelas alegrias sem preço e pessoas que farão parte dela, que a soma de tudo isso e a diminuição dos capítulos confusos e doridos valerão a opção ou o caminho optado.
E se não for nada do que imaginaram, ao menos poderão dizer que se arrependeram de algo feito e não sonhado ou romantizado, será menos uma fonte de frustração.
A única certeza da Vida é a incerteza, dizia um amante, companheiro e grande poeta que fez parte da minha jornada..
Compartilho isso com as ” meninas” deste blog que estão também começando, ou já trilham essa opção de vida. E faço um apelo como fiz outro dia a uma grande amiga minha: Nunca desista da mulher que você é e poderá vir a tornar-se. Ela merece e vale a pena. Portanto, lute por ela!
“ Meninas” … vamos a luta !
Gostaria de informá-las sobre um site de atendimento on line, GRATUITO, chamado Tecle Mulher, cuja proposta é orientar mulheres vítimas de violência doméstica. Nesse espaço, a vítima terá todas as orientações necessárias sobre como proceder em casos de agressão. O atendimento é feito totalmente on line, através de advogadas, psicólogas e gestoras de Direitos Humanos, capacitadas nessa área. Se você possui alguma amiga vítima de tal problema, divulgue o endereço para ela. (www.teclemulher.com.br)
Excelente, Paula! Muito bom mesmo! Estamos pegando o espírito da proposta do blog: um espaço para troca de pensamentos e também de experiências. Estimulo, mais uma vez, às nossas leitoras e participantes, que compartilhem suas frustrações, dúvidas e alegrias aqui. Mais uma vez, é um espaço para a mulher perceber que não é única e não se sentir solitária em seus questionamentos.
Por pouco mais de quinze anos, mantive um casamento até que feliz. Dentro dos padrões de “família perfeita”, constituída pelo marido que tudo fazia pela esposa e pelos filhos… e pela esposa que “quase” de tudo fazia pela família. E por pelo menos quase oito anos eu ERA mesmo feliz dentro dessa vida certinha, sossegada e acomodada! Se não fosse o fato de o marido que tudo fazia pela esposa que quase tudo fazia pela família, fosse exageradamente romântico, sensível, embora aparentemente não ciumento, era impregnado por uma forma de amar cheia de cobranças, ilusões, expectativas e decepções. Talvez hoje meu depoimento fosse outro! No decorrer dos anos fui percebendo que minha natureza era por demais diferente da natureza dele, que tínhamos – e ainda temos – formas diferentes de amar, formas diferentes de querer o outro e até de não querer, de vez em quando. Falo de liberdade. Liberdade de ação e também de expressão. De que adianta sentir e / ou não sentir coisas sem poder expressar, para manter um bom clima de “família feliz”… se vigiando, se anulando o tempo todo? De que adianta ter desejos à flor da pele, vontade do diferente, do que sai da rotina… e sequer poder vivê-los, para manter o bom clima? Essa auto-anulação toda me levou a mentir e omitir, quando, na verdade, tudo o que mais desejava era falar a verdade, viver a verdade… ser EU de verdade.
Sinceramente, não tenho do que me queixar do meu casamento. Apenas percebi que nossas formas de amar nos fazia infelizes. Também não o culpo por isso ter acontecido… pelo contrário, desde o início, por ele ser o sensível e romântico da relação eu, pra manter a paz e harmonia do lar, até como forma de “agradecimento” por ser tão bom, tão dedicado…deixava passar qualquer coisas que eu quisesse dizer ou mostrar, acreditando que não fosse gostar, então não o contrariava, não me mostrava. Grande erro!! Logo percebi que estava fugindo de mim mesma e, pior, tirando dele a chance de conhecer a verdadeira mulher com quem se casara, se transformara e se descobria a cada dia, ao longo dos anos.
Sempre tive tudo: atenção, carinho, amizade, dinheiro, até “certa” liberdade, apoio… Mas, sentia minha alma, minha essência e minha natureza presas numa gaiola… loucas para serem libertas! Bastava coragem. Bastava deixar de ser egoísta (sim…eu me sentia egoísta!) e dar a ele a liberdade que eu mesma necessitava. E fiz! Abri mão de tudo o que normalmente prende uma mulher a um triste relacionamento (dinheiro, carro, conforto, “tranqüilidade”, “segurança”…) e, mesmo com medo de um futuro próximo em que jamais me imaginaria viver, vou vivê-lo! Vou vivê-lo com liberdade. Serei livre para amar – e não amar – a meu modo, e permitirei me relacionar apenas com quem “ama” da mesma forma que eu… com liberdade, com verdade… amando a SI MESMO em primeiro lugar.
Acredito que, apesar das dificuldades que vou enfrentar – e vou até sofrer por isso, por fazer alguém sofrer! – ainda assim, valha muito a pena. Vou reduzir minha vida “material” à menos da metade mas vou multiplicar em outros valores. Valores estes que me levarão ainda mais ao crescimento como mulher… como um ser natural e liberta que sou e adoro ser!!
Aproveito a oportunidade para lhes apresentar a Bárbara. Trata-se de uma amiga e psicóloga, moradora do Rio de Janeiro, com capacitação em gênero e sexualidade. Fora a atividade em seu consultório, trabalha em um centro de referência de prevenção e combate à homofobia, atendendo à comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).
Grande incentivadora do Ela Nua e Crua, ela propôs-se a ser nossa colaboradora, postando suas experiências, conhecimentos acadêmicos e opiniões, sempre que possível. Agradeço seu apoio e predisposição para contribuir com o nosso blog.
Obrigada Bárbara, obrigada Administrador!
Amor romântico, relacionamento, sexualidade, orientações sexuais…quanta coisa para pensar e falar neste espaço que se propõe a abrigar opiniões e questionamentos diversos sobre temas polêmicos e instigantes.
O amor costuma ser visto como um sentimento natural, espontâneo e universal. O que chamamos de amor varia de contexto, varia de forma, varia de valor e varia de significado. Então gostaria de convidá-los a pensar sobre um novo modelo de amor e a condição para o exercício desse novo modelo de amor é a abertura de um parceiro em relação ao outro, é um amor ativo, criativo, permissivo, autêntico, despido de tabus, de preconceitos e de regras, onde a liberdade de um se conecta com a liberdade do outro. Este novo modelo de amor geraria o relacionamento puro – aquele no qual se entra pelo que cada um pode ganhar e se continua apenas enquanto ambas as partes imaginem que estão proporcionando a cada uma, satisfações suficientes para permanecerem na relação – Não seria a melhor forma de convívio humano? E por que não nos permitimos?
Comentando o questionamento da Lilian, mulheres lésbicas relatam, inclusive, ter maior prazer sexual em relacionamentos homossexuais e acham que isso se dá por não se sentirem pressionadas, por perceberem nessa relação uma maior cumplicidade, maior companheirismo, mais sinceridade e mais troca. Acredito que isso se dá pelo simples envolvimento afetivo-sexual que faz parecer que a rivalidade feminina se desfaz, mas como bem disse o administrador, sempre que houver ciúme, posse, etc haverá rivalidade…como em qq relação que se pretenda homo, bi ou hetero.
Enfim…parabéns Administrador pela iniciativa, parabéns mulheres por vivenciarem sua própria sexualidade, por se permitirem aos intermináveis prazeres do sexo…e…Vamos falar de sexo!!!
Respondendo ao questionamento da Lilian, a respeito da relação entre duas mulheres, creio que realmente existam algumas abordagens que confirmem a existência de maior confiança e sinceridade entre duas mulheres que, de alguma forma, decidam ter um relacionamento amoroso. Porém, enxergo apenas como uma possibilidade e não como regra. Também não acredito que esse caso vá fugir muito das considerações que temos feito às relações heterossexuais. Sempre que houver ciúme, posse, descompromisso com a real felicidade do outro – ou da outra – e a ilusória crença na “outra metade da laranja”, haverá competitividade e, de alguma forma, rivalidade. Acredito que a maioria dos homossexuais e bissexuais apenas conseguiu se libertar do imposto dogma heterossexual – para muitos deles, esse processo ainda está em curso, mas não conseguiu se libertar do romantismo. Onde predomina a cultura romântica, sempre haverá disputas e rivalidades, pois prevalece a egoísta necessidade de se ter as ansiedades e carências emocionais supridas pelo parceiro. Logo, indo direto ao que seria a resposta, duas mulheres podem sim viver de forma leve, doce, sinceramente desejosas de conhecimentos mútuos e libertas de sentimentos de posse. Porém, precisariam, da mesma forma que abordamos as relações entre homem e mulher, viver o amor verdadeiro, cúmplice, respeitador das individualidades e aceitador de suas idiossincrasias instintivas. Ou seja, se assim não for, um casal de homossexuais (homens ou mulheres) viverá o mesmo inferno de ciúmes, sentimentos de posse e desconfianças que um de heterossexuais.
A propósito, gostaria de parabenizá-lo pelo trabalho fantástico que vem desenvolvendo, sei que ajudará muitas pessoas a quebrar paradigmas…espero ansiosa pelo lançamento do seu livro.
Querido,
Realmente me encanta essa sua empreitada, me encanta também esse novo “mundo” que, hoje já sei, sempre existiu dentro de mim, mas que apenas agora tenho me permitido tomar consciência.
Estou extasiada com esse processo de individuação, na incrível assimilação das sensações, pensamentos, intuições e sentimentos. A simples tomada de consciência já acarretou uma grande mudança em minha postura como mulher, noiva, filha e profissional.
Agradeco por ter encontrado alguém que me incentivou, juntou os fios dos meus pensamentos, verbalizou, concretizou muitas das sensações, emoções que pairavam de forma fluida dentro de mim.
Após uma de nossas longas conversas, decidi me abrir, me colocar de forma clara, sem esteriótipos e hipocrisias diante do meu noivo, e qual não foi a minha surpresa quando ele abriu um sorriso imenso e disse “Sabia que você tinha potencial!”, e desde então vem me incentivando a viver cada momento, desejos e sentimentos, me permitindo ser e viver quem eu realmente sou neste momento. Me caso em uma semana, não mais com o “amor da minha vida” como falaria há alguns meses e sim com o homem com quem optei por construir uma vida e um amor único.Quanto ao futuro? Impossível saber… e para ser sincera, não quero saber.
Parabéns e não vejo a hora de ler seu livro.
Acredito que temas como estes, ainda surgem muito timidamente na vida de muitas mulheres, isso se dá principalmente pelo fato de que toda mudança acarreta uma série “sofrimentos”. Princípios pré- adquiridos e adquiridos se fundem se tornando sustentáveis, ainda que o preço seja a insatisfação.
Falar de romantismo sem pensar em amor e sedução é tão complexo que acaba distorcendo conceitos, mudando pensamentos, confundindo sentimentos. Estratégia irônica do romantismo. Nascemos sozinhos, mas não para vivermos sozinhos. E a “felicidade” é um tema que vem sempre embalado ao som de musicas, filmes, novelas, livros …. etc… se pararmos para observar melhor as poesias, poemas, letras de musicas, ou mesmo a melancolia do som das musicas românticas, vamos descobrir os artifícios que nos levam a determinadas ou indeterminadas paixões…
Como não pensar numa forma de sentir prazer interligando esse artifício ao qual chamamos de ”amor” a frases românticas que nos enchem de sentimentos promissores? Felizmente é possível, ainda que difícil, descobrir outras formas de se sentir bem, gostando de si mesmo e enxergando que essa magia da ilusão, leva ao desvio de todas as verdades .
Difícil mesmo é encontrar pessoas com pensamentos encantadores como os teus….
Não creio que faça diferença… falo entre duas mulheres… se bi ou homo pouco importa…
Cara Lilian,
Interessantíssima sua colocação. Apesar de todo o texto ter me levado a concluir que vc faz menção à uma experiência bissexual, por você ser heterosexual, preciso ter essa certeza, antes de dar a minha opinião, pois você mencionou também “relacionamento homossexual”, que é diferente do bi. Essa dissolução da rivalidade entre duas mulheres a que vc se refere, quando elas decidem ter um relacionamento afetivo e sexual, seria entre lésbicas ou mulheres que queiram ter uma experiência bissexual?
No aguardo da resposta…
Pois bem Sr. Adminstrador!
Gostaria de levantar um tema sobre o qual tenho pensado atualmente e cujas conclusões estão por vir.
Embora exista uma forte rivalidade no meio feminino – e isso é fato, esta parece dissolver-se quando elas se permitem viver um relacionamento homosexual. Tornam-se compreensivas, dóceis, leais e interessadas pelo universo uma das outras, com uma transparência e sinceridade muito maior do que nos relacionamentos héteros. Será que isso se dá por nos conhecermos melhor e, por consequência, tornamo-nos mais confiáveis? Por termos ciência das nossas dores, do nosso íntimo, da nossa alma? Parece-me que os pactos, ainda que tácitos, surgem espontaneamente e sugerem relações mais ricas e bem sucedidas. Não sou homo e isso são apenas questionamentos e percepções… Gostaria de conversar e fazê-las pensar sobre isso…
Abraços!
Meninas, estou lisonjeado, impressionado e feliz demais com o nível e lucidez dos comentários feitos por todas. Muito obrigado mesmo! Apenas gostaria de lembrar às nossas leitoras que este espaço não é destinado apenas às mulheres que já lidam bem com suas sexualidades ou que já estejam bem adiantadas nessa jornada. Serve também, e muito, para aquelas que possuem dificuldades nesse campo. Aproveitem a oportunidade para relatar seus problemas, questionamentos, a fim de que haja interação e troca de experiências entre todas!
Obrigado Gisele, Lilian, Guta, Paula e Gleice pelo carinho, participação e apoio ao Ela Nua e Crua.
Meu Querido…!!!!
Que bom que resolveu compartilhar suas ideias e filosofias com o mundo….!!!!Vejo em suas palavras muito do que conversamos e sei q sou uma das responsáveis em apressar o acontecimento desta divulgação…!!!!Seria muito egoísmo guardar seus dons,seu brilhantismo,suas teorias observações,estudos e experiências!!!!
No dia 23 de setembro de 2009,você oficialmente,deixa seu marco de LUZ pala eternidade!!! E ascende as esperanças de quem acredita na prosperidade de um mundo melhor, menos hipócrita e mais verdadeiro…!!!!Realmente o Pensador é maravilhoso…mas não se esqueça jamais que, ele é apenas uma das incríveis facetas do grande HOMEM q vive em você…!!!!Bjus carinhosos,PARABÉNS pela coragem e iniciativa…!!Gleice
Amigo querido,
Até na data você foi feliz para a inauguração desse espaço. 23 de Setembro! Várias coisas importantes são comemoradas no dia de hoje relacionadas ao universo do qual você pretende tratar: Hoje é o Dia da Celebração Bissexual, Dia Internacional contra a exploração Sexual e o tráfico de mulheres, Dia que a igreja admitiu mulheres no concilio do Vaticano, Dia que nasceu o primeiro bebê de proveta gerado durante a menopausa, Dia do Sorvete (sugestivo, hein? rsrsrs…) entre outros fatos muito interessantes.
Estou feliz demais por você mas, mais feliz ainda por nós, mulheres que buscam liberdade e respeito. Desejo que Ela Nua e Crua, cresça e propicie àquelas que trazem na alma idéias libertárias, um lugar para externar seus pensamentos e tempero suficiente para se tornarem Elas Nuas e deliciosamente cozidas e preparadas para a vida.
Percebo que você nos oferece aqui a oportunidade de compartilharmos experiências que na maioria das vezes não nos é permitido fazer nem com nossas amigas. E sobre esta questão em especial, já senti na pele o peso de um comentário. Pretendo seguir suas postagens e torço para que consigamos criar uma atmosfera de amizade aqui dentro.
Quanto ao primeiro assunto, poderíamos escrever um tratado filosófico sobre a questão onde não faltaria opinioes dissidentes. Mas é chegado o tempo de nós nos livrarmos da crença de que não nos resolvemos por nós mesmos e que a felicidade plena só é atingida pela fusão entre duas pessoas. O amor romântico só é necessidade para pessoas que se sentem incompletas. Para quem se conclui unidade e aceita a sua condição humana ele é uma opção entre tantas outras na vida. Mas isso é processo. E processo, na maioria das vezes doloroso! Teremos mais oportunidade de filosofar sobre o tema.
Um brinde à Ela Nua e Crua, Liliths, Fridas Kahlos, Anais Nin, Simones, Clarices e tantas outras mulheres, que à seu tempo, tiveram coragem de ousar. E, um brinde a nós, mulheres comuns, que no dia-a-dia temos procurado o caminho.
Sucesso!
Querido, com certeza merece ser parabenizado e muito respeitado por tamanha coragem em abordar tal assunto. Assunto este AINDA polêmico em nossa sociedade tão hipócrita e presa à padrões por muitos já quebrados e por muitos desejosos e até desesperados em romper. Especialmente pelas mulheres. Justo por elas que foram condicionadas a “conseguir” e preservar o bom e “fiel” casamento. Estão percebendo cada vez mais que o verdadeiro amor está além do que manda a tradição. Mas não distante de seus desejos, de seus instintos, de sua natureza feminina e até de mãe. Mas a busca, o simples “encontro-sem-busca” por este amor, está distante da coragem, para muitas…infelizmente. Há mulheres percebendo cada vez mais o verdadeiro amor senão pelo outro, por si mesmas, em primeiro lugar.E isso é muito bom! Isso às levará à um mundo em que a principal condição desse amor é a pura e simples liberdade. Liberdade em TODOS os aspectos e sentidos à todos os envolvidos na relação.
As pessoas geralmente mudam, se transformam e nessa transformação há novas buscas, novos desejos, novas expectativas…E se na relação, ambos não se transformarem juntos, não se acompanharem de forma naturalmente harmoniosa, acredito que não há como continuarem felizes juntos. E mesmo que continuem juntos, um deles, com certeza não será feliz, estará se anulando em troca de outros valores.
Quando as pessoas descobrirem o amor de dentro pra fora, de fora pra dentro…e que isso implica liberdade, nada de cobranças, nada de simples e rotineiras palavras expressando sentimentos e sensações mecanicamente…daí sim, terão descoberto o “amor infinito” e o quanto foi delicioso, puro e verdadeiro enquanto durou.
Você está certamente contribuindo para que as pessoas se descubram…em especial, as mulheres! Parabéns.
Caríssimo,
Antes de qualquer comentário sobre o texto, gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa e pela coragem em adentrar em temas no mínimo polêmicos.
As relações hetero e homo e bissexuais precisam dessa reflexão. Posto que esse “amor infinito” tem contribuído para montanhas de frustrações tanto no meio masculino quanto feminino. O amor infinito geralmente vira cordas que enforcam, facas que cortam, contratos que matam tudo aquilo que nos faz ser o que somos ou o que poderíamos ter sido.
Desde que nascemos somos condicionados a definir espaços, coisas, pessoas, comportamentos. Isso é meu,isso é seu, isso é nosso…até chegar as relações que se baseiam nos: eu sou sua, vc é meu, o(a) filho(a) é nosso(a) etc.
Sobretudo as mulheres como você bem pontuou. Crescemos brincando de Barbies, de casinha e comidinha, de véu de grinaldas etc. Aos meninos são os carros,as ferrovias, os super heróis.
Acredito muito na proposta feita no espaço deste blog, pois somente através da informação, da reflexão, da troca de idéias e sobretudo nós nos permitirmos dar um salto rumo ao “inseguro”, “desconhecido” mundo dos nossos desejos e pulsões,dos nossos espelhos secretos, é que talvez cheguemos a verdades sinceras e uma qualidade ímpar das relações entre um homem, uma mulher, ou dois homens, duas mulheres e todas as formas que o ser humano tem de amar! Um brinde a esse saltos, que a meu ver o Ela Nua e Crua, possibilitará a muitas pessoas!
Gisele, obrigado pelo comentário e parabéns por ter sido a primeira pessoa a fazê-lo no Ela Nua e Crua. Adorei a lucidez de suas palavras. Por ter sido a primeira, prometo-lhe um exemplar do livro, quando ele for lançado.
Não me deixe esquecer. Um abraço.
Esse seu texto é muito polêmico, pois homens e mulheres…principalmente elas têm uma visão româtinca há muitos anos …já faz parte de sua ”cultura” casar…ter filhos..e serem ”felizes para sempre”, mesmo que essa união lhe dê uma falsa impressão de ”felicidade”…faz com que elas se forcem a manter uma relação que nao existe mais…simplesmente para não abalar psicologicamente seus filhos…idiotice,em minha opinião..pois nao devemos nos privar de nossa felicidade por medo de causar danos em seus filhos…acredite..o dano maior é mantendo o casamento que já não existe mais…pensando que é o melhor a fazer por eles.
Em minha opinião pode haver amor infinito sim…o livre de julgamentos…de obrigações…ou seja..uma relação leve , saudável…a qual nos dar liberdade para conversarmos com nossos parceiros sem medo de ser julgada…de ser mal interpretada…havendo isso..o amor será infinito…pois terá cumplicidade…amizade..lealdade…e caso não queiram mais manter a relação …não existirá mágoas…ressentimentos , pois nenhum foi falso com o outro e podendo assim manter uma bela relação de amizade…e não pense que estou sendo contraditória…pode haver o amor infinito até mesmo após a relação…pois quando há a verdade do início ao fim…õ amor não será abalado…mesmo sendo ele uma amor entre amigos…essa é minha opinião.
Os opostos não se atraem..engano de quem pensa assim…como vc bem disse…isso será um problema no futuro…por causa da hipocrisia que existe no início de cada relação.Quando isso acabar as relações serão mais duradouras…Enqunato vamos vivendo e aprendendo…e agora mais ainda com PARIDADE SEXUAL.ABRAÇO TÁ DE PARABÉNS