Esse debate conceitual sobre o que seria tristeza, frustação, inquietação, etc, no mundo feminino, que foi incitado pelo artigo da revista Época, chamado “Por que as mulheres são tão tristes?”, é muito rico e subjetivo. Por isso, resolvi criar um post exclusivo para ele, onde farei mais uma abordagem sobre o mesmo.

Gostaria de esclarecer e compartilhar com vocês minhas leituras e percepções acerca de minhas experiências, baseadas em depoimentos femininos e em vivências, a respeito de questões conceituais sobre o que seria uma mulher triste, frustrada, inquieta, etc. Como você viu, esses sentimentos estão sendo muito comentados na matéria da Época, cada pessoa dando um sentido diferente, de acordo com sua visão e grau de consciência. Tratam-se de sensações muito subjetivas, assim como o amor, a felicidade ou qualquer sentimento o é.
Mais uma vez, quero deixar claro que, quando se trata de comportamento humano, não existe verdade absoluta. Sempre será possível existir exceções. Logo, quando expresso TODA ou TODO, refiro-me à maioria que, no entanto, também pode vir a ser TODAS ou TODOS.
Em minha opinião, todos nós, partícipes de diversos grupos sociais, somos seres, de alguma forma, frustrados, pois as inúmeras regras morais, às quais somos obrigados a nos submeter, afastam-nos dos nossos instintos e necessidades naturais, exceto os de comer e beber – englobando todos esses cerceamentos, o maior de todos é o da liberdade. Nesse contexto, considero a mulher ainda bem mais frustrada do que o homem, pois a separação que a sociedade exige que ela mantenha do seu cerne e as cobranças a ela feitas são infinitamente maiores do que no caso dos homens. A aceitação dessa afirmação – assim como o julgamento de sua intensidade, em cada caso – acerca do mundo feminino, por parte de cada leitora, variará de acordo com o seu grau de consciência. E somente a filosofia, a crítica, a análise dos fatos, a busca de respostas e conclusões pensadas tornam uma pessoa consciente. Inseridos na sociedade, compreender a realidade e ter discernimento é para quem o deseja com fervor. Necessita de determinação, pois trata-se de um processo doloroso e que, sem dúvida, afasta-nos dos preestabelecidos modelos de comportamento e, consequentemente, de todos aqueles que contam com o nosso comportamento “normal”.
Mesmo aquelas mulheres possuidoras da plena consciência de suas sexualidades, financeiramente independentes, que pouco estão se importando com o como os parceiros avaliam suas formas de pensar e agir, inclusive essas são frustradas. Porém, são também as inquietas, questionadoras, inconformadas, “siri na lata”. Mas, de forma alguma, considero-as tristes, pois são as lutadoras às quais a Ruth Aquino se referiu. As frustrações delas são decorrentes do batente social imposto à livre expressão e ação da liberdade que suas consciências lhes garantem que deveriam possuir. E muitas destas nem têm como referência a liberdade masculina, mas sim a liberdade de suas próprias almas livres, como vieram ao mundo, sendo logo em seguida castrada.
Essa frustração também é decorrente das poucas ou inexistentes oportunidades que possuem para compartilhar e viver essa filosofia libertária com um parceiro ou até mesmo para trocar idéias e experiências com amigas. Ou seja, são mulheres sozinhas, mergulhadas na e amparadas pela certeza da preciosidade de suas filosofias. Sozinhas sim… solitárias, talvez e possivelmente, às vezes. Percebem-se como MULHERES, sabem a que vieram, o que estão e porque estão fazendo, observam e analisam o mundo à sua volta, decididas a jamais – ou nunca mais – colocar seus livres-arbítrios em risco.
Mais uma vez, não são tristes, pois se percebem guerreiras, sabem que chegaram onde foi possível e têm orgulho de suas conquistas. Mas ainda não desistiram de lutar. Porém, infelizmente, tratam-se de pequena minoria.

Então o que consideraríamos uma mulher triste? Seriam todas as outras que não gostariam de estar onde estão, de estar com quem estão ou de ser o que são – um desses casos ou qualquer combinação entre eles. São aquelas que, por diversas razões, não conseguem se mover em direção às suas essências e, com isso, vivem em eternos conflitos, sejam eles conscientes ou não. São as que necessitam de psicoterapia para tentar entender suas crises existenciais. Seus comportamentos dependem de aprovação e são dependentes das aceitações da sociedade, da família, dos amigos e do macho com quem esteja se relacionando ou prestes a iniciar a relação. Suas formas de agir dependem de aprovações morais e suas dependências pode ser emocionais ou financeiras… ou todas elas podem estar reunidas na mesma pessoa. Sentem-se impotentes para transpor a mais básica barreira cultural. Falta coragem para qualquer tipo de transgressão aos conceitos morais preconizados.
As tristes só ficam sozinhas, por opção, em momentos seguintes às fortes desilusões amorosas. Normalmente, durante esse período, ficam deprimidas, pois “não nasceram para ser sozinhas”. No entanto, não querem mais se machucar. Passam a considerar todo macho um grande idiota insensível que não sabe amar. Para elas, ficar sozinhas, é uma dor terrível.
A mulher triste ama a sensação de amar. A quem? Mero detalhe. “Qualquer um” serve, contanto que também diga que a ama.

Tenho uma linha de raciocínio que me faz enxergar as pessoas em uma escala, onde de um lado temos os instintos, a liberdade, o livre arbítrio, o desapego exagerado às convenções. Do outro, os dogmas, tabus, os modelos de comportamento, as privações, as imposições sociais. Ao meu ver, quanto mais próximo dessa segunda extremidade o ser está, mais conflitos conscientes e inconscientes possui, mais triste ele é. Porém, isso também pode ser muito relativo, dependendo dos valores de cada um. Se uma mulher instintiva e com sua sexualidade bem resolvida se vê privada da liberdade sexual (como é, de fato), mesmo afirmando que se conforma com essa realidade, haverá, no mínimo, frustração em sua alma. Por outro lado, uma esposa e mãe beata que atribui como os únicos valores importantes na vida a família, os filhos, o casamento eterno, a fidelidade, etc, trabalhando sua mente para que se mantenha distante de tudo que é instintivo, inclusive, depois de anos de casamento, abrindo mão do sexo e de sua liberdade, esta dirá que é feliz. E quem poderá provar que ela não é? Cabe a mim filosofar, lançar idéias e expô-las de forma estruturada. Cada uma faça a sua autoavaliação.

Uma definição simplista: As apenas frustradas podem se considerar e demonstrar ser realmente felizes; suas frustrações decorrem do batente cultural para prosseguirem em suas conquistas. As tristes – que também são frustradas – são as insatisfeitas com suas realidades, mas sentem-se impotentes para começar a se mover.

21 Comentários »

21 Responses to “4.Por que as mulheres são tão tristes? II”

  1. guta disse:

    Não pense que essa é 1 forma de tentar manter contato ou chamar sua atenção… não há mágoas… mas eu exigo que vc retire meus comentários.

  2. admin disse:

    Guta, esse caso foi tão triste e absurdo que, sinceramente, acho que dispensa maiores comentários, pois temos tratado de questões tão mais elevadas e sublimes aqui…
    No entanto, apesar de conhecermos muito da realidade da “guerra dos sexos”, quando um assunto desse é levado à mídia, é jogado um balde de água fria em nossas idéias e percebemos, com clareza, o quão distante nos encontramos de uma justiça entre os gêneros, no mínimo, razoável. Muito frustrante.
    Eu não tenho dúvida de que vocês, mulheres, vão necessitar, cada vez mais, de heroínas como Chiquinha Gonzaga ou Leila Diniz, para acelerar um pouco esse processo. Do pouco que li e vi, estou adorando a postura dessa estudante. Posso estar enganado mas aparenta ser uma determinada e puta mulher… e não uma mulher puta. Vamos acompanhar, pois ela disse que hoje retornaria às aulas e que não desistiria do curso.
    Entristece mais ainda saber que isso aconteceu na Grande São Paulo, e não em Mossoró, no interior do Rio Grande do Norte.

  3. admin disse:

    Olá, Marta. Não tenha dúvida de que este espaço é para viagens mesmo. Sempre que tiver tempo, fique à vontade para embarcar nessa conosco.
    Felicidade é uma sensação de bem-estar. E “estar bem” é algo como ter as suas ansiedades físicas, emocionais e espirituais satisfeitas. Sexo? A grande maioria afirma precisar. Uma minoria diz que convive bem sem ele – ou com pouco dele… total relatividade. Não associo a felicidade à nenhuma prática. Cada um com seu cada um. Eu associo a felicidade ao livre-arbítrio, à liberdade de escolhas, de ir e vir. Porém, chega alguém e me diz que não tem nada disso e “é feliz”. E agora? Quem sou eu para afirmar que ele mente para si mesmo e para mim?

  4. Marta disse:

    Bom dia, Paulo. Recebi seu email e visitei o blog. Pena que estou sem tempo para ler TODOS os comentários, mas acho que o nivel de debates está excelente. Parabéns. Só continuo não entendendo a necessidade da felicidade de uma mulher estar amparada em sexo, seja ele do tipo que for. Será que nascemos unicamente para isto? A felicidade não estaria no encontro da minha própria personalidade? dos meus anseios, das minhas necessidades, estaria eu sendo egocêntrica?
    Enfim, será que eu posso viajar um pouco em seu blog? tenho alguns questionamentos.
    1. Porque dizem “ser mãe é padecer no paraíso?” jamais compactuei com esta frase. Para mim, ser mãe é viver um inferno diário, com horários, obrigações e uma imensidão de coisas que voce não gostaria de fazer e PRECISA fazer. Veja, tenho dois filhos maravilhosos, e os amo ainda mais hoje, que são adultos!!! Mas quando exigiam de mim, como mãe… SÓ POR DEUS.
    2. Quem disse que a felicidade de uma mulher se resume em casar e ter filhos? quem? Decerto na idade média, quando o homem precisava de decendentes para transferir riquezas, inventaram esta história. E a sociedade sempre combateu o sexo livre para a mulher, porque, caso contrário, não teriam como estabelecer a paternidade do rebento.
    Hoje existe o DNA. Portanto, homens, fiquem despreocupados.
    Mulher gosta de sexo, sim, mas não precisa de marido.

  5. Solange disse:

    Não deveriamos condenar ninguém , nem pela sua roupa, nem pelos seus pensamentos, sua forma de encarar a vida e seu jeito de ser.Mas sabemos que a realidade não é bem sim, um monte de pessoas ainda acha que deve intimidar pessoas que não pensem como elas, agem como elas.E acho que não deveriamos deixar proliferar a intolerância às diferenças, mas a intolerância à discriminação, perseguições sem sentido, intimidações tacanhas e burras,violências gratuitas, crueldades por causa de fanatismos absurdos.
    Numa sociedade onde vemos a toda hora revistas de pessoas nuas com poses provocantes, filmes pornô , eróticos passando na tv a toda hora,
    os jovens ficando todo final de semana, a liberação sexual em pleno vapor, o surgimento do biquini na década de 50, da mini saia nos anos 60,a revolução dos costumes na década de 60,70, nunca se falou tanto sobre o comportamento humano, sobre a sexualidade, dificuldades de toda ordem , melhorias tecnológicas facilitando a vida das pessoas…
    Como podemos entender, explicar certas atitudes crueis, limitantes acontecendo por aí ?
    Talvez haja muitas explicações para fatos como estes tão limitantes ocorrerem, cada um verá de uma forma
    essa volta à barbárie e intimidações ,fanatismosm coisas que víamos somente em filmes , notíciarios do que acontecia em outros países ou história ou documentários de pessoas que contavam como era preconceituoso sua época, coisas que nem conseguíamos conceber.
    E agora vejo fatos acontencendo que pensavamos acontecer somente no séc retrasado, na idade média, na antiguidade ou em alguma cidade muito isolada no planeta ou em alguma cultura muito fechada.
    Para onde estamos rumando?
    Para outros totalitarismos?
    Escravidões?
    Fanatismos?
    Homogenização ?
    Também me pergunto como podem ainda existir pessoas, mesmo com a queda do muro de Berlim, experiências negativas de certas ideologias ,etc,serem coniventes com tanta limitações de liberdades individuais, das maneiras de ser de cada pessoa, do seu direito de escolher, decidir sobre a sua vida?Enquanto coisas mais graves como poluição, criminalidade , degradação humana que deveriam ser preocupantes para a vida de todos.
    Uma pessoa que não faz nada, nem para si mesma , nem para os outros, certamente está sendo mais útil ao planeta do que os que vão trabalhar todos os dias, bater ponto , pessoas assim não poluem o planeta, porque não saem muito de casa.
    Será que são essas pessoas as que deveriamos nos deter ou são as pessoas que colocam nossas vidas em perigo como psicopatas, assassinos ou que formam pessoas em gado,ou com a poluição da água, do ar,etc..

  6. Guta disse:

    Pessoal,

    Escutei ontem no rádio, uma notícia absurda e gostaria de comentá-la, trazer esse fato a nossa reflexão.
    Uma estudante de turismo em São Bernardo( ABC) foi discriminada por alunos, professores e seguranças, chamada de puta pra baixo por ter ido a aula com um micro vestido rosa. Não acreditei e achei que fosse exagero…
    Mas a estudante precisou da escolta da PM, pois SETECENTOS ALUNOS a perseguiram, segundo um aluno de administração ” pareciam fanáticos evangélicos”.

    Numa entrevista, a estudante foi perguntada pelo apresentador se vestia-se só daquele jeito…
    Reproduzo aqui sua resposta que serve de bandeira para todas nós:

    “Acho que um vestido em uma mulher é extremamente feminino. Minha roupa só diz respeito a mim, respeito todo mundo e quero ser respeitada”.

    Estamos no século XXI mas é fato que as tribos persistem sim… sobretudo esse tipo que condena e discrimina uma mulher por conta do que veste ou deixa de vestir.
    Vocês já pararam para analisar refletir sobre o machismo da frase: As roupas não fazem um homem.

    Mas fazem uma mulher.

    Revolta-me sobremaneira escutar coisas do tipo: vestida assim, ela estava pedindo por isso… ou em casos de estupro quando comentam que toda mulher diz não quando na verdade quer dizer sim.

    Liberdade? Será que realmente a temos de fato? Como profissional do métier de turismo, eu sempre tive que me precaver quanto a esse tipo de olhar, de comentário e de postura, graças ao fato de que ainda existem um zilhão de pessoas nesse nosso minúsculo universo, que associam os profissionais do meio, como profissionais do sexo… é o turismo sexual e mais uma vez as pobres putas pagam o pato… e não temos muitos Chico Buarques que conseguem enxergar o valor de uma Geni.

    Por mais livres que possamos ser, ainda é preciso manter uma forte dose de hipocrisia, não como medo do que os outros vão pensar ou dizer, mas sim como forma de conviver e manter sua individualidade segura e bem longe desses abutres de plantão.

  7. Solange disse:

    Tribo????Estamos em pleno séc XXI e não no periodo neolítico, passamos como seres humanos neste planeta por várias experiências, já nos aprofundamos em várias questões da vida e dos seres vivos, já lutamos tanto por liberdades , por mais humanismo num história que se mostra tão violenta e cruel.
    Não não participamos de uma tribo, participamos de uma sociedade supostamente mais complexa, mais refinada em alguns aspectos, com mais conhecimento sobre tudo, supostamente mais civilizada, mais humana ,altas tecnologias, com mais garantias para que uma pessoa possa exercer plenamente sua individualista e seguir seu destino com segurança.
    Participamos de uma civilização que nunca antes visto e com consciência vemos culturas com formas de ver o universo, o mundo e a si mesmos de forma diversas de outras e procuramos respeitar essas visões como um indivíduo deveria respeitar a maneira de ser e a liberdade do outro.
    Mas constatamos, contudo, que apesar da avançadíssima tecnologia estamos retornando à idade média, a barbárie, direitos humanos sendo violados a todo instante, a todo segundo, a toda hora em alguma parte do planeta.
    E naves supersônicas sobrevoando nos céus como aves sobre nossas cabeças , seres humanos talvez nem tão humanos.

  8. Mar... disse:

    Li várias definições sobre o tema liberdade…porque será que uma simples palavra se torna tão complexa? Somos seres efêmeros, com características ora parecidas ora tão distintas. A liberdade está inteiramente ligada à própria cultura e ao convívio de cada um. Se cada pessoa vive em uma tribo, a tendência é se posicionar de forma a interagir, ajustando à sensibilidade do dia- a- dia presentes no seu próprio eu. O mais bacana de tudo, é Perceber a transitoriedade da vida tendo autonomia de suas próprias idéias, não ter medo de sofrer, de chorar, de crescer, de sorrir, de vencer, de amar… não ter vergonha de ser aprendiz. Viver cultivando o autoconhecimento, pois somente com ele se torna possível ter o espírito livre, se permitir, viver deliciosamente essa sensação fantástica que é a liberdade.
    Definir em uma palavra? VOAR.

  9. Solange disse:

    Temos que ter a liberdade de ir e vir, isso é um direito de qualquer pessoa, não podemos questionar .Tirando,lógico, as pessoas que colocam a vida dos outros seres em perigo, nem todas pessoas que se movimentam pelo planeta , dum lugar para o outro,sejam livres internamente. Se movimentam presas à crenças, ideologias de todos os tipos, costumes de uma época, preconceitos,etc,e além de tudo, por não serem ou não terem espiritos livres, aprisionam outras pessoas com suas mentes distorcidas.

  10. Solange disse:

    A liberdade é um estado de espírito.Gostei desta afirmação.Porque muitas pessoas presas realmente num lugar muitas vezes são mais livres em seu interior do que muita gente que tem liberdade de ir e vir.
    Essas pessoas são presas à costumes de uma época, presas às aparências, à crenças bolorentas, à ilusões de todo o tipo de ideologias,presas a tantas coisas.

  11. Paula disse:

    Liberdade é aquilo que faz valer todas as lutas em que nossa humanidade se mete a fazer…que “nos” propomos a fazer e fazemos. Alegria e liberdade, o que haveria de mais precioso para a alma humana? Por que será então que algumas pessoas insistem em olhar para outro lado com medo desse direito chamado “liberdade”? Será que o ser humano é tolo ou será que é masoquista mesmo?
    Liberdade: estado de espírito

  12. admin disse:

    Eu entro com a PERMISSÃO, PERMITIR-SE.

  13. Amália disse:

    Barbara 0:07
    Definir liberdade só com uma palavra:
    AGIR

  14. helena disse:

    Blog interessante,tema mais que interessante repleto de opiniões diversas.

    As mulheres são tristes e frustadas de fato,ricas ou pobres.Somos todos valorizados pelo que temos a oferecer ao outro, e não pelo que somos.Vale para homem e mulher.Não deveria ser assim, não queríamos que fosse assim, mas é.As mulheres acordaram e viram que homem é tão interesseiro, talvez até mais que nós mulheres.Temos um diferencial que é a maternidade.Tendo filhos ou não, todas tem o instinto maternal, e ficam com um homem duro, desempregado por amor sim.Sem humilhá-lo.O homem não é assim, ele humilha, joga na cara, e trata a mulher melhor quando ela trabalha.Isso não é amor, é interesse.Isso causa tristeza, mágoa, dor, depressão e diversas doenças.Sem contar que mulher quando separa, as amizades e a própria família separa junto.A humanidade está assim, a insatisfação é dos dois lados.Os homens são tristes também, até aqueles que vivem nos bares bebendo e rindo com os amigos.Até os homossexuais são tristes, soltam a franga com as amizades, mas todos são frustrados por não serem assumidos por seus casos.A vida é assim.Ninguém é feliz, temos alguns momentos de alegria que logo passa.Estou no segundo casamento, e o bicho pegou sempre para meu lado na hora do desemprego.A falta de grana faz as pessoas mudarem em relação as outras.Mas graças a Deus meu sentimento também muda.

  15. admin disse:

    Podemos dizer que a insatisfação é algo realmente saudável, significando também inquietude, desconforto, o estímulo para o início de um processo de mudança. Porém, caso essa insatisfação perdure por muito tempo e, diante da impotência para e não perspectiva de mudanças, ela pode virar realmente um tristeza, levando à depressão psíquica.
    Sem dúvida, toda pessoa triste é insatisfeita, mas o inverso não é verdadeiro. E, de fato, existem muitas mulheres tristes, assim como homens também. Mas, de um modo geral, por razões distintas.

  16. Paulinha disse:

    “…A emancipação feminina é como um contrato que foi assinado sem ter sido lido direito e que agora precisa ser renegociado”.

    Ao ler a reportagem essa frase realmente me marcou, e indignou como profissional e principalmente como mulher… Como se referir a sentimentos e relacionamentos interpessoais como um contrato a ser negociado?!Realmente não acredito que as mulheres na segunda grande guerra que saíram de suas casas e assumiram postos de trabalho em fábricas estavam assinando um contrato, estavam apenas fazendo o necessário naquela situação sócio política e cultural, muito menos que as mulheres que lutaram pelos direitos femininos e paridade entre sexos, há algumas décadas, acreditavam que estavam selando um acordo com a sociedade…Acredito sim que faziam o que era possível naquele momento e naquelas circunstancias.

    Definitivamente trata-se de uma reportagem machista, manipuladora com um potencial terrível de justificar o injustificável para leitores desatentos , desinformados e engessados.

    A felicidade/tristeza não podem ser generalizadas, explicadas e justificadas. São sentimentos, que se caracterizam por um corte no tempo e espaço da vida daquele individuo, sendo neste momento influenciado por diversos fatores incapazes de se mensurar. A felicidade pode estar num olhar, num emprego, num prato de comida, num bem material, numa conquista profissional…

    Acredito que uma melhor abordagem seria a insatisfação e não a tristeza… Podemos ficar horas e horas debatendo e elucubrando possíveis causas para a insatisfação feminina, mas sinceramente, desde quando insatisfação é algo ruim?!É através dela que evoluímos, aprendemos, lutamos …em algumas vencemos e em muitas perdemos, mas nunca deixamos de aprender, evoluir… enfim de viver plenamente.

    Existe uma frase, que apesar de extremamente simples e até grosseira, gosto muito “Se chiar resolvesse sonrisal não morreria afogado.” Acredito fielmente que se nos permitirmos viver, ser quem realmente somos, tendo a plena consciência que fazemos o que é possível dentro do que nos é fornecido, estaremos satisfeitos e, de repente um pouco mais perto da tão sonhada felicidade.

  17. Guta disse:

    Bom diaaaaaaaaaa!

    A minha definição de liberdade é AUTOCONHECIMENTO…pois só quem tem coragem de se descobrir, pode ousar e atingir a liberdade de ser, de ir e vir e de mudar e crescer como ser humano.

    Beijocas pra todas do clã e administrador e seja muito bem-vinda Solange!

  18. Bárbara disse:

    “Cada um tem a sua opinião de liberdade porém nenhuma pessoa tem noção do que ela é.” (Eduardo Lemos)

    Dei de cara com essa frase hoje e fiquei pensando nela o dia inteiro. Aqui no blog também já se falou tanto sobre liberdade, ainda falamos e, certamente falaremos sempre. Lembro ter dito, aqui no blog, que devemos, num primeiro momento, apenas exigir a liberdade bela e simples de sermos nós, de poder ser eu mesma em cada gesto e pensamento.
    Mas a partir daquela frase me questiono – e eu tenho noção do que é liberdade? Falo dela o tempo todo, a uso indiscriminadamente, me questionam sobre ela o tempo todo também. Mas em que consiste a liberdade para mim? Porque a liberdade não é uma condição, não é algo que vem de fora, é um estado de espírito. É querer ser dona do próprio nariz. É se tornar dona do próprio destino, dona do próprio corpo, dos próprios desejos. É permitir a livre escolha de vida, de felicidade. É permitir o encontro, o atropelo, o agir, o atuar, porque o pior castigo de todos, o erro maior, a lição mais difícil de enfrentar é uma vida que não se justifica em si, que não busca, que não desafia, que se esconde, que se amedronta,

    Liberdade é usufruir da vida e conhecer todas as suas possibilidades. É escolher o que pode nos trazer crescimento, o que nos torna gente, o que é capaz de nos tornar felizes, de nos tornar mulheres. É aquele bate-papo íntimo do dia a dia e com total sinceridade que nos revela o que procuramos, o que nos satisfaz. É saber o que se quer e buscar. Liberdade é ser feliz com algo ou alguém, ou sem algo ou alguém, é ser feliz apesar do: o que vão dizer ou o que vão pensar…

    E, afinal, por que as mulheres precisam ser tão tristes??? Isso precisa realmente ser verdade? Se quisermos e nos permitirmos, podemos procurar, buscar, trazer para nós a liberdade.

    Liberdade é ter a livre escolha, então, liberdade para mim é gostar de ser ousada.

    Vamos todos procurar o que significa liberdade para cada um de nós…e vamos fazer por merecê-la…

    Ok, pessoal!…Desafio: vamos cada um de nós definir a palavra liberdade com uma única palavra. A minha é ousadia. Segue…

  19. Solange disse:

    O que é isso??Estou achando bem interessante a proposta deste blog.Só que o que vejo por aí , de pessoas que escrevem sobre comportamento humano,é que esses “profissionais” fazem uma analise por cima da vida das pessoas , não vendo todos os detalhes da vida delas, não vendo qual os motivos das pessoas agirem de tal forma na vida.Há muitos fatores que envolvem um indivíduo, ou casal para alguém chegar onipotentemente e analisar os comportamentos e modos de agir e ver a vida.
    Aí, acho , que a margem de erro para fazer um quadro de como as pessoas se comportam numa relação a dois, a três, a quatro muito grande, vago e superficial.

  20. admin disse:

    Olá, Solange. Estou meio sem tempo agora para escrever. Comentarei depois. Mas, não pude me furtar de arrumar um tempo para tirar a curiosidade. Foi um elogio ao nosso trabalho?

  21. Solange disse:

    As teorias sempre são bonitas de se ler, compreendermos a nossa existência mas isso é verdadeiro, válido e construtivo quando o teórico é honesto e ético
    nas suas intenções.
    Muitos são na verdade muito picaretas, ficam generalizando tudo, colocando todas as pessoas no mesmo rol de problemas , comportamentos e maneira de ver a vida.
    Não fazem uma pesquisa ou reflexão aprofundada do ser humano.Muitas vezes ficam colocando o que um diz aqui ,ali e depois juntam tudo para vender como tudo fosse de sua autoria e esforço.
    As pessoas deveriam discernir, avaliar , julgar muito os profissionais e as verdadeiras intenções destes picaretas aproveitadores.São um perigo para as pessoas ingênuas e que estejam passando por um periodo frágil em suas vidas.

Leave a Reply