Estamos retomando o artigo Rejeição e Perda II, pois ele havia ficado em aberto para que fosse por mim completado após ler alguns comentários de vocês. Os já escritos foram trazidos para cá. Iremos, agora, “concluí-lo” – entre aspas porque os assuntos dos quais tratamos nunca serão encerrados em um artigo apenas, pois sempre acabarão permeando os sequentes. Vamos a ele.
Em Rejeição e Perda I, conversamos bastante sobre os sentimentos de perda e de rejeição que se instalam, em uma separação, naquele que é deixado e que não optou pela ruptura da relação. Após tantos comentários inteligentes, creio ter ficado claro – pelo menos na teoria – que, quanto menor o autoconhecimento, autoestima e amor-próprio, quanto mais turva é a consciência em relação ao seu EU e ao seu valor como um ser que nasceu para ser livre e pleno, mesmo sozinho, maior será o sentimento de rejeição.
Agora, abordarei um assunto que trata das diferentes formas que essas sensações são vividas pelos homens e pelas mulheres, durante as separações.
É fato que, na grande maioria das vezes, a mulher é quem toma a iniciativa do pedido de separação. Por quê? Trata-se de paradoxal confronto dessa estatística com o romantismo feminino ou este, simplesmente, é a causa? Ou seja, essa recorrência é real “apesar” de a mulher ser mais romântica ou, exatamente, “devido ao fato” de o ser? Quais os motivos que levam a também grande maioria dos homens a não aceitar e não concordar com o rompimento do casamento, valendo-se de todas as armas possíveis – chantagens emocionais, agressões morais, retaliações financeiras, ameaças físicas e violência – para tentar convencer a esposa a mudar de ideia?
Respondendo ao questionamento acima, a grande desproporção entre os pedidos de separação de esposas e maridos é, exatamente, porque aquelas mais acreditam – e, na maioria das vezes, somente elas caem nessa armadilha – no casamento eterno e feliz, na família perfeita que vemos nas publicidades de planos de saúde e seguros de vida, filmes, novelas, romances em mídia impressa – essas dezenas de revistas direcionadas ao público feminino adolescente que infestam as bancas de jornais e se multiplicam como ratos, nas propagandas que querem vender seus produtos no Dia dos Namorados, Dia das Mães, Natal, etc. Elas se projetam naquelas fotos, cenas e histórias. “Chegar a minha vez é questão de tempo”. Resumindo: o príncipe existe e ponto final!!
Acompanhem esse pequeno trecho do excelente livro “Mulheres que Correm com Lobos – Mitos e histórias do arquétipo da Mulher Selvagem”, pág. 15 e 16, da psicóloga junguiana Clarissa Pinkola Estés:
“A fauna silvestre e a Mulher Selvagem são espécies em risco de extinção.
Observamos, ao longo dos séculos, a pilhagem, a redução do espaço e o esmagamento da natureza instintiva feminina. Durante longos períodos, ela foi mal gerida, à semelhança da fauna silvestre e das florestas virgens. Há alguns milênios, sempre que viramos as costas, ela é relegada às regiões mais pobres da psique. As terras espirituais da Mulher Selvagem, durante o curso da história, foram saqueadas ou queimadas, com seus refúgios destruídos e seus ciclos naturais transformados à força em ritmos artificiais para agradar aos outros…”
“Os lobos e as mulheres foram perseguidos e acossados, sendo-lhes falsamente atribuídos o fato de serem trapaceiros e vorazes, excessivamente agressivos e de terem menor valor do que seus detratores. Foram alvos daqueles que preferiam arrasar as matas virgens, bem como os arredores selvagens da psique, erradicando o que fosse instintivo, sem deixar que dela restasse nenhum sinal. A atividade predatória contra os lobos e as mulheres, por parte daqueles que não os compreendem, é de uma semelhança surpreendente.”
“Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas.”
Creio que não há muito mais o que acrescentar a esses trechos que mais me soam como um extraordinário esclarecimento criado através da filosofia emanada de uma brilhante consciência, da terra, madeira, água, ar, do sangue animal que corre nas veias… através de sábias palavras.
Saqueados e castrados os instintos femininos, criou-se um grande buraco no EU, no self da mulher. Interessantemente, fazem-na acreditar que o amor romântico, a “metade de uma laranja” ou a “sua cara-metade” e a maternidade se encaixariam perfeitamente nessa fenda, tomando o lugar da liberdade que lhe foi roubada. Isso vem ocorrendo há, pelo menos, cinco milênios, e o livro já mencionado por mim, “A Cama na Varanda”, de Regina Navarro Lins, explica muito bem esse processo predatório.
Todos acham normal a facilidade com que a mulher chora. As que se emocionam até com filme dos Simpsons entram nas categorias meiga, doce, “manteiga derretida”, “para casar”. Todos rimos e achamos naturalmente inerentes à ela sua dependência do macho, seus medos e inseguranças. Qualquer uma que destoe e seja mais instintiva, que saiba se defender e se impor, é rotulada de “a que age como homem”. O medo nada tem a ver com o gênero feminino do ser humano… ele tem sido propositalmente alimentado através de milênios de manipulação e opressão… até que passou a ser considerado idiossincrasia feminina. Somente a fêmea homo sapiens tem esse comportamento passivo e – por que não? – covarde. Em nenhuma outra espécie essa disparidade reacional entre os gêneros ocorre. O instinto materno, de forma alguma, serve para isso justificar. Porém, ela seria perfeita para casar, aprovada pelos pais e avôs. Por que será?
Então ela parte para o sonhado casamento. Com o passar de poucos anos, percebe que a metade da laranja fica passada, não lhe oferece mais suco algum e que a cara-metade não passou de um mascarado de um baile à fantasia. Porém, a mulher tem plena consciência de que também sempre usou uma fantasia. O grande equívoco de muitas é se iludir com a ideia de que ambos permanecerão eternamente com as máscaras e com elas irão para os caixões com os mesmos sorrisos do baile em que se conheceram. “Felizes para sempre”. Gradualmente, as duas máscaras começam a cair e não é muito agradável o que começa a surgir no espelho… muito menos nele. Daí em diante, sem cara-metade, sem instintos, sem liberdade e sem perspectiva de se ver em condições de resolver o problema, a não ser dando a si mesma outra chance… começa a pensar na separação. Diante do desamor, sua coluna estrutural psíquica começa a ruir e a fenda volta, aos poucos, a se abrir. Então, passa a focar e sufocar os filhos, precisando, desesperadamente, da manutenção de algum eco para a sua necessidade de se sentir amada, da dependência da sensação de “amar estar amando”, não importa a quem. Mas isso não resolve. Quanto maior a expectativa, quanto mais se é enganado e/ou se deixa enganar, maior é a frustração, decepção.
Quando conseguem romper a relação, aquelas que alcançam algum grau de lucidez ficam seletivas, pensativas, introspectivas e, consequentemente, bons períodos sozinhas… algumas, para sempre. Para as outras, é declarada mais uma temporada de caça ao príncipe.
Se a sensação de desengano é algo bem comum na maioria das mulheres, as reações entre elas são bem distintas. Há aquelas poucas que, assim que se percebem infelizes, rompem a relação; as que, diante de suas dependências financeiras, preparam-se para conseguir seus próprios sustentos, só comunicando aos parceiros as suas decisões ao se verem independentes – quando concluem suas faculdades e conseguem um emprego, por exemplo; as que já estão prontas e se decidiram pela separação, porém, para terem uma boa justificativa, diante da família e amigos, colocam-se “à espreita”, aguardando surpreender o marido em um flagrante de traição; existem aquelas às quais realmente falta coragem para qualquer tipo de movimento em direção à liberdade, por terem medo dela, assim como dos julgamentos da família e filhos, independentemente da realidade da independência financeira; e existem aquelas – MUITAS – que não pretendem, absolutamente, separar-se, por ser o casamento e o machismo menos incômodo do que ter que pensar em ganhar a vida sozinhas.
De forma alguma, podemos deixar de considerar as exceções, que são as que acreditam no romantismo e se encontram satisfeitas com o que ele lhes têm oferecido, durante anos de casamento. Como e quem vai duvidar? Somente elas podem saber… ou não.
Do lado masculino, a coisa é bem diferente. A maioria continua tendo quatro patas – e isso não é crítica… concordo com que devamos ter mesmo. Claro que se adaptaram bem à monogamia social – nunca à sexual, no entanto, seus instintos não foram aniquilados. Falam alto, são agressivos, defendem-se, brigam, são dominadores, trepam, fodem, urinam em pé e nos postes e árvores, marcam território, não têm medo de escuro, de barata, de sair sozinho, de ser chamado de galinha, etc. Porém, possuem um destacado medo, muito maior do que todos os outros que possam, também, carregar: o de ser “corno”, “chifrudo” e de ser abandonado pela fêmea, pois isso compromete totalmente sua masculinidade, caindo-lhes das mãos a bússola com seu ponteiro fálico emperrado no norte do egoísmo dominador machista que sempre conduziu sua vida e de toda a nossa sociedade. Sentem-se perdidos. “Separação por quê, se eu continuo tendo quatro patas? Não vejo problema algum no nosso casamento. Você precisa de tratamento psicológico!”
O falocentrismo – o “pau” como o centro de nossa cultura comportamental ocidental – é tão cultuado que, diante da decisão da mulher pela separação, a primeira coisa que vem à mente de muitos conhecidos machos é que o marido não é bom de cama. Na mente do “abandonado”, sua grande preocupação é transparecer, comentarem que, de alguma forma, ela falhou como macho. Obs: só mencionarei pênis quando eu me referir ao sexo com intuito de procriação… sexo objetivando o prazer é feito com pau mesmo.
Agora, ele terá que encontrar outra que “o compreenda”, como a que está querendo partir o fez por tantos anos… e isso o apavora – mal sabia ou não queria ele saber das frustrações, tristezas, pensamentos e desejos de bastidores? E as pensões dos filhos, divisão dos bens, explicações aos amigos? “Claro que ela já tem um amante!!”
As conseqüências da indignação masculina? Após as negativas à separação e várias ameaças, algumas respostas serão encontradas nos livros de registros das Delegacias de Mulheres – onde estas existirem, com os juízes decidindo as litigiosas divisões dos bens, nas manipulações contábeis para haver a menor perda de renda e patrimonial possível e, no caso das famílias mais abastadas em que os pedidos de separação não logram sucesso, também nos consultórios de psicoterapia e psiquiátricos, cujos principais pacientes são do sexo feminino que procuram os especialistas para dividir seus medos, culpas e impotências.
Na maioria das vezes, quando o homem decide sozinho pela separação? Quando já possui uma substituta para a atual esposa. Dificilmente ele se separa para ficar sozinho. Nesse caso, percebam que a mulher rejeitada, abandonada, tem a sensação de perder alguém, mas não sabe o que realmente foi perdido… ou seja, é mais sentimento de rejeição do que de perda. Notem, também, a particularidade de que, quanto mais no pico da pirâmide social a família se encontre, mais, não apenas o homem, o casal é tolerante com o relacionamento falido: a voz do patrimônio. Mas quando ele realmente opta pelo fim da relação, muitas das vezes ocorre com a mulher o que podemos ler nos casos relatados no link abaixo, sobre a Vera, Celina e Carmen, por exemplo. Discordo das origens dos sentimentos apresentadas pela psicanalista, mas vale a pena ler o artigo, como curiosidade e para traçado de possíveis semelhanças:
www.fundamentalpsychopathology.org/anais2006/4.14.3.2.htm
Assim funciona o “amor” romântico: as separações, realmente, são dolorosas, mas, raramente percebem-se perdas nobres reais, pois a nobreza da verdade foi relegada, desde o primeiro encontro, anos atrás. Predomina o sentimento de rejeição.
Sobre a distribuição justa das culpas, já conversamos sobre isso. De forma alguma, os homens são isoladamente culpados. Além dessa ressalva, também já conversamos sobre o fato de que, caso houvesse uma consulta popular visando a uma possível mudança dessa realidade, muitas mulheres votariam pela manutenção da cultura machista. “Ela incomoda mas é extremamente cômoda!”
Apesar de assim não ser apresentada no dicionário, a palavra teórico é popularmente usada de forma pejorativa. Prefiro dizer que estou tentando estruturar e teorizar minhas conclusões após práticas, observações e reflexões, para poder dividi-las com aqueles que desejam discuti-las.
Sobre as experiências, já conversamos muito sobre elas, sobre o que consideramos ou não experiência, no artigo número 5. Basta relê-lo, assim como os comentários.
Sugiro a leitura do “Mito da Caverna”, de Platão, que é uma parábola que se encontra no livro “A República”. Segue um link para o texto. Ele é curto e extremamente interessante.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Mito_da_caverna
admin,
Vc vive e é extramamente teórico.
Talvez o teórico além de viver, ter suas experiências,vivências, suores,risos, dores, amores,alegrias, tristezas ,seja mesmo um grande observador da vida, do mundo , das pessoas e de si mesmo.
Não sou um teórico , eu vivo.E quem disse que um teórico não vive?risos
Não sou um idealista que contempla.Adimin, vc contempla sua vivência, não deixa também a sua maneira de ser um idealista contemplativo.A tua atenção é mais voltada ao objetivo,das suas experiências com outras mulheres, as sensações corpóreas,realmente isso ocasiona muitos suores,risos.
Admin
Como vc pode dizer que alguém contemplativo não sue,que Não tenha tido suas experiências,vivências mesmo sendo um idealista contemplativo?De onde você tira essa afirmação tão categórica?
E você não acha que alguém contemplativo não goste de sexo?Você acha que num casamento tradicional as pessoas não fazem sexo bastante?
Hoje em dia as pessoas que entram numa relação assim já tiveram suas experiências , já conheceram outras pessoas.Não é como no passado principalmente as mulheres o único homem que conheciam intimamente era o marido.
Ninguém entra hoje em dia numa relação para se tornarem irmão.Não tem mais essa.Ou se dão bem, ou caem fora.
Idealismos sem desbravamentos e suor, medo do desconhecido maquiado por belos discursos filosóficos e “certezas” – que o sensato admite como, possivelmente, temporárias – sem curiosidades e coragem de colocar a mão no fogo e dar a cara a tapa, sinceramente, desconsidero-os. E nesse ponto sou realmente radical – um dia, posso mudar de ponto de vista.
Não sou um idealista que contempla. Eu suo. Não sou um teórico. Eu vivo.
Sobre relacionamentos, estou sempre disposto a discutí-los, pois amo esse tema. Não sou dono de verdade alguma. Mas para um bom debate, eu tê-lo com alguém que está casado há 20, 30, 40 anos, não será uma discussão sobre relacionamentos, e sim sobre “Como Manter um Casamento por Décadas, Apesar de Tudo” – o que também é um aprendizado válido!!! Esse “alguém” suou sofrendo na mesmice… eu venho suando com experiências e conclusões intensas, com personagens distintos. Sou cobaia de minhas próprias curiosidades e ansiedades de mais aprender. Sinceramente, acho esse debate uma covardia que não vale a pena nem começar.
A única certeza de que tenho, hoje, é que não abro mão de minha liberdade de pensar e agir, consciente da necessidade de, de alguma forma, adequá-la a um convívio social. Fora isso, não me incomodo nem um pouco por não saber exatamente aonde irei chegar, contanto que eu goze muito no sexo, com as amizades, nas trocas, nos desafios, nas descobertas, nas vitórias, nas derrotas, etc… ao longo do caminho.
Vou confessar uma coisa, sou uma pessoa extremamente individualista, não no sentido egoísta, acho até por pensar muito nos outros que sou assim.E tenho um tendência muito grande diria até infinita de idealizar um relação. No momento que conheço alguém de verdade,perco o interesse.Não sou uma mulher diria deslumbrante, mas tenho uma personalidade individualista, idealista, de autocontemplação,narcisista.
Admin, acho que você está idealizando muito a vida, as pessoas , as mulheres.A realidade é bem diferente independente do nosso estilo, as relações não serão mais fáceis, idílicas morando num barco e se aventurando sem um destino para se fixar,a vida nunca é exatamente do jeito que idealizamos no nosso quadro mental desde que nascemos, mas o bom é sempre buscar realizar essa idealização, essa mentalização para sermos felizes dentro do nosso jeito e da nossa realidade.Será que um homem ou uma mulher que muda toda hora de parceiro não idealize demais as pessoas, nunca estão satisfeitas, nunca encontram aquela que preencha, acho que pessoas assim são as que mais idealizam,românticas do que alguém que tem uma vida mais realista,que procura qualidade numa relação mas ao mesmo tempo sabe que não existe a pessoas perfeita, que não tenha defeitos, problemas, fraquezas,etc.
Sempre acreditei que ao procurarmos alguém para tentarmos uma vida juntos, o mais interessante é conhecer é ser capaz de avaliar a possibilidade de se conviver com defeitos e limitações do outro. As qualidades, são maravilhosas mas só funcionam no utópico. De que nos adianta viver com um lobo mal, que nos veja e coma bem, se sua sinceridade for tão canina a ponto de ferir, se sua natureza e tão instável a ponto de criar uma angustiante sensação de impotência e desamparo. De que nos adianta um príncipe, que nos salve e “cuide”, se não souber mexer com nossos instintos e acender nossos desejos. De que nos adianta um sapo, que decidiu mostrar seu verdadeiro eu, mas que tenha algo, nem que seja deixar a tampa da privada levantada, que nos enlouqueça e impeça de manter essa relação. Trago da minha profissão uma frase que irei adaptar, “Não existe homem ideal e sim: Homem ideal para quem?” Cada vez mais, penso que exista alem do para quem, o quando, afinal o ideal hoje, não foi o de ontem e provavelmente não será o de amanha…
Mas o que importa? Cairemos e depois levantaremos para encontrar o nosso quem correspondente ao nosso quando e onde. No final de tudo o importante, acredito, seja não desistir e se permitir. Realmente acredito que de forma bem pragmática, se for possível pragmatizar sentimentos verdadeiramente, avaliar defeitos é bem mais eficiente que qualidades no inicio de um relacionamento a dois.
Acho que a mulher não deve ficar com alguém que não preencha o que ela quer num homem, não digo no sentido de idealizar totalmente um homem,mas porque a mulher tem o direito e a liberdade de ficar com quem quiser e com alguém que a queira também da mesma forma como o homem também é livre para escolher qual a mulher que ele quer ficar.Penso que entrar numa relação só para experimentar e ver como é sem ter nada a ver comigo ,hoje, não entro mais nessa.Na adolescência é mais comum este comportamento de querer experimentar o sexo, o sexo é algo ainda desconhecido, o sexo é mais importante que a pessoa em si, não digo que todas moças sejam assim, acho que com o homem é da mesma forma, tem o periodo de experimentação, de ir conhecendo as pessoas, depois de uma idade já há mais maturidade, as pessoas se tornam mais seletivas, querem mais maturidade, companheirismo, amizade, não só alguém para fugir da solidão, na minha maneira de ver,lógico.
Hoje não entraria numa relação somente para me satisfazer sexualmente se eu não tiver uma mínima afinidade com a pessoa, os mesmos gostos, mais ou menos a mesma maneira de pensar e ver a vida,tem que ser com alguém que eu me afine mesmo.
Acho que a Barbara , resumiu tudo. Enquanto homens e mulheres ficarem tentando esconder o seu verdadeiro Eu, vamos ficar sempre em busca de nós mesmos, dentro do outro.
Romantismo pode ser tudo que se idealize,pode ser idealização da busca de uma vida mais instintiva, espontânea , da liberdade total,sem tantos compromissos na relação etc ou idealizar totalmente uma relação mais tradicional, onde vá existir mais segurança, conforto a aconchego .
Bem que tem fases da vida que somos mais românticos ou não, vai depender muito das experiências e vivências de cada um.Não acho o romântismo algo ruim, a falta dele sim pode tornar a vida um tanto árida, sem estimulo, energia para se viver,nua e crua.O romantismo é o tempero da vida, nos dá mais alegria, ânimo para buscarmos nossos sonhos, realizarmos nossos desejos através de uma vida mais livre ou uma vida mais pacata, vai depender muito do indivíduo com sua personalidade e temperamento.E como na vida de um indivíduo, o mundo também tem seus momentos mais românticos e outros nem tanto, é algo cíclico.
A sociedade não está preparada para ver como normal desejos tão instintivos. Porém, não coloco só no homem a dificuldade de aceitar a tal loba existente nas esposas e namoradas como colocou o Administrador. Acredito que os juízes mais severos somos nós mesmas. Nem todas as bandeiras do mundo, por enquanto, são capazes de tirar o preconceito de alguns e de nós mesmas. Viva a vida e as infinitas possibilidades. Viva o que quero, com quero, da maneira que quero. Acertaremos no dia que nos olharmos e também aos nossos parceiros sem lentes cor de rosa.
Meninas, não existe homem ideal, perfeito, e não é porque estão em processo de extinção ou se extinguiram. Literalmente, ele é irreal. Aquele que seria, hoje, o homem perfeito, para cada uma de vocês, certamente nada tem a ver com o homem que buscavam há dez ou vinte anos atrás, principalmente, por terem mergulhado nesse delicioso processo de questionamentos. Aí é que nossas percepções ficam dinâmicas mesmo.
O romantismo traçou um modelo de mulher e homem perfeitos que, a essa altura do blog, já sabemos ser um modelo completamente agressor de nossa natureza. Suas perfeições duram tanto quanto a “onda” sentida quando usávamos lança-perfume, para aqueles que já o fizeram.
Morro de rir quando vejo nas salas de bate-papo os nicknames de homens e mulheres com os adjetivos perfeito, para casar, ideal, etc. Como eu já disse, entre os poucos casais autênticos que existem – talvez vocês não conheçam nenhum, cada par não abre mão de manter viva a sua identidade. Eles resolveram se juntar porque cada um se sentiu atraído pelos pensamentos, formas de se expressar, corpo e filosofia de vida em geral, do outro. Se há a manutenção da identidade e livre-arbítrio, não existe padrão, ideal, perfeição.
Pelo menos para mim, dentro do disseminado conceito de mulher perfeita, é, exatamente, dela que mais quero distância… e muita. Quer coisa mais chata do que uma mulher que atende ao preconizado arquétipo de mulher para casar? Quero e preciso ver feliz aquela que estiver ao meu lado. Não quero um animal criado em laboratório e adestrado para ser o meu fiel companheiro, dando-me a certeza de que vai morrer comigo, escolha eu o caminho que decidir. Quero um animal silvestre que ame a liberdade tanto quanto eu… juntos por um dia, uma semana, meses, anos, não importa. Continuo acreditando que, somente assim, poderemos vir a sentir no corpo e na alma algo que possamos arriscar chamar de amor verdadeiro. No meu caso, se assim não for, não terá minha admiração… e, sem esta, não há tesão.
Os bichinhos adestrados eu deixo para os demais companheiros machos, para que desfrutem das “seguranças” desejadas e indispensáveis às suas vidas a dois.
Uma sociedade não é igualitária quando ao homem tudo é permitido ou quase tudo, sem impunidade e à mulher o destino é sempre a repressão dos instintos,do recato, como se ela ainda continuasse sendo o pivô dos homens terem seus instintos descontrolados, colocando sempre um motivo fora deles e não dentro deles mesmos, do autoconhecimento e maturidade, uma sociedade que permite esses comportamentos é muito atrasada .
Não estou querendo dizer que a mulher deva sair por aí imitando o comportamento degradante de alguns homens caindo em outro extremo.Quero dizer que Ou os homens e mulheres respeitem a si mesmos e aos outros e a vida como um todo igualmente e justamente ou se deve liberar o bacanal para todo mundo tanto para homens como para mulheres porque se não vai dar a sensação que não saímos ainda da idade média , da repressão burra, doentia, violenta, estupida e desequilibrada ou da doença, do vale tudo desmedido,louco e insano.
E como se alcançar um possível equilibrio é lógico que sempre será alcançado através da educação,de um ensino de qualidade, estudo, muita leitura, muito reflexão e não somente através da tv,internet, googles da vida, esses veículos têm seus lugares no mundo que vivemos e só vem acrescentar e ajudar na nossa busca por mais conhecinho e esclarecimento sobre tudo .
Bom diaaaaaaaaaaaaaaaa a todas e ao nosso administrador!
Ai que sono. Mas fico contente que tenham ido além do sentido sexual quando me referi a música. Essa coisa da natureza Solange é muito séria, não abro mão do contato com a terra, com água, com o Sol e o ar. Tenho através do meu trabalho, a oportunidade de fazer trilhas pela floresta da Tijuca. Essas mesmas trilhas que eu sei onde começam e terminam, já me conduziram a trilhas dentro do meu eu. Quando a gente percebe e consegue ser UNO, e acho que nós mulheres temos já dentro d´alma do DNA dessa unidade. A gente funciona de acordo com a Lua, com as marés e com as chuvas. Nós somos cíclicas.
Tenho para comigo, essa permissão íntima, que há alguns séculos atrás nos levaria as masmorras da inquisição,
Quanto a confraria, demorô Barbára!!
E digo mais… essa segurança que muitas mulheres procuram é ilusão, é morno, e no meio e no fim é muito chato.
Beijocas mil pra vocês!
Essa visão de uma volta ao homem ou mulher selvagem , desta busca é muito romântica, tão romântica quanto uma relação tradicional, do casal, dos filhos , confortavel e segura.Talvez para se compreender muito bem todas essas questões ,deveríamos nos apronfundar em várias áreas do conhecimento humano como antropologia, filosofia, psicanálise,história,etc para sermos mais consistentes e não sermos preconceituosos,superficiais ou julgadores e novamente caírmos num irracionalismo bárbaro de caça às bruxas,ou seja, o oposto do esclarecimento,de uma compreensão mais profunda de nós mesmos e do mundo que nos rodeia e mais humanizada para não caírmos de novo numa sociedade totalitária , controladora onde os indivíduos se tornem cada vez mais superficiais, ocos e mesmo que estejam inseridos numa sociedade com uma refinada tecnologia não passam de homens que mal sairam da sua condição de símios e que ainda não sabem o que fazer com a razão, o discernimento sobre as coisas, o pensamento recém adquiridos, com o vislumbre de algo que ainda não conhecem bem dentro deles, do desconhecido despontando no horizonte como a própria verdadeira e profunda espiritualidade.Hoje vejo indivíduos que estão ainda com um pé nos nossos primos os primatas e outro pé nos seres humanos.
Seres humanos que maltratam outros seres vivos, animais não são humanos , os animais são a expressão pura da natureza, da nossa natureza animal, do contato mais direto com a prima essência, com o divino e nós, na nossa ignorância ,os maltratamos impiedosamente sem remorso e muita crueldade,não somos seres humanos , somos monstros que não sabem lidar com a própria sexualidade se atirando cegamente em toda novidade que aparecer nesta área , com a força desta energia sexual interna , deste vulcão adormecido, não sabemos canalizá-la de forma consciente , inteligente e evoluída. Ou maltratamos a natureza ou nos deixamos mergulhar de novo na selva , numa volta frenética ao útero, à harmonia, ao instinto,à contemplação, ao início de tudo e que, talvez, pode ser o fim de tudo.
Admin, Não sei se o que penso sobre lobos ou lobas seja o que você está pensando.Mas explicarei melhor, quando digo que todas as mulheres estão em busca de um homem assim, realizado e de bem como sua natureza interna, não me refiro exclusivamente ao sexo.Não estou querendo falar de um homem que viva na selva, no meio dos animais e que leve uma vida totalmente selvagem sem contato com a civilização, não é bem isso.
Um homem como descrevi no meu comentário anterior , na minha visão, hoje , é uma coisa rara, ainda mais na sociedade que vivemos, do imediatismo, suaperficialidade, onde ninguém tem um norte, onde todos distorcem ao seu bel prazer as coisas conforme seus interesses ou não.
O homem ou mulher deste nível são raros, são pessoas realizadas internamente e externamente, têm uma compreensão profunda sobre eles mesmos e o mundo em que estão inseridos.
Solange, adorei o seu comentário. Faço apenas a ressalva de que creio que a maior dificuldade não seja, exatamente, encontrar o homem realizado com o seu verdadeiro animal. O grande problema é ele assumi-lo. Porém, dificuldade maior ainda têm as mulheres, sem dúvida. Essa loba dificilmente sai da mata. A maioria dos homens optam por acreditar no Boitatá à na loba existente nas esposas e namoradas… para eles, loba é coisa de puta.
Um homem completo e realizado com o animal dentro dele não é algo fácil de se encontrar, é um animal em extinção, nós mulheres estamos eternamente em busca dum espécime destes .
Gosto de ouvir de vez em quando a Shakira, uma artista muito talentosa, as músicas são gostosas de se escutar.
E vendo o clip mostrando a cantora numa jaula como se fosse uma fera, dando a entender que nós mulheres temos uma loba dentro de nós pronta para fugir.Acho essa visão bem romântica , do selvagem que todos nós homens e mulheres escondemos e enjaulamos.Esse assunto sobre o nosso lado selvagem, animal é muito interessante e nos instiga a nos aprofundarmos mais nele.E como a civilização no ponto em que vivemos, estes aspecto mais espontâneos como a nossa loba ou nosso lobo interno é abafado ou “domesticado” como os românticos gostavam tanto de escrever.Gosto de imaginar o que aconteceria se todos de repente liberassem, soltassem suas feras como na música Dancing Days ,rsrsrs que as frenéticas cantavam,”abra suas asas,solte suas feras,caia na gandaia,entre nesta festa!”.E certamente por ainda não estarmos totalmente desligados da natureza , sentimos uma insatisfação interna, uma incompletude, ainda mais com o andor da carruagem de uma sociedade cada vez mais artificial, vemos como isso nos faz sofrer,de estarmos em desarmonia com a natureza, com a natureza externa e a nossa natureza interna.Não estou me referindo somente no sentido de liberação dos instintos , de procriação, acasalamento ,agressividade, refiro-me a algo mais amplo e profundo.Buscamos, por causa dessa insatisfação, ajuda nos remédios,terapias de todos matizes, em fugas através do álcool, das drogas,do consumismo,das aparências e até do sexo.
Príncipe, Sapo, Lobo mau? As mulheres vão em busca é do homem ideal. Acreditam firmemente na possibilidade do homem ideal. Esse, talvez, seja um defeito genético nosso…
Um dos maiores sonhos de qualquer mulher é encontrar o seu homem ideal, o seu personal Prince, mas esse processo de procurar e achar na maior parte das vezes dá um trabalhão…porque é impressionante como o homem ideal nunca aparece à primeira, nem à segunda, nem à terceira vez…Quase sempre é preciso direcionar o nosso radar para norte, sul, leste e oeste e conhecer vários, um monte deles, sentir o tal frio no estômago, as pernas bambas, suor nas mãos, etc, etc, várias vezes, antes de encontrar o certo. O interessante é que o certo, o homem ideal que aparece nos nossos sonhos é querido, fofo, romântico, simpático, sincero, honesto e, principalmente, exclusivamente nosso. Ou seja, um homem sem defeitos e em vias de extinção, em vias?…já extinto!
Durante a incessante procura por nosso personal Prince, vamos encontrando outros por quem acabamos nos apaixonando e acreditamos verdadeiramente que esse é que é o tal homem ideal. Parece que quanto maior é a proximidade entre mulheres e homens não ideais, maior é a atração que elas sentem por eles. É inevitável! Em um primeiro impacto que pode durar de vários meses a alguns anos (mas sempre tem data de validade, viu?), o nosso homem é sempre perfeito. Tem sempre inúmeras qualidades que ofuscam aqueles pequenos detalhes que chamamos por defeitos (e que normalmente são dos grandes!). Todas as pessoas à nossa volta (a mãe, a amiga, o papagaio, o cachorro) veem esses defeitos, mas nós não conseguimos ver. Acho até que vemos, porque o nosso sexto sentido não se engana e dá o sinal de alerta, o problema é que somos ingênuas – não, bobonas, burras mesmo – e achamos sempre que conseguiremos mudá-los e moldá-los conforme os nossos sonhos.
No fundo, e apesar das mulheres desejarem muito ter um príncipe, o Santo Graal dos homens, acabam sempre por procurar pelo Lobo Mau. As mulheres desejam a calma do príncipe, que chega em cima do cavalo branco (eu preferiria numa Hilux branca, só para não sair do contexto…rs), gentil, doce. Tuuuuuudo ‘conversa pra boi dormir’, pois a irreverência, a inteligência, a rebeldia e o charme do Lobo Mau é o que realmente as cativam.
Confesso que o Lobo Mau me atrai muito, mas temos ainda o Caçador (esquecemos dele). O Caçador é aquele homem que é 60% príncipe, pois nos salva do Lobo Mau e 40% Lobo Mau, porque é aventureiro e rebelde…Que tal? O que acham do Caçador? Será que ele poderia ser o verdadeiro homem ideal? O homem que toda mulher desejaria?…Ai…sei lá…tenho uma atração incontrolável pelo Lobo Mau. 100% autêntico, com foco, com olhar reto e agudo, que não hesita, com uma fala honesta e direta…Sem dúvida, fico com o Lobo Mau.
Guta, vamos fundar nossa confraria?…rs.
Administrador e mulheres do clã Ela Nua e Crua
Esse fim de semana, me lembrei de um cd que comprei há muito pouco tempo não só pela artista mas pelo título: SHE WOLF, que poderia ser traduzido como Loba…
Lendo aqui os comentários e percebendo o meu processo de vida atual, convido vocês a escutar o cd e ver o clip que descobri agora no you tube, dá para perceber que a artista Shakira, encontrou a dela também.
Independente de gosto musical, tentem pegar a tradução da versão em espanhol que chama-se Loba.
http://www.youtube.com/watch?v=Gx5839kaxzs&feature=channel
Beijocas a todos e boa semana
Como a Solange comentou, também considero que não existam príncipes, sapos e, à essa lista, acrescento também os lobos maus. Considerando, principalmente, estes dois últimos, eles podem ser homens comuns ou incomuns… ou, talvez, rótulos diferentes no mesmo homem, nas visões de pessoas distintas. Porém, nada diferente de homens. Tratam-se de rótulos desnecessariamente depreciativos ou super-avaliativos. Logo, não adianta querer elogiar, aviltar, ridicularizar, cobiçar ou se afastar do que não existe. Em quem você, mulher, enxerga um sapo, alguém o pode considerar um lobo mau… e vice-versa. Depende do contexto, do tipo de relação estabelecida desde o primeiro contato, da insistência em se manter ligado o balão de gás…
Vamos fazer uma rápida análise dessas três figuras que tanto têm sido objetos desses últimos e ótimos comentários.
O príncipe: Trata-se de uma figura humana utópica e masculina que vem sendo construída há dezenas de séculos em “laboratórios”. Nos tempos modernos, considerando-se o planeta, sua maior linha de produção fica em Hollywood, Califórnia, nos Estados Unidos, devido à enorme concentração de estúdios cinematográficos que vendem seus produtos para o mundo inteiro – principalmente para o mundo ocidental. A logística de distribuição de seus produtos é, simplesmente, fantástica. No Brasil, o maior produtor fica no Rio de Janeiro, Jacarepaguá, onde se encontram os estúdios da Rede Globo, chamado PROJAC, com uma distribuição mais restrita, mas de grande abrangência no país e em alguns países vizinhos. Também não podemos desconsiderar as mídias impressas que já foram anteriormente citadas. São laboratórios menores, mas não deixam de ter suas importâncias.
Os príncipes existem apenas nos romances e no imaginário feminino. Porém, no início de vários relacionamentos, o homem pode personificá-lo, durante algum tempo, apresentando-o na forma do que chamamos de persona, que é o mesmo que uma máscara. Faz-se completamente desnecessário descrever o personagem do príncipe romântico, por quem a frustrada busca é a razão de tantos dissabores femininos, por ser tão real quanto uma galinha em constante vôo de ala com uma águia. Só fiz essa analogia para ter um gancho para lhes sugerir um belo livro do Leonardo Boff, chamado “A águia e a Galinha”.
Em qualquer sociedade, torna-se necessário um meio de facilitar o relacionamento e a interação entre as pessoas; essa função é parcialmente efetuada pelas personas dos indivíduos em questão que, ao longo de suas vidas, usarão várias delas, de acordo com as expectativas alheias e meios sociais, para suas maiores aceitações.
Muitos homens lançam mão da máscara do príncipe, inicialmente, para a conquista da donzela. Ela, por sua vez, como aprendeu a acreditar na existência desse ser e desesperadamente o busca, não consegue enxergar o homem real que existe por trás dessa fantasia. Acaba sendo mais importante viver o aclamado grande amor do que conhecer de verdade com quem ela o viverá. Ou seja, a cegueira daquela torna turvo até mesmo o pouco de real que este permite que a ela seja apresentado. Daí, o amor é cego.
O sapo: Este nada mais é do que o homem que cansou de personificar o príncipe. Os papéis românticos produzidos nesses laboratórios são extremamente difíceis e cansativos de ser interpretados por longo tempo. Quando o homem “chuta o balde” e joga a persona – máscara – no chão, ele se retira do palco e, então, aparece o sapo que não é nada além do “homem como ele é”. Note que SAPO e HOMEM são conceitos relativos, mas são os mesmos seres. O macho será um ou outro de acordo apenas com o contexto em que cada um está inserido. Se ele surge após o desmascaramento da falácia do príncipe, ele é um sapo. Se ele já aparece sapo, fora do contexto romântico, sem a preexistência de um príncipe, interessante e simplesmente, ele é o que chamamos de lobo mau, bastante cobiçado pelas mulheres mais lúcidas.
O lobo mau: Espécime raro de ser encontrado, quando consideramos seu comportamento verdadeiramente instintivo e natural. Não se importa com críticas. O falso lobo, muito comum de ser encontrado, também pode ser chamado de falso liberal. Quando genuíno, trata-se do homem que se recusa a usar a máscara do príncipe. Normalmente, deixa claro a que veio e lança todos os dados necessários na mesa, sem deixar cartas na manga. Seu objetivo é que a mulher faça suas escolhas baseada em informações verdadeiras. Apesar de ter “mau” no nome, diferentemente dos românticos, são os que menos deixam sequelas psíquicas, mágoas e decepções nas donzelas. Posso afirmar que uma mulher jamais irá buscar um consultório psicoterapêutico por causa de um autêntico lobo mau.
Um mesmo homem pode ser, ao mesmo tempo, um sapo e um lobo mau. Dentro do relacionamento, depois que vira sapo, ele age, em muitos campos, como o lobo-mau: torna-se individualista, espaçoso, quer liberdade, torna-se mais autêntico, lançando, facilmente, suas farpas verbais e demonstrando suas impaciências. Porém, alguns quesitos o diferenciam do lobo: vive cansado, dificilmente come a sapa de casa e não permite à ela saber do macho sexualmente polígamo que é ou desejaria ser. No entanto, fora do casamento, pode ter, realmente, um comportamento que se confunde com o de um lobo mau com pedigree.
O lobo mau autêntico, com selo de qualidade, é lobo mau antes, durante e depois, dentro e fora, em cima e embaixo, longe ou perto, dormindo, sedado ou acordado. Doa a quem doer. Este é o que tem o comportamento que mais se aproxima do “homem como realmente ele é”. Ele não “come você melhor”. O prazer é mais intenso e você, mulher, tem essa sensação por que, quando com ele, você tem contato com o cerne, a essência da sexualidade de um ser, que é o que verdadeiramente nos atrai e embriaga, pois nos vemos nele. Dessa forma, ele assusta… mas prende. Somente ele, como bem comentou a Paulinha, permite que a mulher seja, sinta e seja sentida… sem preconceitos e julgamentos.
O mais interessante e que pouquíssimos homens sabem: as mulheres desejam esse lobo muito mais do que se imagina… inclusive as românticas convictas que se dizem na eterna busca do príncipe.
No próximo artigo, falaremos sobre a princesa, a sapa e a loba. Será a vez de vocês.
Não quero sapo,nem outro bicho qualquer, nem um principe encantado,nem um corpo somente, quero simplesmente viver ao lado de quem me faz sentir os corpos soltos,desejos ardentes e minha alma clara e livre, ao lado de quem eu querer de coração aberto e verdadeiramente ,sem amarras ou ilusões passageiras,quero e não quero você ao meu lado, quero ser feliz sozinha e do meu jeito ,deixar que algum dia você volte e possamos ser felizes de novo, e se você não voltar , chorarei porque fiquei sem teu corpo ,mas livre eternamente para encontrar o meu corpo escondido em algum lugar sob os lençóis brancos , encolhido, inerte depois de você ter ido embora sem olhar para trás.Adeus.
Seja sapo, homem, lobo, lagartos, cachorro ou quati. O que quero e alguem que permita, eu ser, sentir e ser sentida.

Quero dividir, permitir que ele seja, sinta e seja sentido. Nada como ver a satisfacao dele ao me ver tendo prazer, nada como ve-lo tendo prazer.
Nada como saber que apesar de estar, eu sou, eu posso, eu vou!
E saber ainda que ele esta, e, pode e ira!
As portas definitivamente se abriram e ja não quero voltar atras…
Amando todos os comentarios!!! Beijos
Não quero um sapo pegajoso e grudento, daqueles sapinhos que ficam pulando , pulando nojentos, não quero um príncipe que também pode se tornar um sapo, chato e asqueroso,não, não quero isso, estou satisfeita com o meu homem, que me faz carinhos, me diz , eu te amo, só fala quando sentir que eu quero ouví-lo, fique lá no cantinho dele, e só venha quando eu chamar, me faça cafuné, lave minhas costas e as louças depois do jantar ,faça cócegas, me faça rir quando estou triste. , resumindo, que saiba muito bem o seu lugarzinho dentro de casa.
Nem sapo, nem principe.Homens são só homens, seres como nós mulheres, de carne e osso.Cheios de defeitos, qualidades e também frágeis.Histórias infantis, não quero mais,Por isso não quero um sapo, não quero um principe, quero a realidade de um homem que eu goste, que sinta vontade de estar perto,quero o meu homem, não quero só uma atração fatal, mas vontade de estar com ele na cama, na grama, na praia, em qualquer lugar que eu possa sonhar que estou na lua em seus braços, pernas , pele, envolvida completamente em seu corpo , sugada por sua boca , sua alma a me deixar louca de vê-lo nu ao meu lado, na cama, na praia, no sofá, no armário, no banheiro, na cozinha fazendo comidinhas gostosas todos os dias para comermos cheios de apetite nossos desejos e finalmente gritarmos de prazer encaixados e exaustos no chão.
Barbara, simplesmente sem palavras!!! Maravilhoso!!! Parabens por ser assim!!! Beijoa todos!
Rolando até agora de tanto rir… Viva o LOBO MAU!! Me ocorreu uma idéia agora… vamos fundar a confraria do Lobo Mau ? Já que queremos alguém que nos enxergue melhor, nos escute e que nos coma até o osso.
Vou ” falar” com minha tataravó tupinambá de quem herdei essa veia antropofágica pra ver se ela nos ajuda!
Brinquei de casinha quando era criança, era uma casinha modernosa, eu não queria ter marido, nem filhos, o simples fato de ter que andar com uma boneca debaixo do braço e lavar as panelinhas me arrepiava; eu era aquela que ía para a faculdade e que estudava, viajava, etc, e ía visitar a família nas férias…Mais tarde resolvi brincar de casinha de novo, me casei, acho que queria provar que o casamento pra mim podia ser menos rígido, podia ser diferente daquela “cela” especial em que nos enfurnamos por livre e espontânea vontade.
Tínhamos afinidades, gostávamos de conversar, de transar. Eu enxergava o casamento como uma aventura a ser compartilhada e que não deveria significar prisão, submissão, anulação, achava que podíamos cada um termos nossos próprios amigos, nossas pp viagens, nossos pp passatempos, trabalho, que fossêmos donos de nossa individualidade.
Eu queria um casamento que significasse amizade, sexo, respeito, diversão e companhia, e claro, maturidade e inteligência. Acho que a burrice é inimiga das relações, a burrice permite o surgimento de brigas, preconceitos e ciúmes. Casamento deveria ser aberto, não digo só no sentido sexual (como costuma-se entender quando se fala em casamento aberto) – isso é negociado caso a caso, por cada casal -, mas aberto para a renovação, para a conversa franca, para as necessidades de cada um, para a intimidade que permite a gente enxergar o outro como ele verdadeiramente é, aceitar o outro e viver de maneira menos repetitiva e convencional.
Essa era a minha fórmula, mas não era a dele, e aí foi um deus-nos-acuda, porque ele estava a espera de uma mulherzinha, menos individualista, simpatizante dos afazeres domésticos, do ti ti ti com panelas, etc…(e o mais interessante é que ele já sabia que eu era avessa a essas intimidades domésticas, vai entender??) e então, a minha brincadeira de casinha começou a desmoronar e eu senti culpa. Senti culpa por um monte de coisas, por pensar de forma avançada demais, por querer ser independente demais, profissional demais, por gostar de sexo demais, por ter curiosidade demais e por ter permitido que o meu casamento tivesse fracassado…me senti frustrada. Pensei…caramba, eu não consegui ser uma mulher bacana para ele, poxa, mas eu gostaria de ter sido…eu era muito diferente do que ele esperava de mim e nossas fórmulas de casamento eram incompatíveis. Então, engordei as estatísticas, pedi a separação e desde então estou indo atrás de um outro jeito de viver a minha vida. Talvez, eu ainda tenha muita curiosidade, muita excitação pelo o que acontece do lado de fora da “cela”…mas ainda acredito no formato de casamento, de estar junto que descrevi…vou atrás de um sapo para vivê-lo comigo, porque já vi que o príncipe não se adapta…Hum! Sapo?…não…melhor um Lobo Mau do tipo que me enxergue melhor, me escute melhor e ainda me coma!!!
Nossa… adorei o comentário da Guta. É isso ae… pra que ficar se escondendo , fingindo o que não é. Quando dentro de nós existe um vulcão enorme querendo explodir…
Hoje em dia eu encaro isto com tanta naturalidade, com tanta leveza, que algumas pessoas estranham quando quero curtir um momento light, tranquilo…querendo namorar..rs
Logo desisto…não pretendo ficar me iludindo por enquanto.
Casar não penso tão cedo, pois hoje em dia preservo minha liberdade acima de tudo.
Mas não desaconselho tbem, não.
Quando encontro recém casados, dou a maior força. Digo de forma positiva, que acima de tudo, respeitem a indidualidade do outro, que não deixem de viver tudo aquilo que tem vontade. Façam tudo o que puderem fazer juntos, desde que ambos o queiram . Respeito, acima de tudo RESPEITO. Acho que isso é um fator primordial na relação.
Quando a Guta tbem relata, sobre existirem mulheres pra casar e outras, não; fico possessa com este tipo de comentáriovindas por parte dos homens. Porque também sempre ouvi de companheiros e maridos , que a mulher deveria seu uma PUTA na cama e uma DAMA na sociedade. E as solteiras? Enquanto estão nesta condição, porque são rotuladas, quando querem viver plenamente sua sexualidade, sem ter que ter um dono? Porque este rótulo ? Engraçado, né?
O fato que não me importo com rótulos, não vou deixar de viver, de descobrir minha essência. De aprender todo o dia, o quanto é bom ser mulher.
Caro Administrador e Mulheres com M maiusculo e Self construido!
Não estou com quase tempo de comentar nada. Mas gostaria de dizer que toda e qualquer experiência pode nos levar ao crescimento contínuo.
É muito interessante esse comentário sobre as pessoas hoje estarem encarando o casamento como algo finito. Mas por outro tenho grandes amigas, que pensam dessa forma mas não abrem mão de entrar na igreja ou no cartório porque no futuro poderão dizer que passaram por essa experiência… e não serem chamadas de titias…
Quero propagar aos 4 ventos e se alguém souber do quinto me avise como eu amooooooooooooooooooooooooooooooooooooo ser “titia”. E aqui não digo que morrerei solteira, ou casada… mas desde cedo e entre o intervalo de alguns autoenganos românticos, eu nunca concebi o casamento com esse modelo da nossa cultura. Antes a morte do que cavar esse recipiente sequencial de frustrações.
Não quero hastear bandeiras pró ou contra, mas exigo que a opção pessoal de cada mulher, seja respeitada.. isso é inegociável.
Algumas amigas me dizem que casamento bom seria loteria… também sou do contra, porque embora a sorte exista, ela não significa 100 por cento do processo.
A meu ver relações e qualquer uma, seja amizade, amizade colorida, casamento, pegação, putaria etc, tudo isso envolve a sua tomada de decisão e trabalho, muito trabalho e afinco.
Tenho a cada dia que passa conversado mais com a minha loba, pantera, lado animal. Ela tem sede, ela tem fome, de tudo e não é só a nível sexual.
Particularmente, eu amo a minha carreira, a cada passo que dou, a cada descoberta e a cada conquista eu vibro.
Já escutei que devia trabalhar menos, que jogo no trabalho carências e quando eu der por mim estarei velha e ninguém vai me querer. Ou em casos piores, as minhas habilidades pessoais foram motivo da mais profunda insegurança masculina seguida de chacotas direcionadas a mim, por se acharem menores, sem condições de competir… e eu não me relaciono com um homem a nivel de competição… é incongruente e perda de tempo.
No métier sexual, então nem se fala, temos que ficar eternamente no feijão com arroz, se o apetite aumenta e o outro não acompanha…fodeu (sem foder rss) Já fui doutrinada a esconder, abafar ou aniquilar esses apetites.
Isso sempre me irritou e há muito tempo atrás foi motivo de depressão… era como se eu tivesse que me esconder, ser menos inteligente, menos expansiva, menos brilhante, menos sexual… porque um homem não se sente bem ao lado de mulheres assim. Elas não são pra casar rsss
Quando aprendi a ligar um botão chamado FODA-SE, e só me relacionar com pessoas que me aceitam dessa maneira, consegui ser mais feliz. Muito mais feliz.
E o que me aproxima de vocês, é essa felicidade que temos na coragem encontrada para sermos nós mesmas.
Beijos e espero que o resto da semana de vcs seja tão brilhante como tem sido a minha.
Nos ensinam desde sempre que a mulher deve ser bonita, simpática, educada, bem resolvida, inteligente e tudo isso para…conseguir um bom casamento, é claro! Se, por alguma razão nos desviarmos desse caminho, o altar, teremos ‘problemas’.
Caramba! ser mulher é difícil… Freud já a caracterizava como um enígma, pois dizia que a própria psicologia não tinha resposta sobre essa espécie…rs…a mulher. Ele explica o desenvolvimento sexual da mulher, comparando-o com o do homem; assim o desenvolvimento de meninos e meninas é igual, ambos desejam a mãe, pois é aquela que cuida. Enquanto o menino é definido pelo pênis, a menina (coitadinha) é definida pela ausência dele, aí está diferença. O menino deve se identificar com o pai para um desenvolvimento normal porque ele é o objeto de amor da mãe e é o que tem o falo. A menina precisa renunciar ao amor pela mãe e terá de desejar o pai, pois faz parte do desenvolvimento sexual da mulher ter de atrair o falo. A mulher, então, precisa se tornar passiva, para atrair o falo.
Passividade, essa palavra caminha lado a lado com a mulher, grudada em nós desde que nascemos. Desde nossas avós, tudo em suas vidas, dependiam do valor que um homem dava, primeiro pelo pai, depois pelo marido. Atualmente, as coisas mudaram, nós mulheres temos as pílulas anticoncepcionais, temos os biquinis, temos empregos, vibradores, mas ainda esperamos pela validação de um homem, porque por milhares de anos o homem era efetivamente a chance de tudo.
Estamos ainda tentando mudar isso e ainda damos algumas topadas pelo caminho. Cada mulher, cada uma de nós aqui, está dando um passo, está construindo uma estória nova e mais bacana, mais autêntica, mais permissiva. Estamos na tentativa de sair da padronização de a mulher dever ser assim ou dever ser assado…somos só nós mesmas…únicas…e estou quase certa de que os homens sabem disso, senão não gostariam tanto de provar, de experimentar um pouco de todas nós….rs.
Vamos voltar ao assunto?
Li, recentemente , em mais de uma fonte escrita por psicólogas, que, apesar do predomínio da crença romântica, muitas mulheres já estão partindo para o casamento com a consciência e objetivo de que ele deverá ser bom enquanto durar. Ou seja, não descartam a hipótese da separação, caso percebam que o prazo de validade da relação expirou. O mesmo não ocorreria com os homens, que continuariam adotando a mesma postura conservadora citada no artigo em pauta.
Isso ainda não é um dado conclusivo para mim, mas sou levado a acreditar que exista uma leve tendência de as mulheres mais novas que estão casando e as que já se separaram e partem para uma segunda relação, estarem, realmente, considerando como possível a volatilidade do desejo de permanecerem juntas aos parceiros por longa data.
De todas as minhas conversas com mulheres separadas ou em processo de separação, não me lembro do registro de nenhum caso em que o marido tenha respeitado e concordado com a ruptura da relação. Não estou dizendo que isso não aconteça; apenas que, quando a iniciativa é da esposa, raramente chega-se a um acordo consensual.
Lembro de ter ouvido muito, ao longo de minha vida, críticas a quem dissesse que se o casamento não desse certo, se não fosse feliz, iria se separar. Logo era rotulado de cético e despreparado para o casamento, pois não estava pronto para suportar privações, para se doar, abdcar e sofrer. “Você precisa ir para o altar tendo a certeza de será para sempre e pronto!… custe o que custar!” São, ainda, os pensamentos de minha avó, mãe e tias. Parece que, bem aos poucos, as posturas estão mudando… pelo menos nas grandes cidades.
Para início de conversa, não vou querer ser mal educada, e nem entrar aqui num bate boca Virtual. Acredito que o propósito do site não seja esse.
Discussões, sim. Mas pertinentes e objetivas. De forma que possamos absorver algo de bom, ou aprender com as experiências ruins.
Mas não vou deixar de fazer umas colocações:
Com respeito a todas as depoentes aqui, acredito que a maioria tenha entendido e interpretado de forma clara, sobre o que eu escrevi.
Em primeiro lugar minha vida não é uma MERDA. Apenas relatei como ela era antes e como é agora.
Contar aqui como foi a minha primeira vez, vocês iriam se debulhar em lágrimas. Isto sim seria algo chato, traumatizante, rídículo e degradante. Por este motivo não tenho intenção de contar. Agora, não sei se seria apropriado aqui neste Blog, contar minhas práticas ou peripécias sexuais, visto que ainda não vi ninguém comentando sobre isto aqui. Não sei se seria a finalidade do Blog. Mas acho que se fosse o caso , eu poderia pensar em escrever um livro. Acredito que teriam histórias hilárias e muito picantes.
Nunca me senti DONZELA, FRÁGIL, VÍTIMA. Muito menos meu Ex marido com seus defeitos, ( eu tbm os tenho), foi um CARRASCO OU BANDIDO!
COITADINHA??? SANTINHA?? JAMAIS!!!
Enquanto eu estiver viva, serei sempre uma mulher forte e ciente das minhas vontades e prazeres!!
BOM ASTRAL, VONTADE DE VIVER E AUTO ESTIMA, é o que não me faltam.
EU SOU FELIZ!!!
Realmente ao decidir me casar não tinha na cabeça algo findável, queria um casamento de contos de fadas, felizes para sempre, uma penca de filhos e família de margarina… Porem no período de organização do casamento (É uma maratona cruel!) vivi um intenso processo de individuação, que já ocorria antes porem de forma lenta e contida. Deixei de desejar a casinha de cerca branca e janelas azuis e passei a desejar viver, viver intensamente, me permitir ser, sentir e sofrer.
No dia do casamento entrei na igreja repleta de pessoas ciente que poderia não ser para sempre, ciente que naquele momento era meu maior desejo. Lembro-me de terem me perguntado há alguns dias do casamento “Se você pudesse cancelar a festa, o casamento, viver sua vida sem arcar com as conseqüências de tudo, o que faria?”“ Definitivamente cancelaria todo o “show da Broadway”, mas me casaria com ele”. Naquele momento sabia que não seria eterno, já me implicava no meu relacionamento e na minha vida, não me permitia ficar no papel da coadjuvante ou vitima, sabia o que me esperava e sabia a parte que cabia a cada um de nós.
Já havíamos entendido que existe o famoso para sempre, mas o sempre pode ser um dia, um mês, um ano… Enfim nós dois escolheríamos e viveríamos o nosso sempre. Piegas, mas aquela famosa frase do poeta, que tantos adolescentes repetem, mas não entendem, “Que seja eterno enquanto dure!”.
O mais importante para mim, o que me deixou radiante e também a ele, foi saber que nos casávamos com uma pessoa que respeitava nossos desejos, individualidades e sentimentos. Que nos encoraja a ser quem nunca fomos, mas sempre desejamos ser.
Solange, não consigo perceber baixo astral algum nos relatos que tenho lido aqui. São comentários verdadeiros, baseados nas experiências e percepções de cada um. A afirmação clichê “A verdade dói” é pura realidade. Para enfrentá-la, temos que ter coragem, e esse é o propósito desse blog: unir forças para termos coragem de enfrentá-la. Em conjunto, pensando juntos, fica bem menos difícil. Este espaço não é voltado exclusivamente para mulheres que têm grandes experiências, maduras, independentes… e sim para todas que têm o desejo de se movimentar, de mudar, que amam viver, independentemente das dificuldades de cada uma. Respeitamos essas dificuldades, os bloqueios e idiossincrasias de todos e todas. Mas não aceitamos críticas sarcásticas sem o propósito de acrescentar algo às conversas.
Nem vou usar meu tempo definindo o que é ser e quem é ou não experiente, pois já conversamos bastante sobre esse conceito nos comentários e artigo passados. Todos aqui querem aprender… apenas isso.
Você se equivocou completamente na interpretação do texto da Morena. Ela disse que conflituosa ela era quando casada. Ficou bem claro para todos, menos para você, que hoje ela está bem demais.
Também não li nenhum relato de donzelas frágeis vítimas de maridos carrascos, bandidos, cafajestes, etc. Você deve estar confusa, lendo comentários de outras mulheres em outros blogs e escrevendo seus relatos aqui.
Santinhas? É a única coisa que as mulheres que têm nos acompanhado não querem ser.
Medo de casar? É para as solteiras terem mesmo, caso continuem banalizando a escolha dos seus parceiros e não tenham a consciência do que é o casamento tradicional.
Solange, não vou deixar de afirmar e nem vou pedir desculpa pela sinceridade: a única mulher triste até agora, aqui, é você.
Bom Dia
Admin, só quis dar uma sugestão para levantar o astral do blog, .Baixo astral puxa baixo astral.Sei que a barra de um casamento já acabado é bem pesado,mas deste jeito muitas moiçolas solteiras vão ficar com medo de casar com estes relatos.Não vejo nada de errado no romantismo, o problema é ler relatos de mulheres experientes,”maduras e independentes”, já com vários casamentos nas costas e ainda terem esses tipos de conflitos, parecem umas donzelas, frágeis, as vítimas de maridos carrascos, bandidos, cafajestes, as coitadinhas,as santinhas, é de chorar.Não estou vendo coerência nisso, somente isso.
Solange, que tal tentar dar mais cor a este blog com o seu contagiante e altíssimo astral que temos observado em todos os seus comentários?
Quer rir? Vou lhe sugerir um outro blog… o do CQC http://www.cqcblog.com/
Lá você poderá deixar seus hilários comentários.
Quer falar coisas picantes sobre “a primeira vez”? Será que as revistas Teen e Ti-Ti-Ti têm site?
Ah , Que lindos relatos, toda vez que entro neste blog, já pego meu lenço para chorar aos borbotões, nossa essa vida é uma merda mesmo, principe encantado que virou um chato, é o mantra que mais escuto das excasadas,nossa, que porre de vida essa mesmo.
Não tem umas historinhas mais engraçadas, mais hilárias, como as coisas engraçadas tipo como foi a primeira vez de todas, coisas assim picantes, depois com a prática.Esse blog está barra pesada, não é por acaso que ele é todo preto,cinza, xô, xô baixo astral….
Infelizmente não poderei me prolongar agora, estou aproveitando a hora do almoço. Mas não poderia não deixar aqui, pelo menos algum comentário.
Eu como a grande maioria tbem optei pela separação, tomei a dianteira, depois de vários fatos ocorridos. Situações insustentáveis, as quais já não poderia deixar que ocorrecem. Como já havia relatado anteriormente, a surpresa foi grande , por parte das pessoas…. Quem eu?
Logo eu?? A boazinha, a quietinha, a vaquinha de presépio, pudesse mudar o rumo de sua vida?? Bom… Amor próprio… antes de continuar a amar o Principe encantado ( O Príncipe tinha era virado um CHATO QUE VINHA DANDO NO MEU SACO, isso sim). Eu tinha era aprendido a amar a mim mesma, a saber que eu não poderia continuar com uma vida daquelas.
Rejeição…. eu tenho um histórico bem particular, que poderei relatar mais tarde a vcs… algumas mais entendedoras sobre o assunto, poderão até avaliar isso de uma forma mais profissional… porque apesar de já ter sofrido várias rejeições em minha vida… não necessariamente, durante este processo de traição e rompimento de casamento, em momento algum eu me senti rejeitada. Pelo contrário, me senti mais forte, mais ciente do que eu queria. Ousada, abusada. Óbvio que em alguns momentos, tentaram me esmagar, denegrir minha imagem, me tirar do eixo. Tinha horas que me sentia como um bicho acuado, me dava pânico às vezes. Me sentia vigiada, perseguida, com minha liberdade tolida.
Tinha medo de atender telefone, de dizer pra onde eu ia. Se não estivesse em casa, e recebesse algum telefonema no cel, já achava que tinham me descoberto.
Nossa… eram pequenos momentos de loucura… confesso.
Depois, chutei o pau da barraca… Pensei… Meus filhos estão bem cuidados,crescidos, em segurança. Trabalho, ganho meu próprio dinheiro, sou LIVRE, LEVE E SOLTA. Danem-se. Podem falar o que quiserem. Não terei minha liberdade cerceada por ninguém. Odeio que me vigiem, que fiquem tomando conta de mim. Vivi durante anos sendo controlada, monitorada… Joguei o GPS na Baía da Guanabara. Hoje faço o que quero, saio, volto a hora que me der vontade. A empregadinha se aposentou. E é assim que procuro viver… e sendo assim não me estresso, não me aborreço. Não choro, não grito, não esperneio, nem arranco os cabelos. Excesso de preocupação dá rugas. Nossa… falei que não ia escrever muito… Mais tarde posto mais algumas observações acerca deste assunto.
Deu fome agora.
Na real? Nada dura para sempre gente. Que seja infinito enquanto dure…
“Eu sei que vou te amar… por toda minha vida”
Meus queridos componentes do Clã…existe alguma frase mais promissora do que esta?
E daí nasce a ilusão. Já que sempre “vou te amar”, está tudo simplesmente resolvido; eu vou te amar, e você vai me amar,assim seremos felizes e fiéis para sempre!
Com o tempo, tudo começa a ficar obscuro e vêm logo os questionamentos. São perguntas inacabáveis….questionamentos profundíssimos. E romper com o contrato, ou desacreditar nessa frase acaba deixando totalmente instável o relacionamento.
Estou vivendo em meio a dois casos de separação. Um deles, o marido que será deixado, já usou de todos os tipos de agressões com a esposa. Por fim, não adiantando, resolveu viajar sem avisar nem para onde estava indo nem quando voltaria. O que mais me impressiona é o fato de enxergar o quanto ele está sofrendo. Por outro lado, a esposa, que está pedindo a separação, me fez uma confissão assustadora….me disse que se ela pudesse escolher, não queria ser separada e sim viúva, por medo do ex nunca a deixar em paz. Acredito que tudo na vida tem começo, meio e fim….e porque não, aceitar que em relacionamentos pode acontecer o mesmo? Até porque, penso que em um relacionamento maduro, sempre ficará algo bom, que possamos lembrar e sentir saudade. Já a mulher a quem me referi, acima, está tomada pelo medo de ter que viver a vida inteira presa em uma promessa que fizeram há 18 anos. Já no outro caso, o marido, depois de 23 anos de casados, não aceita que a esposa tenha mudado, que quando se casaram ela era diferente….como não mudar com o passar dos tempos? Isso é ridículo! Acredito que esse discurso, é para não revelar o real motivo, que é o descontentamento da mulher no relacionamento. Estamos todos, cercados de dados, de estatísticas, de filosofias e, ainda assim, somos tão frágeis.
A Bárbara comentou que, segundo dados do IBGE, 70% das iniciativas dos pedidos de separação partem das mulheres. Porém, curiosamente, dentro das centenas de mulheres separadas com quem conversei, desde o início deste meu trabalho, lembro-me de apenas UMA que tenha me dito que o ex-marido pediu a separação.
Aqueles que me conhecem sabem da grande simpatia que possuo por um copo de cerveja ou whisky e do grande prazer pelo qual sou tomado ao me sentar em uma mesa de bar para filosofar sobre a vida e os relacionamentos. Após muitos anos e tantas horas de mesa de bar, ouvindo e sobrevoando pensamentos de amigas e amigos casados, são muito claras as diferentes percepções que cada gênero possui sobre a instituição casamento. A omissão, incompreensão e descaso masculinos são patentes em seus discursos acerca dos problemas existentes nas relações a dois. Eles reclamam da falta de liberdade de ir e vir, mas de uma forma leve, jocosa e despojada. “… que nossas esposas nunca morram viúvas…”. Elas reclamam da falta de liberdade de ir e vir, de parceria, cumplicidade, pensar, sentir, desejar, ousar, de ser mulher. Vale ressaltar que tais colocações não são feitas em tons de brincadeira, mas sim com angústia e desesperança.
Por diversas vezes, conversei, separadamente, com marido e mulher, em dias diferentes ou, também, no mesmo dia. Nessas ocasiões, busquei “arrancar” suas satisfações, insatisfações e impressões sobre o casamento. Curiosamente – mas sem surpresa, parecia que eu estava conversando com cônjuges de relações diferentes. Visões diferentes, análises distintas, ansiedades díspares, em focos e em intensidades.
É fato que o machismo colocou as mulheres nessa “prisão cultural”, mas não se dão conta de que elas mesmas são suas próprias carcereiras e, geralmente, suas maiores e mais veementes julgadoras.
Casamento: Homens e mulheres falam a mesma língua nesse assunto? (ou em muitos outros, aliás?…rs). Se perguntarmos às mulheres o que significa o casamento, mais de 90% dirão que é uma relação de amor; se fizermos a mesma pergunta para os homens, 100% dirão que é constituição de família. Está formado o conflito. São visões, expectativas, reações diferentes e frustrações ídem.
Separação: Homens e mulheres continuam com visões diferentes? As mulheres encaram a separação como uma conseqüência do fim do amor. Ela é romântica e estrutura toda a sua vida no casamento. Assim, se o amor acabou ou é traída, separa-se. Já para grande parte dos homens, o fato de a relação não ser um mar de rosas não justifica um rompimento. Bem ou mal, eles têm uma família e podem arrastar relacionamentos extraconjugais por anos a fio, sem nunca se separar, e se acomodam numa relação mal resolvida (reflexo de uma cultura machista). Homens, se precisam sair de casa e morar sozinhos, ficam sem a estrutura do lar que, em geral, é gerido pela mulher, perdem o convívio com os filhos e ficam desamparados. Por isso, normalmente continuam casados mesmo se a relação é insatisfatória. Planos e projetos masculinos estão mais ligados à vida profissional. Realizam-se no trabalho, com o dinheiro que ganham e o sucesso. Seu foco é a profissão; por isso, em geral levam adiante casamentos que não vão bem. Se a atração sexual acaba, arranjam amante, pois separam mais a vida afetiva da sexual. são capazes de levar uma boa vida sexual fora do casamento e, assim, vão equilibrando a união e não se separam (práticos não?). Dificilmente um homem pede a separação se não tiver outra mulher pela qual já se apaixonou.
O fato das pessoas investirem a maior parte de seus recursos emocionais e sua vulnerabilidade em um relacionamento a dois é a causa dos sentimentos de perda, rejeição e abandono por elas experimentados com a dissolução do casamento. O medo, o sentimento de culpa, a raiva e a depressão são assustadores e previsíveis, pelo fato de a separação representar a perda de uma das bases da existência das pessoas. No entanto, os pedidos de separação continuam crescendo e no Brasil, segundo o IBGE, 70% dos pedidos de separação partem das mulheres.
O momento da separação não acontece de repente. Ele é construído ao longo do tempo, em um passo a passo de insatisfações, mágoas, decepcões, ressentimentos, incompatibilidade de gênios, divergência de valores, interesses, problemas de comunicação, expectativas não atendidas no casamento, frustração das necessidades emocionais e sexuais, diminuição da cumplicidade e do prazer de estar juntos, expectativas irrealísticas trazidas para o casamento. É um processo mais ou menos longo que assinala o seu ápice através do nosso limite de suportar a dor ou o desconforto por estarmos naquela relação, e nesse sentido, a mulher se posiciona muito mais rapidamente do que o homem, fato comprovado pelas estatísticas.
Claro, não podemos nos esquecer que o aumento da participação feminina no mercado de trabalho trouxe pelo menos duas mudanças: o homem perdeu o status de único provedor; a mulher, a resignação. À medida que ela se tornou financeiramente mais independente, ficou também menos disposta a suportar uniões infelizes. E agora parece buscar, sobretudo, qualidade na vida a dois. É isso…
Recebi um email sobre a participação da maravilhosa Lya Luft num evento sobre o Dia da Mulher e ela comenta o caso de uma mulher casada há 38 anos que se cansa das sucessivas traições do marido e o mandou passear, sem temer ficar sozinha aos 65 anos de idade (mulheres, que homem teria coragem de fazer isso?) e o que aconteceu? Ela REJUVENESCEU…”toda mudança cobra um alto preço emocional. Mudanças fazem milagres por nossos olhos, e é no olhar que se percebe a tal juventude eterna. Quem dá brilho ao olhar é a vida que a gente optou por levar”.
Beijos a todos
Querido Administrador e mulheres do meu Brasil,
Os homens nos pedem em casamento e nós o divórcio. O que nos leva a quebrar esse contrato?
Acredito piamente nessas duas possibilidades… apesar e devido ao romantismo feminino, que os pedidos de divórcio em sua quase totalidade, partam das mulheres. Muitas fantasiam, iludem-se por vontade própria, com o parceiro. Escutam e sentem o que querem escutar, ver e sentir. Fatalmente, a médio e longo prazo, tal receita resulta na frustração tão comumente citada ao longo dos comentários deste blog. Quando se deparam com o ser verdadeiro, o “prédio” cai.
Somente a “liberdade” possibilita às românticas tempo para encontrarem um novo “amor”. É a eterna busca da felicidade.
Como se os homens fossem tecidos belamente costurados para que vestissem os anseios femininos como uma luva.
Penso também em outras causas: a busca do bem estar individual, a independência financeira, o choque de classes sociais e culturais entre os cônjuges, a experiência da maternidade e parternidade ( a mulher que se veste de mãe, e assim dessexualiza a relação conjugal; o mesmo com o homem que passa a vê-la como a mãe dos filhos dele, criando aí um incesto inconsciente). Outro fator muito infeliz é a violência doméstica ou psicológica. E não nos esqueçamos da infidelidade, maior percentual nos foruns das separações requiridas tanto pela mulher quanto pelo homem.
Dentro do universo masculino, nos raros exemplos, em que optam pelo divórcio, temos como fatores prepoderantes à pressão para ser feliz, a crise de meia idade, sendo esta na Inglaterra a segunda maior causa de divórcios entre o público masculino.
Quando os mesmos não aceitam a separação, as causas para que as mulheres desistam envolvem questões financeiras, religiosas ou até mesmo por machismo.
Lembro de, anos atrás, ter escutado uma história muito triste envolvendo um divórcio litigioso… o marido entrou em acordo com o departamento pessoal da multinacional que trabalhava há 30 anos para pedir demissão… só assim ele não teria acesso ao FGTS e muito menos sua ex-mulher e filhos!
Duzentos mil reais… presos no banco….antes isso a dividir alguma parcela…
Esse sem dúvida é um caso extremo, mas é lugar comum, vemos o quanto os homens tentam de qualquer maneira manter o casamento para não pagar pensão ou também por segurança emocional, mesmo que esse percentual seja inexpressivo, existem homens que necessitam da instituição do casamento.
Quanto aos religiosos xiitas, as regras da separação são mais violentas para com as mulheres.
Li, há poucos meses, que por ano em Israel, cerca de 20 maridos são presos por não conceder o divórcio. Uns chegam ao extremo de fazer greve de fome e cumprem penas de até oito anos. Já as esposas, condenadas a um isolamento social, sem poder casar, nem ter encontros, a menos que o marido lhe conceda a separação, estão também numa prisão.
Não precisamos portanto citar o que acontecem com mulheres divorciadas…
Por fim, o machismo se encontra da mesma forma, quando existe a separação de corpos, mas o ex-marido continua a frequentar a casa por conta dos filhos, inibindo assim, de maneira sutil, a entrada de um “ macho” estranho. Pois já que ele é que coloca o dinheiro na casa, ele é o chefe.
Dessa maneira, percebo que os exemplos acima, são algumas das razões que nos situam, de forma clara, o quão forte a nossa sociedade patriarcal limita o caminhar feminino.
Beijocas e abraços pra todos vocês
PS: Aguardando ansiosamente a próxima postagem … rs